Para aqueles que têm dificuldade em orar, a irmã Tamara W. Runia, primeira conselheira na presidência geral das Moças, deu um conselho simples: “Continuem orando.”
Dirigindo-se a estudantes ao redor do mundo durante a transmissão de um devocional da BYU-Pathway [em inglês] na sexta-feira, 3 de abril, a irmã Runia ensinou: “Quando o céu parecer silencioso, continuem orando. E naqueles dias em que vocês se perguntam em voz alta, ‘Por que orar?’, me permitam oferecer esta resposta: porque Jesus Cristo orou! Quando viveu nesta Terra e retornou como um ser ressuscitado, Ele orou ao Pai como se isso fizesse toda a diferença. E fez. Isso pode acontecer com vocês e comigo. Vamos continuar orando.”
A irmã Runia compartilhou sobre o chamado que ela e o marido receberam para servirem como líderes de missão na Austrália. Após seis meses, seus dois filhos mais novos decidiram retornar a Utah para concluírem o ensino médio.

Enquanto sua filha, Berkeley, se preparava para deixar a Austrália, a irmã Runia sugeriu que elas programassem um alarme em seus telefones para lembrá-las de se comunicarem todos os dias: a irmã Runia pela manhã, na Austrália, e Berkeley à tarde, depois da escola, em Utah.
“Certa manhã, enquanto esperava que ela me ligasse, lembro-me de ter pensado: ‘E se, quando cada um de nós saiu do lar celestial, fizemos um acordo semelhante com o Pai Celestial?’”, disse a irmã Runia. “E imaginem se dissemos: ‘Vamos sentir muito a falta um do outro! Vamos combinar o seguinte: vamos conversar todas as manhãs e noites por meio da oração, para que possamos nos conectar todos os dias.’”
Assim como na história com sua filha, a irmã Runia perguntou: “Será que estamos nos conectando com nosso Pai Celestial todos os dias?”
Ela então compartilhou três verdades que aprendeu sobre a oração: “A oração é uma forma de trabalho”, “Deus deseja ser encontrado” e “a oração nos transforma”.
‘A oração é uma forma de trabalho’
Como funciona a oração? Como isso se parece? “Acredito que possa ser assim: permanecendo de joelhos até que nossa oração casual se transforme em ‘oração poderosa’. Para ser honesta, esta transformação ocorre quando estou prestes a terminar e dizer ‘amém’. Mas então faço uma pausa e penso nas coisas que não quero dizer. Penso nas coisas pesadas que estou carregando e no medo que nem quero admitir para mim mesma.”
Conforme seu coração se enternece e “se abre completamente”, disse a irmã Runia, “converso com meu Pai Celestial, que me ouve como se eu fosse a única. Quando oro com todo o meu coração, isso se torna uma ‘poderosa oração’.”
Suas orações agora são mais como uma conversa real, que inclui ouvir e responder, disse a irmã Runia. “Quando me levanto, depois de ter orado de joelhos, e começo meu dia, a revelação continua a fluir, ao manter uma oração em meu recém-partido e tenro coração.”

‘Deus quer ser encontrado’
Um Pai Celestial amoroso realmente deseja que Seus filhos O busquem e O encontrem. “Mas uma coisa é certa: Ele preserva nosso arbítrio”, disse a irmã Runia. “Ele quer nos ajudar com bênçãos que Ele já está disposto e desejoso de nos conceder, mas que dependem de nosso pedido.”
Através do processo da oração, as pessoas podem buscar e vir a conhecer Deus. “Esse é o combinado. Acredito que Ele também quer que nossas orações sejam um espelho, por meio do qual nos vemos como Ele nos vê, bem como uma janela para vermos outras pessoas como Seus filhos, que precisam de nossa ajuda todos os dias”, disse ela.
‘A oração nos transforma’
Assim como o profeta Néfi, do Livro de Mórmon, a irmã Runia disse: “Eu também tenho orado pelo ‘meu povo… durante o dia e meus olhos molham meu travesseiro à noite’” (ver 2 Néfi 33:3).
Nem todas as circunstâncias pelas quais ela orou mudaram. “Mas eu mudei e meu relacionamento com meu Pai Celestial também mudou”, observou a irmã Runia.
A oração se tornou um tipo de botão de reinício. “Todas as manhãs, posso sair do meu mundo limitado pelo tempo e ter uma visão mais ampla, me tornando novamente uma pessoa cheia de fé. Isso ajuda o universo a voltar à perspectiva certa para mim, especialmente quando a vida parece tão aleatória e cheia de sofrimento.”
E às vezes, quando não há alívio para sua dor, a única resposta tem sido as palavras “Eu sei”, disse a irmã Runia, “o que não é tanto uma resposta, mas sim uma garantia de um Deus amoroso de que não estou sozinha.”

