Élder Christian C. Chigbundu recorda um período desafiador em sua vida, quando servia como bispo, aprendia a ser pai e trabalhava para progredir em sua carreira de contador, tudo ao mesmo tempo.
Além de sua agenda já bastante ocupada, ele tinha como objetivo obter uma certificação profissional de contador. Isto exigia que ele frequentasse aulas, principalmente nos fins de semana.
“Um dos meus chefes no escritório veio até mim e disse: ‘Christian, você nunca vai se qualificar como contador certificado. Diga a eles que o desobriguem deste chamado.’”
Élder Chigbundu disse ao seu chefe: “O Senhor chama em minha Igreja, e o Senhor também desobriga. Eu não irei ao Senhor pedir que Ele me desobrigue.”
Foi difícil, disse ele, mas “quando esse estresse surge, eu recorro ao Salvador.”
Por fim, Élder Chigbundu recebeu sua certificação, enquanto continuava a servir como bispo. Desde então, ele tem mantido essa devoção à obra de Deus, exercendo-a agora como um novo Setenta Autoridade Geral, apoiado na conferência geral de abril de 2026.
Porque, para ele e sua esposa, a irmã Felicia Chigbundu, servir ao Senhor é um privilégio.
“Continuarei a servir em qualquer função para a qual Ele nos chamar, porque a obra pertence a Ele”, disse ele. “Já que é um privilégio e me foi dado servir, sempre serviremos.”

Encontrando o Salvador no Livro de Mórmon
Criado em um lar cristão, o jovem Christian Chigbundu buscava ser “dedicado às coisas do Senhor” e “se esforçava para ser o que o Senhor queria que ele se tornasse.”
Assim, quando um amigo da família o apresentou aos missionários quando jovem, ele estava ansioso para ver se seu livro testificava do Salvador. Ele decidiu que, se o Livro de Mórmon não testificasse Dele, pediria aos missionários que não retornassem.
“A capa dizia: ‘Outro Testamento de Jesus Cristo’. Isso tocou meu coração”, contou Élder Chigbundu, “e comecei a ler.”
Embora não compreendesse tudo o que estava escrito nas páginas, ele sentiu “algo diferente” enquanto lia.
“Eu me esforcei ao máximo, procurando algo que me fizesse dizer para que eles não viessem mais”, disse ele. “Não vi nada. Então, eles continuaram vindo e me ensinando.”
Após orar para saber se o Livro de Mórmon era a palavra de Deus, “senti algo muito forte que dizia: ‘Isso é verdade’. E foi nesse momento que senti que precisava tomar essa decisão”. Ele foi batizado alguns dias antes de completar 22 anos.
‘É aqui que eu quero estar’
A irmã Chigbundu frequentou, pela primeira vez, uma congregação de santos dos últimos dias na adolescência, depois de ter sido convidada por uma amiga. Ela ficou tocada pelo que sentiu e viu: a paz, a reverência, o amor genuíno dos membros que a acolheram.
“Senti-me em casa. Senti algo diferente”, disse ela. “Desde o primeiro dia em que cheguei à Igreja, pensei: ‘É aqui que quero estar.’”
Quando a irmã Chigbundu disse à mãe que queria voltar, esta não ficou muito animada: a família vinha frequentando outra igreja cristã, e a mãe a desencorajou a voltar à nova igreja.
A irmã Chigbundu começou a receber as lições missionárias na casa de seu irmão mais velho e foi batizada ao atingir a idade adulta. Por algum tempo, ela frequentava a Igreja e a igreja de sua família em semanas alternadas.
Então, “em certo momento, meus pais não puderam mais me impedir”, disse ela. “Eles sabiam que eu estava determinada a seguir meu coração e me permitiram. E desde então, conto a todos que se interessam pelo evangelho de Jesus Cristo a diferença que ele fez na minha vida.”

‘Sempre estenda abraços amorosos e apreço’
Élder Chigbundu relembra com gratidão daqueles que o apoiaram quando era um recém-converso.
Após receber o Sacerdócio Aarônico, Élder Chigbundu foi designado por seu bispo para abençoar o sacramento em um domingo.
“Pensei: ‘Isto é muito simples.’” No entanto, quando ele recitou a oração sacramental da água, o bispo lhe pediu que a repetisse com as mesmas palavras. Ele orou novamente e o bispo lhe pediu, mais uma vez, que repetisse a oração. Após a terceira vez, o bispo sinalizou que estava bom.
Élder Chigbundu recorda ter pensado: “Decepcionei muitas pessoas, então vou embora daqui e não voltarei mais.”
Mas antes que ele pudesse sair após a reunião sacramental, o bispo veio abraçá-lo e disse: “Irmão Chigbundu, você se saiu maravilhosamente bem.” O presidente do quórum de élderes também o abraçou e disse que ele se saiu bem.
“Uma irmã também me cumprimentou com um aperto de mãos de parabéns. Essa irmã é hoje minha amada esposa.”
Ele recorda: “Eu me perguntei: ‘Será que me saí bem?’ Sei que não. Mas aqueles abraços, aquelas palavras simples me trouxeram de volta no domingo seguinte.”
Élder Chigbundu convida agora os membros da Igreja em geral a fortalecerem os novos conversos. “Devemos sempre estender abraços afetuosos e demonstrar apreço aos novos membros da Igreja”, disse ele. “Eles precisam disso. Pode não significar muito para nós, mas significa muito para eles.”
Constituindo família e servindo na Igreja
Embora já frequentassem a mesma ala, Élder e irmã Chigbundu só se conheceram quando ela o convidou, juntamente com seu irmão, para uma noite familiar. Os dois construíram uma amizade à medida que continuaram a se conectar e a participar juntos das atividades da Igreja.
Ele disse: “Começamos a namorar; não demorou muito tempo, então decidimos nos casar.” Eles se casaram em 2002, quando Élder Chigbundu servia como conselheiro no bispado.
Apesar de estarem ocupados formando uma família em meio a chamados e responsabilidades profissionais, os Chigbundus confiaram na promessa do Rei Benjamim em Mosias 2:41: “Quisera que considerásseis o estado abençoado e feliz daqueles que guardam os mandamentos de Deus. Pois eis que são abençoados em todas as coisas, tanto materiais como espirituais.”
A irmã Chigbundu aprendeu isso enquanto servia em chamados como presidente da Sociedade de Socorro e das Moças da estaca, e presidente da Primária do ramo.
“Estávamos servindo ao dono de todo o universo, que é dono do tempo, do dinheiro e de tudo, e que distribui da maneira que Ele acha melhor”, disse ela. “Então, se Ele nos chama para fazer qualquer coisa, estamos prontos para fazer.”
Eles mantiveram essa atitude durante o chamado para liderarem a Missão Nigéria Enugu, a partir de 2025.
Élder Chigbundu disse que se sentiram honrados por servirem com seus missionários “lado a lado com nosso Pai Celestial”, ajudando-os a “compreenderem seu propósito missionário e que estamos nisso juntos.”
“Sinto-me fortalecido, energizado e motivado por saber que Ele já me precedeu, preparou o caminho para mim, mesmo antes de me chamar.”
— Élder Christian C. Chigbundu, Setenta Autoridade Geral
‘Quero caminhar com Ele’
Ao iniciar seu serviço como Setenta Autoridade Geral, Élder Chigbundu e sua esposa sabem, inequivocamente, algumas coisas: Joseph Smith restaurou a Igreja de Cristo pelo poder de Deus, o Salvador convida as pessoas a se tornarem como Ele por meio de Seu sacrifício expiatório, e o Senhor lidera Sua Igreja por meio de profetas e apóstolos vivos.
“Este é o evangelho restaurado de ninguém menos que o próprio Salvador”, disse Élder Chigbundu. “Ele está no comando dos assuntos de Seu reino.”
Élder Chigbundu convida os santos dos últimos dias a consolarem e estenderem a mão “para a ovelha perdida”, perguntando a cada dia: “Fiz hoje eu a alguém um favor ou bem?” Ele também testificou que, “apesar de suas circunstâncias, seja qual for a situação que você esteja enfrentando hoje, o Senhor ainda o ama.”
Quando a irmã Chigbundu percebe seu crescimento ao seguir o evangelho de Cristo, especialmente por meio do estudo das escrituras e das palavras dos profetas vivos, ela reconhece que está no lugar certo. “Sei que muitas vidas, assim como foi a minha, também serão abençoadas.”
Para Élder Chigbundu, tornar-se um discípulo de Jesus Cristo por toda a vida é mais do que uma meta; é uma bênção. “Sinto-me fortalecido, energizado e motivado por saber que Ele já me precedeu, preparou o caminho para mim, mesmo antes de me chamar”, disse ele. “Nele eu creio e quero caminhar com Ele. Ele jamais me desviará do caminho.”


Sobre Élder Christian C. Chigbundu
Família: Élder Christian Chiemezuolam Chigbundu nasceu em 12 de novembro de 1974, em Ahiaba Okpuala, Nigéria, filho de Egwatu Stephen Chigbundu e Oluchi Eunice Nwannunu. Casou-se com Felicia Mgbeodi Ugbor em Lagos, Nigéria, em 14 de fevereiro de 2002. O casal tem cinco filhos.
Educação: Formado em Contabilidade e Finanças, com mestrado em Marketing, pós-graduação em Relações Internacionais e certificado avançado em Direito.
Carreira: Trabalhou nas áreas de finanças, implementação de estratégias e serviços de mobilidade, tendo atuado em cargos de liderança executiva e em conselhos profissionais de diversas empresas e organizações na Nigéria e na África.
Serviço na Igreja: Presidente da Missão Nigéria Enugu (2025-2026), Setenta de Área, presidente de estaca, bispo, conselheiro do bispado, líder de missão da ala e presidente da Escola Dominical da ala.


