Quando os bombardeios começaram na aldeia de Awadeya Mahmoud, no Sudão, Mahmoud e sua família “fugiram para o desconhecido, sem um destino em mente.”
Dois dias depois, ela e seus filhos conseguiram chegar a outra aldeia.
“A guerra deslocou toda a minha família e os meus filhos nunca se recuperaram do horror que sentiram”, disse ela aos trabalhadores do Programa Mundial de Alimentos [em inglês] no país africano. “Eles se recusavam a comer ou beber. Eles apenas choravam.
Mas depois de encontrarem abrigo, ela e milhares de outras pessoas receberam alimentos e ajuda do Programa Mundial de Alimentos. Mahmoud colocou suas habilidades em prática e começou a cozinhar para outras pessoas deslocadas.
“Estamos de estômago cheio agora”, disse ela sobre as famílias que escaparam com a sua. “Recebi farinha, óleo e feijão amarelo.”

Mais de 4,8 milhões de pessoas foram deslocadas desde abril de 2023, fugindo para campos de refugiados no Sudão e nos países fronteiriços do Sudão do Sul, Chade, Etiópia e Egito.
Uma recente doação de US$ 4,25 milhões da Igreja ao Programa Mundial de Alimentos permite que a organização sem fins lucrativos forneça porções como cereais, óleo, legumes, barras de suplemento e refeições prontas para ajudar pessoas como Mahmoud.
E os US$4 milhões para a ACNUR, Agência da ONU para Refugiados, fornecerão abrigo e itens essenciais de ajuda humanitária, como cobertores, utensílios de cozinha, colchões de dormir, mosquiteiros e lâmpadas solares.
Estas doações são um exemplo de como a Igreja se esforça para cuidar dos necessitados através de serviços, resposta a emergências, ajuda humanitária e muito mais.
Presidente Russell M. Nelson disse que os dois grandes mandamentos servem como um guia: primeiro, amar a Deus e, segundo, amar o próximo.
“Ajudar os outros, fazendo um esforço consciente para cuidarmos das pessoas tanto quanto, ou mais do que, cuidamos de nós mesmos, é nossa alegria. … Viver esse segundo mandamento é a chave para nos tornarmos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo”, disse Presidente Nelson (“O segundo grande mandamento”, conferência geral de outubro de 2019).

Nos últimos meses, a Igreja doou dinheiro para promover a saúde e a nutrição infantil, forneceu materiais para escolas e hospitais, e concedeu fundos para ajudar após desastres naturais ao redor do mundo.
Doações da Igreja para saúde e nutrição infantil
No dia 11 de agosto, a Igreja anunciou um financiamento combinado de US$ 44 milhões para diversas organizações que trabalham em todo o mundo, para aumentar a nutrição infantil.
“Proporcionar socorro, que garante a sustentação da vida para mães e crianças vulneráveis, é uma parte importante do trabalho do Salvador”, disse o Bispo Presidente da Igreja, Gérald Caussé. “Somos gratos por [podermos] colaborar com tantos outros que ajudam a aliviar a fome e a pobreza. Que Deus os abençoe e outros, cujas generosas contribuições tornam isto possível.”

Os projetos, programados para ocorrerem em 30 países, irão promover e incorporar princípios de autossuficiência, e se engajar com soluções baseadas em evidências, para combaterem as crescentes taxas de desnutrição de crianças antes dos 5 anos de idade.
O financiamento beneficiará a CARE, Catholic Relief Services, Helen Keller International, The Hunger Project [todos em inglês], e várias outras organizações.
Blaine R. Maxfield, diretor administrativo dos Serviços de Bem-Estar e Autossuficiência da Igreja, disse que os níveis crescentes de desnutrição infantil são uma prioridade fundamental para a Igreja.
“Nossa colaboração, com estas organizações, ajuda a fornecer alívio para crianças e mães [em situação] vulnerável em todo o mundo. Tais esforços conjuntos abençoarão quase 2 milhões de vidas em 30 países. Esta resposta demonstra nosso compromisso com os dois grandes mandamentos. Mostramos nosso amor a Deus estendendo a mão para cuidarmos de Seus filhos, seja qual for sua localização ou origem.”
Em seguida, uma doação de US$ 10 milhões da Igreja ao UNICEF foi anunciada em 17 de agosto.

O dinheiro fortalecerá os sistemas de saúde na República Centro-Africana, Haiti, Mali e Moçambique, informou o site ChurchofJesusChrist.org [em inglês]. Estas áreas têm altas taxas de mortalidade materna e infantil. Melhor infraestrutura de saúde e recursos humanos são necessários para manterem mães e crianças saudáveis e seguras.
“Como santos dos últimos dias, temos o privilégio de trabalharmos juntos para tecermos uma tapeçaria de esperança e cura para todos os filhos de Deus”, disse a presidente Camille N. Johnson, presidente geral da Sociedade de Socorro. “Somos gratos por nossa colaboração de longa data com profissionais qualificados do UNICEF, que ampliam o alcance de nossas mãos que ajudam.”
Uma campanha histórica de imunização contra a malária está em curso na África, com uma contribuição de US$ 3 milhões que a Igreja fez em junho.
A doação da Igreja ajudará a fornecer a cerca de 39.500 crianças, a nova vacina RTS,S contra a malária, fortalecendo os esforços coordenados entre a Gavi, the Vaccine Alliance [Gavi, a Aliança de Vacinas – em inglês]; UNICEF; Organização Mundial da Saúde e outros.

Como resultado direto da doação, cada criança receberá as quatro doses necessárias para obterem imunidade contra a malária. A iniciativa faz parte de uma grande campanha plurianual para vacinar 4,5 milhões de crianças até 2025.
“Este tão esperado esforço para imunizar crianças contra a malária, realmente salvará vidas”, disse a presidente Camille N. Johnson, presidente geral da Sociedade de Socorro, no comunicado à imprensa. “É uma bela maneira pela qual podemos ajudar a fornecer alívio, como o Salvador faria.”
O Bispo Presidente Gerald Caussé disse: “Esta nova vacina RTS,S contra a malária é altamente necessária e ajudará a proteger milhares de crianças pequenas desta doença mortal. Somos gratos por fazermos parte desta iniciativa histórica.”
Materiais para escolas e hospitais
A Igreja anunciou uma doação de US$ 8,7 milhões à Cruz Vermelha Americana em abril, para financiar equipamento biomédico, centros móveis de doação de sangue e programas para ajudar pessoas com câncer ou anemia falciforme.
A doação faz parte da colaboração contínua entre a Igreja e a Cruz Vermelha.

“Somos profundamente gratos por nossa notável colaboração de longa data para fornecermos alívio, urgentemente necessário, para pessoas que enfrentam [situações de] emergência na vida”, disse Gail McGovern, presidente e CEO da Cruz Vermelha. “O incrível apoio financeiro da Igreja e o compromisso constante de seus membros fazem a diferença para as pessoas necessitadas todos os dias.”
Bispo Caussé acrescentou: “Temos o prazer de contribuir para a Cruz Vermelha Americana e apoiar seus serviços e programas de suporte à vida neste novo ano, para ajudar a cuidar dos necessitados. Reconhecemos e somos gratos pelos milhares de membros da Igreja que arregaçaram as mangas para doarem sangue e doarem tanto de seu tempo.”
Doações da Igreja para escolas locais e programas de treinamento ocorreram em diversas partes do mundo nos últimos meses, com o objetivo de fornecer mais recursos para aumentar a autossuficiência.
Por exemplo, os estudantes na Zâmbia se sentavam no chão, até que uma doação da Igreja financiou mais espaço nas salas de aula e 500 novas carteiras escolares. E oito escolas no norte do Peru receberam novos móveis escolares para permitir que mais alunos estudassem.
Na República Democrática do Congo, a Igreja apoiou a Fundação GRAME [em inglês] nos treinamentos para 150 mulheres, nas áreas de costura e design de roupas, maquiagem, corte de cabelos e panificação. Os programas de formação se destinam a proporcionar habilidades produtivas às mulheres, para que possam se tornar financeiramente autossuficientes.
“Eduque uma mulher e educará uma nação inteira”, disse Didier Mutombo, gerente dos Serviços de Bem-Estar e Autossuficiência da Igreja para o centro-oeste da África.

Uma doação no Equador incluiu kits psicomotores, alimentos e suprimentos para pessoas com deficiência, que vivem na pobreza ou no abandono, ou que correm o risco de dependência devido à sua deficiência.
O presidente da Estaca Quito Equador Colón, Juan G. Tenen Donoso, disse: “As doações que vocês veem aqui são graças a membros fiéis que, por meio da obediência aos dízimos e ofertas de jejum, tornam possível a ajuda àqueles que mais precisam, em qualquer parte do mundo.”

A Igreja continua a fornecer, não apenas cadeiras de rodas aos necessitados em todo o mundo, mas também formação sobre o ajuste e uso adequado destas cadeiras.
Isto foi demonstrado recentemente no Brasil, quando a irmã J. Anette Dennis, primeira conselheira na presidência geral da Sociedade de Socorro, visitou a Associação dos Deficientes Físicos do Estado de Goiás e viu o apoio da Igreja. A Igreja doou mais de 1.000 cadeiras de rodas para a organização e forneceu treinamento para fisioterapeutas.
Ajuda após desastres naturais
Após os incêndios florestais mortais e devastadores na ilha havaiana de Maui, o Bispo W. Christopher Waddell, primeiro conselheiro no Bispado Presidente, anunciou uma doação de US$ 1 milhão à Cruz Vermelha, para ajudar nos esforços de socorro.

A doação apoiou os esforços da organização para fornecer abrigo aos sobreviventes, alimentos, roupas de cama, kits de higiene e outros suprimentos, bem como serviços médicos, de saúde mental e de reagrupamento familiar.
O bispo Waddell e o governador do Havaí, Josh Green, visitaram a sede da estaca Kahului Havaí para verem como ela havia sido rapidamente transformada em um abrigo para desabrigados.
“O que vocês estão fazendo para o povo de Maui é extraordinário”, disse Green. “Precisamos de todos juntos. Acho que este tipo de crise une as pessoas. A sensação de perda está presente. Há pessoas se sentindo desesperadas. Elas sentem que sua vida, se não foi perdida no incêndio, pode estar perdida de outra maneira. Vocês os erguirão.”
Em maio, o Bispo Waddell passou dois dias em uma área na Turquia devastada por terremotos, onde assinou doações, analisou a ajuda humanitária recente e tomou conhecimento de necessidades adicionais na região. A Igreja contribuiu com mais de US$ 13,5 milhões em ajuda até ao início de abril, através de 20 projetos de ajuda humanitária na Turquia e na Síria.

Desde então, novos projetos envolvem a distribuição de caixas de alimentos, kits de higiene, garrafas de água e roupas para crianças às pessoas afetadas pelos terremotos. Todos os itens são adquiridos localmente, permitindo que a economia local se recupere.
“Estamos firmes em nosso compromisso de aliviar o sofrimento, manter a dignidade humana e instilar esperança em todos os afetados”, disse Christian Ottiker, gerente de bem-estar e autossuficiência da Área Europa Central da Igreja.
Enquanto o Quênia tem enfrentado a seca, a Igreja tem trabalhado para ajudar seus moradores, como a doação de US$ 1 milhão realizada em março.

Élder Ian S. Ardern, Setenta Autoridade Geral e presidente da Área África Central, supervisionou a distribuição de 1.000 contêineres com comida suficiente para sustentar famílias de seis pessoas por até quatro semanas.
“A experiência me lembrou do Salvador alimentando as 5.000 pessoas”, disse Élder Ardern. “Você deve se lembrar que foi um rapaz (João 6:9) quem levou os cinco pães e dois peixes e, figurativamente, nesta ocasião, a Igreja era o rapaz. Levamos o que podemos e sentimos que o Senhor abençoaria o esforço da Igreja.”
Os membros da Igreja se reuniram para limpar as comunidades após chuvas torrenciais em Vermont e um furacão na Flórida.
Assim como no Havaí, a Igreja abriu quatro capelas para o alojamento de pessoas, e para servir refeições depois de um ciclone ter causado fortes enchentes no Malawi. A Igreja recebeu amplo reconhecimento dos líderes do governo local e da imprensa, por seu trabalho humanitário durante aquele período de crise.
E quando um ciclone danificou uma escola na Nova Zelândia [em inglês], a Ala Nuhaka, Estaca Gisborne, abriu sua capela para permitir que os alunos pudessem se reunir durante a semana.

“Obrigada é um termo que não é suficientemente grande neste caso”, disse a diretora da escola, Raelene McFarlane. “Este é verdadeiramente o espírito da palavra Māori ‘aroha’; essa é a coisa mais próxima que me vem à mente.”
“O amor, a preocupação, o carinho... [da Igreja] nos salvou completamente. Acredito nisso, então muito obrigada.”

