Élder D. Todd Christofferson, um Apóstolo moderno, disse que está cada vez mais comovido com as palavras de seu “irmão Paulo”, o antigo Apóstolo do Novo Testamento, aos élderes de Éfeso.
“Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, a qual adquiriu com seu próprio sangue.
“Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão entre vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho” (Atos 20:28-30).
Falando aos milhares de educadores religiosos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Élder Christofferson enfatizou que os alunos dos quais eles são “supervisores”, são “infinitamente preciosos, adquiridos com o próprio sangue do Salvador.”
Os professores têm a responsabilidade de alimentarem e fortalecerem seus alunos contra o que Paulo chamou de “lobos cruéis”, que falam mentiras e buscam fazer seus próprios discípulos, em vez de discípulos de Jesus Cristo, disse Élder Christofferson. “Devemos ajudar [os alunos] a aprenderem a verdade, o uso sábio do arbítrio e, acima de tudo, o amor profundo e duradouro do Pai e do Filho”, declarou ele.
Como presidente do comitê executivo do Conselho de Educação da Igreja, Élder Christofferson abriu a segunda Conferência Anual de Educadores Religiosos do Sistema Educacional da Igreja com um discurso na noite de quinta-feira, 12 de junho, sobre o propósito da educação religiosa do SEI: “desenvolver discípulos de Jesus Cristo por toda a vida.”
Nesta busca pelo discipulado, os educadores devem ajudar os alunos a “assumirem a responsabilidade pessoal pelo aprendizado”, disse Élder Christofferson.
Conforme os alunos exercem o seu arbítrio pessoal, “sua conversão se aprofundará de forma que os levarão ao discipulado por toda a vida”, prometeu ele.
Centenas de educadores religiosos, e seus respectivos cônjuges, se reuniram no Teatro do Centro de Conferências, com capacidade para 900 pessoas, no centro de Salt Lake City, para a mensagem de Élder Christofferson, que foi transmitida em ChurchofJesusChrist.org, e também será publicada no aplicativo Biblioteca do Evangelho e na Biblioteca de Mídia.
Ao dirigir a reunião, o irmão Chad H. Webb, administrador dos Seminários e Institutos de Religião e conselheiro na presidência geral da Escola Dominical, observou que o discurso estaria disponível em 30 idiomas até 28 de junho.
Seguindo as instruções de Élder Christofferson, a conferência foi realizada no dia seguinte na Universidade Brigham Young, em Provo, Utah, com aulas, debates e instruções para milhares de educadores religiosos de cada entidade do Sistema Educacional da Igreja: Seminários e Institutos de Religião, BYU, BYU-Idaho, BYU-Havaí, Ensign College e BYU-Pathway Worldwide.
Em nome da Primeira Presidência, do Quórum dos Doze Apóstolos e de toda a Igreja, Élder Christofferson agradeceu aos educadores por seu trabalho com estudantes em todo o mundo. “Vocês estão na linha de frente, edificando e defendendo o alicerce desta Igreja, o reino de Deus na Terra, para o futuro”, disse Élder Christofferson.
O papel do arbítrio no discipulado
Um dos dons mais importantes de Deus é o arbítrio moral, ensinou Élder Christofferson. “Este poder e privilégio — e responsabilidade — de agirmos por nós mesmos, é essencial para alcançarmos todo o nosso potencial como filhos de Deus.”
Uma das maneiras pelas quais Satanás busca diminuir a responsabilidade pessoal, é por meio da mentira, disse Élder Christofferson, mas o antídoto para a mentira é a verdade.
“Nosso papel é o de ajudar os alunos a ouvirem e escolherem abraçar a verdade”, disse Élder Christofferson.
Mas o arbítrio, no contexto da educação religiosa, exige um passo além da mera transmissão da verdade, continuou ele. “É essencial que ensinemos de uma forma que convide os alunos a exercerem seu arbítrio no processo de aprendizado. Queremos ajudá-los a se tornarem participantes ativos do processo e a assumirem a responsabilidade por seu próprio aprendizado. Ativar o arbítrio dos alunos para que assumam a responsabilidade pessoal por seu aprendizado, tem implicações para o desenvolvimento da crença e testemunho duradouros. É assim que eles podem se tornar discípulos ativos e eternos de Jesus Cristo.”
Ensinar à maneira do Salvador
Considerem como o Salvador ensinou, incentivou Élder Christofferson. “Jesus não disse aos Seus discípulos tudo o que deveriam fazer, nem fez tudo por eles. Ele ensinou de maneiras que exigiam que pensassem, participassem, discutissem e aplicassem Seus ensinamentos. Por isso, quando o Salvador não estava mais com Seus discípulos pessoalmente, eles estavam mais preparados para receberem e serem guiados pelo Espírito Santo a agirem por si mesmos.”
O Salvador encontrou maneiras de ajudar Seus discípulos a assumirem a responsabilidade por seu aprendizado, inclusive usando parábolas, fazendo perguntas inspiradas e fazendo convites pessoais, observou Élder Christofferson:
Convidar ao aprendizado diligente
O Apóstolo disse aos professores: “Quando ensinamos de uma forma que convida apenas a ouvir, e ignora o engajamento ativo por parte do aluno, corremos o risco de sinalizar aos alunos que valorizamos nosso ensino acima de seu aprendizado.”
Ele enfatizou três maneiras, destacadas no manual “Ensinar à Maneira do Salvador”, pelas quais os professores podem ajudar os alunos a promoverem o aprendizado diligente.
Primeiro, convidem os alunos a se prepararem para aprenderem por meio de tarefas de leitura antes da aula, perguntas de estudo ou convites pessoais.
Segundo, incentivem os alunos a compartilharem as verdades que estão aprendendo.
Terceiro, convidem os alunos a viverem o que estão aprendendo.
Em seu devocional mundial para jovens adultos de 2022, Presidente Russell M. Nelson incentivou os jovens adultos a assumirem a responsabilidade por seu crescimento pessoal. “Eu imploro para que vocês assumam a responsabilidade por seu testemunho. Esforcem-se para obtê-lo. Sejam responsáveis por ele. Cuidem dele. Cultivem-no para que ele cresça. Alimentem-no com a verdade.”
Élder Christofferson disse: “Essa responsabilidade pelo aprendizado precisa ser apoiada na maneira como estruturamos nosso ensino, para que os alunos tenham oportunidades de se envolverem com a profundidade e o rigor necessários para desenvolverem o verdadeiro discipulado. … Nossas salas de aula convidam a este tipo de engajamento individual para promover o testemunho e o discipulado? Há maneiras para cada um de nós aprimorarmos nossos próprios esforços para incentivarmos o aprendizado diligente?”
