Apesar de seus melhores esforços, aqueles que ensinam a doutrina de Jesus Cristo a seus entes queridos podem se perguntar se são suficientemente capazes de fazê-lo. “Dúvidas podem surgir em sua mente”, disse Presidente Henry B. Eyring. “Vocês podem se questionar se conhecem a doutrina do Salvador bem o suficiente para ensiná-la eficazmente.”
O impacto de ensinar Sua doutrina nem sempre pode ser aparente. “E se vocês já tentaram ensiná-la, podem se perguntar por que os efeitos positivos não são mais visíveis.”
Presidente Eyring incentivou esses fiéis: “Não cedam a essas dúvidas. Voltem-se para Deus em busca de ajuda.”
Em um vídeo de 30 de março, intitulado “O efeito poderoso da palavra de Deus sobre a mente“, publicado no canal do YouTube da Igreja, o segundo conselheiro na Primeira Presidência convidou seus ouvintes a confiarem em Deus, ao compartilharem o evangelho do Salvador com seus entes queridos.
“Todos nós temos familiares que amamos, que vêm sendo tentados e provados pelas forças aparentemente constantes de Satanás, o destruidor, que procura tornar todos os filhos de Deus miseráveis”, disse Presidente Eyring.
Isso pode levar a noites sem dormir e preocupação com os entes queridos. “Tentamos envolver com tudo que é bom, essas pessoas que estão em perigo. Rogamos em oração por elas. Demonstramos nosso amor por elas. Já demos o melhor exemplo que pudemos.”
Ele citou o profeta Alma do Livro de Mórmon, que explicou o efeito positivo da palavra de Deus naqueles a quem ele pregava: “... como a pregação da palavra exercia uma grande influência sobre o povo, levando-o a praticar o que era justo — sim, surtia um efeito mais poderoso sobre a mente do povo do que a espada ou qualquer outra coisa que lhe houvesse acontecido” (Alma 31:5).
“Aqueles que ensinam a doutrina de Jesus Cristo aos seus entes queridos, podem “encontrar esperança no registro das escrituras sobre várias famílias”, disse Presidente Eyring.
“Lemos [no Livro de Mórmon] sobre aqueles que se afastaram do que lhes foi ensinado ou que estavam buscando avidamente o perdão de Deus, como Alma, o filho, os filhos de Mosias e Enos.”
Quando Enos foi caçar em uma floresta, conforme descrito em Enos 1, por exemplo, “palavras que frequentemente ouvira de meu pai sobre a vida eterna e a alegria dos santos penetraram-me profundamente o coração.” (versículo 3). As palavras de seu pai incentivaram Enos a se arrepender, e ele conta: “e ajoelhei-me ante o meu Criador e clamei-lhe, em fervorosa oração e súplica, por minha própria alma” (versículo 4).

Em Alma 36, Alma, o filho, foi “atormentado pela lembrança de [seus] pecados”, mas ele escreve: “me lembrei também de ter ouvido meu pai profetizar ao povo sobre a vinda de um Jesus Cristo, um Filho de Deus, para expiar os pecados do mundo” (versículo 17). Ele continua: “tendo fixado a mente nesse pensamento, clamei em meu coração: Ó Jesus, [T]u que és Filho de Deus, tem misericórdia de mim” (versículo 18).
E os filhos de Mosias, de maneira semelhante chamados ao arrependimento, se tornaram “instrumentos nas mãos de Deus para levar a muitos o conhecimento da verdade,” (Mosias 27:35-36).
“Em seus momentos de crise, eles se lembraram das palavras de seus pais, palavras da doutrina de Jesus Cristo”, disse Presidente Eyring. “Lembrar-se desta palavras os salvou. O que vocês ensinarem a respeito dessa doutrina sagrada será lembrado por aqueles que vocês amam e ensinam.”

