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Jon Ryan Jensen: A Constituição dos EUA e a causa do direito

‘Compreender as necessidades profundas e os compromissos profundos de ambos os lados’, ensina Presidente Oaks

Disponível em:Inglês | Espanhol | Francês

Na semana passada, me sentei na Catedral Nacional de Washington e ouvi atentamente o primeiro Profeta a falar naquele local.

Na noite de 16 de setembro, Presidente Dallin H. Oaks discursou sobre a liberdade religiosa e convidou as pessoas a se engajarem na proteção dos direitos religiosos para todos. Mais cedo naquele dia, na véspera do Dia da Constituição dos Estados Unidos, ouvi especialistas em Direito discutirem as origens do direito de consciência no país.

Presidente Dallin H. Oaks, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, pronuncia o discurso principal na Catedral Nacional de Washington, em Washington, D.C., na quarta-feira, 16 de setembro de 2026. | Scott G Winterton, Deseret News

Palestrantes no evento em Washington, D.C., citaram os presidentes dos Estados Unidos George Washington, Thomas Jefferson e James Madison. Eles revisitaram os diferentes níveis de participação religiosa destes e de outros “Pais Fundadores dos EUA”.

Trechos de discursos e de cartas desses líderes ilustravam as crenças compartilhadas sobre a liberdade de pensamento. Mostravam também que nenhum deles afirmava saber exatamente como preservar essas liberdades. As mensagens desses primeiros líderes americanos também revelavam diferentes perspectivas sobre o caminho certo a seguir.

Os Estados Unidos celebraram este ano o seu 250º aniversário como nação. Contudo, a Constituição só foi ratificada 12 anos após a declaração de independência do país. E essa votação de ratificação não foi unânime.

George Washington é retratado na pintura de 1856, "George Washington Addressing the Constitutional Convention" [George Washington discursando na Convenção Constitucional], de Junius Brutus Stearns, retratando um momento decisivo ao final da convenção. | Associated Press

Em junho de 1789, pouco depois de sua eleição e posse como presidente dos Estados Unidos, Washington escreveu uma carta às congregações hebraicas de Savannah, Geórgia.

“Que a mesma Divindade que opera maravilhas, que há muito libertou os hebreus de seus opressores egípcios, os plantou em uma terra prometida, cuja providência tem sido notável recentemente no estabelecimento destes Estados Unidos como uma nação independente, continue a regá-los com o orvalho do céu e a fazer com que os habitantes de todas as denominações participem das bênçãos temporais e espirituais daquele povo cujo Deus é Jeová”, escreveu Washington.

Presidente Oaks, em seu discurso na Catedral Nacional de Washington, levou este princípio um passo adiante. Ele usou a palavra “todos” 21 vezes: justiça para todos, liberdade para todos, união entre todos, equilíbrio para todos, respeito entre todos, paz entre todos.

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Washington estava certo ao dizer que o Pai Celestial abençoou os Estados Unidos da América. E Presidente Oaks traçou um caminho que mostra como Deus abençoará igualmente todos os Seus filhos, onde quer que estejam, à medida que se esforçam para trabalharem juntos por um bem comum.

Presidente Oaks afirmou que os Estados Unidos têm suas raízes em indivíduos que vieram de diferentes países, representando diferentes etnias e com crenças muito distintas. Na formação do país, o objetivo não era homogeneizar essas características e crenças.

“Nossa geração fundadora, a quem homenageamos neste 250º aniversário, buscou a união por meio de uma nova Constituição e de novas leis”, disse ele.

Chegar a um consenso pode ser difícil quando as pessoas acreditam que suas posições são absolutamente corretas. Admito que já me senti assim algumas vezes como marido, pai, filho e vizinho. Chegar a um consenso nem sempre é fácil. Mas também não é, por si só, errado.

“Longe de ser uma fraqueza, conciliar posições opostas por meio de negociações respeitosas e de coalizões é uma virtude”, ensinou Presidente Oaks.

Presidente Dallin H. Oaks, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, proferiu o discurso principal na Catedral Nacional de Washington, em Washington, D.C., na quarta-feira, 16 de setembro de 2026. | Scott G Winterton, Deseret News

Ele afirmou que esse tipo de reconciliação se dá pela demonstração de respeito mútuo, pelo compartilhamento de entendimento e pela realização de negociações de boa-fé.

Senti certa culpa ao ouvir o Presidente da Igreja descrever esse processo. Não tenho sido suficientemente bom nisso. Não tenho tido paciência suficiente para fazer isso.

E aqui estou eu, uma semana depois, relendo as palavras de Presidente Oaks. Às vezes, precisamos conviver com essa sensação de inquietação. Às vezes, precisamos deixar um ensinamento difícil amadurecer ou um fogo purificador arder. Senti esse calor esta semana. Sou grato por um Profeta que se dispôs a me desafiar e a todos nós a sermos melhores. Sou grato pelos exemplos que ele deu e pelo caminho que mostrou para me ajudar a encontrar a reconciliação.

“Trata-se de tentar compreender as necessidades profundas e os compromissos profundos de ambos os lados e, então, encontrar soluções que tragam paz e justiça para todos”, disse Presidente Oaks, como parte de sua conclusão.

Espero ser um ouvinte suficientemente bom daqui para frente, a ponto de perceber essas necessidades profundas e compreender os compromissos profundos daqueles que veem as coisas de maneira diferente da minha.

Porque todos os filhos de Deus merecem o mesmo tratamento.

— Jon Ryan Jensen é editor do Church News.

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