SPRINGVILLE, Utah — No último dia de sua missão de serviço com duração de dois anos, o élder Jason Hallock pôde ser encontrado fazendo o que gosta e sabe fazer bem, entre o tempo que passava ajudando os visitantes do Armazém do Bispo de Springville Utah e reabastecendo as prateleiras com alimentos. Suas mãos e dedos estavam trabalhando rapidamente e entrelaçando fios de lã coloridos em volta dos pinos de um tear redondo de plástico, e assim mais um gorro foi confeccionado.
Aqueles que enfrentam a insegurança alimentar e visitam o Armazém do Bispo de Springville podem ver uma mesa repleta de gorros e cachecóis feitos à mão pelo élder Hallock, de 22 anos, da Ala Provo 2 na Estaca Provo Utah Sul. A quarta-feira, 30 de novembro, marcou o último dia de seu serviço, durante o qual ele confeccionou mais de 1.000 gorros e 100 cachecóis.
Pode-se dizer que ele aqueceu tanto a cabeça quanto o coração dos visitantes do armazém a quem serviu, e continuará a servir, já que planeja voltar com frequência como voluntário.

“É bom ver como meu trabalho está indo bem e valendo a pena para os outros”, disse o élder Hallock em uma entrevista na quarta-feira, 30 de novembro no armazém, concentrado na conversa enquanto suas mãos e dedos continuavam a manejar a lã no tear. “E porque eu gosto de fazer isso, nem sinto que estou trabalhando. De certo modo, isto me proporciona algo para fazer.”
Seu smartphone armazena a estatística de sua produção de peças de tricô durante os últimos dois anos: apenas desde o dia 25 de dezembro de 2021, ele confeccionou 145 gorros médios, 98 gorros grandes, 107 gorros extra-grandes e 55 cachecóis. Ele consegue tricotar um gorro em 40, 50 ou 60 minutos, dependendo dos três tamanhos diferentes, ao passo que um cachecol leva três horas.
Élder Hallock tricota gorros em teares de diversos tamanhos, e em uma grande variedade de cores e modelos. Ele também ensinou como confeccionar gorros a outros missionários.
Ele custeou cerca de 75% da lã necessária para fazer os gorros com suas próprias economias e com reembolsos fiscais, e recebeu algumas doações de membros da ala e outras pessoas.
Benjamin Larson, presidente da Estava Provo Utah Sul diz que a história do élder Hallock “é uma história que adoro contar”. É realmente notável. A história de como ele foi inspirado a usar este talento específico é muito poderosa.”
O élder Rodney Amussen e a sister Kristine Amussen, gerentes do armazém, acrescentam que adoram ver como as crianças ficam felizes quando podem escolher um dos gorros feitos pelo élder Hallock para levar para casa.

Além do armazém, o élder Hallock também serviu nas Indústrias Deseret e na Beehive Clothing. Ele toca piano e lidera discussões sobre o evangelho em reuniões de distrito da missão de serviço.
“O élder Hallock ama o evangelho e o Senhor, e muitas vezes expressa seu desejo de se tornar mais como o Salvador”, disse a sister Cheryl Esplin, que serve com seu marido como líderes da missão de serviço do jovem. “Ele tem sido muito dedicado e fiel no cumprimento de seu chamado como missionário.”
Ele começou a aprender a arte com sua professora da terceira série, e passou a levar a atividade um pouco mais a sério alguns anos mais tarde, com o pensamento de que poderia ser uma maneira de ganhar algum dinheiro extra.
“Quando comecei e quis vendê-las, não consegui encontrar uma maneira de anunciar as peças que eu havia confeccionado” , disse ele. “Estou aprendendo que talvez haja maneiras de vendê-las on-line, portanto eu provavelmente tentarei fazer isso mais adiante.”

Ele fala espanhol e podia ser encontrado ajudando os visitantes de língua espanhola. Quando era sua vez, ele liderava as lições do “Vem, e Segue-me” com outros missionários antes das listas de mantimentos dos visitantes do armazém serem distribuídas. E ele toca piano, tendo não apenas compartilhado esse talento com a equipe do armazém, mas como pianista da Primária em sua ala.
Confeccionar gorros como voluntário não é algo que ele começou a fazer durante sua missão no armazém. O élder Hallock recebeu o prêmio Eagle Scout dos Escoteiros da América por ter confeccionado 50 gorros para o hospital American Fork, como seu projeto no programa dos escoteiros antes de servir missão.
Ele não dirige, mas aprendeu a se locomover com seu patinete elétrico e de ônibus, quer fosse ir a locais de serviço, ao Instituto ou a reuniões de distrito.
Com o fim de sua missão, ele está ansioso para viajar com seus pais para visitar familiares na Cidade do México antes de ingressar na Mountainland Technical College, onde estudará Mídia Digital.

