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Como o evangelho moldou a carreira deste acadêmico

De líder de simulação da ONU, a missionário de tempo integral e formado em uma universidade de prestígio, a carreira de Riley Owen em Relações Internacionais e Políticas Públicas foi moldada pelo amor ao evangelho e a todos os filhos de Deus.

Independente de como se olhe para a vida de Riley Owen, é impossível separar a influência do Senhor e do evangelho de suas muitas realizações acadêmicas no campo de políticas públicas.

Em junho, Owen foi nomeado um dos dois Eisenhower Global Scholars deste ano, recebendo uma bolsa integral para cursar seu mestrado em Políticas Públicas na Universidade de Oxford, a partir deste outono [hemisfério norte]. Este prêmio de prestígio é concedido pela organização Eisenhower Fellowships a estudantes americanos que trabalham para tornar o mundo mais pacífico, próspero e justo. É oferecido apenas a alunos já aceitos pela altamente competitiva Blavatnik School of Government [Faculdade Blavatnik de Governo] da Universidade de Oxford, na Inglaterra, ou da Universidade IE, em Madrid, Espanha.

Riley Owen, formado pela Universidade de Princeton, foi nomeado Eisenhower Global Scholar, e irá para a Universidade de Oxford para cursar seu mestrado em Políticas Públicas, a partir do outono de 2023.
Riley Owen, formado pela Universidade de Princeton, foi nomeado Eisenhower Global Scholar, e irá para a Universidade de Oxford para cursar seu mestrado em Políticas Públicas, a partir do outono de 2023. | Rupert Peacock

Owen recentemente recebeu seu bacharelado em Relações Internacionais pela Universidade de Princeton. “Eu descrevo o curso como Política Internacional”, disse ele. “Estudo como os países interagem entre si e como podem fazê-lo de uma forma que… possa beneficiar o nosso país, mas também tornar o mundo um lugar melhor, mais seguro e mais próspero.”

Em contrapartida, explicou, o campo de políticas públicas se aplica tanto ao espaço doméstico como ao internacional.

“Acho que isto faz parte de nosso evangelho, estarmos envolvidos em nossa sociedade e nos governos de nossa nação.” Ele citou o exemplo dos juízes justos do Livro de Mórmon, que eram importantes para o povo das Américas na época.

“Acredito que, pessoal e espiritualmente, sempre senti a responsabilidade de retribuir à minha comunidade e ao nosso país. Sou muito grato por ser norte-americano e por ter o evangelho em minha vida, e sinto a responsabilidade, por causa de todas essas bênçãos, de retribuir e ajudar a garantir que outras pessoas possam ter acesso a essas bênçãos.”

Da simulação da ONU à missão

Desde muito jovem, crescendo em Los Angeles, Califórnia, Owen sabia que queria estar mais envolvido no funcionamento da política mundial.

“Quando era criança, me sentava em volta das fogueiras dos escoteiros e dizia: ‘um dia quero ser diplomata’”, disse Owen.

Ele mal sabia na época que o consultor do seu quórum de sacerdotes, Robert O’Brien, trabalhava nas Nações Unidas, e se tornaria consultor de segurança nacional do presidente dos Estados Unidos.

Envolver-se no programa acadêmico de simulação da ONU, quando estava no sexto ano, também ajudou a inspirar o seu interesse pelas políticas públicas e internacionais. E servir na Missão Dinamarca Copenhagen, disse ele, o convenceu a concentrar seu estudo na segurança nórdica e no Ártico.

Quando Owen participou em duas simulações da ONU, primeiro recebeu a designação de representar Uganda, e no ano seguinte, a Dinamarca.

Quase uma década depois, e em seu primeiro ano estudando Políticas Públicas em Princeton, Owen foi chamado para servir missão na Dinamarca. “Foi engraçado ter esta experiência na simulação da ONU e depois ser chamado à Dinamarca”, disse ele. “E o primeiro homem que conheci, foi um homem de Uganda, que acabara de ser batizado e trabalhamos com ele para ajudá-lo a ir ao templo. Não posso chamar isto de coincidência.”

Graças ao fato de ter aprendido sobre a Dinamarca e Uganda no sexto e sétimo anos da escola, Owen estava excepcionalmente qualificado para se relacionar com aqueles que conhecia. Ele pôde conversar com este membro de Uganda sobre a capital do país, línguas, tribos, certos pratos e comidas.

“Era quase como se eu estivesse me preparando para a missão desde a sexta série.”

Élder Riley Owen e o presidente Michael Olsen, presidente da Missão Dinamarca Copenhague, posam para uma foto.
Élder Riley Owen e o presidente Michael Olsen, presidente da Missão Dinamarca Copenhague, posam para uma foto. | Jared Walton

O recém-converso de Uganda não foi o único refugiado que Owen conheceu na Dinamarca. Ele ensinou pessoas de mais de 50 países. “Isto me ajudou a compreender como me relacionar com tantos tipos diferentes de pessoas, culturas, pessoas de origens diferentes e a apreciar as diferenças que temos”, disse ele. “Somos todos filhos e filhas de Deus, mas temos personalidade, abordagens e maneiras de pensar diferentes sobre as coisas.”

Aprender a valorizar e amar pessoas de diversas origens já se mostrou útil em sua formação acadêmica e nos primeiros estágios de sua carreira. Por exemplo, as competências que utilizou para falar sobre religião aos dinamarqueses são facilmente aplicadas no regresso à universidade. “Voltando a Princeton, onde não é como a BYU, não há código de honra, há valores diferentes e não é uma instituição religiosa, eu poderia explicar estas ideias aos meus colegas de uma forma que fosse palatável e emocionante para eles.”

Estudar em Princeton

Enquanto estudava em Princeton, Owen esteve envolvido no Centro de Estudos de Segurança Internacional da universidade, liderando simulações de estratégia e crise no Ártico e no Mar da China Meridional e viajando para Pearl Harbor no Havaí, e Itália para estudar campanhas militares. Através de seu trabalho como embaixador estudantil no Liechtenstein Institute on Self-Determination [Instituto de Autodeterminação de Liechtenstein], ele se reuniu com funcionários do governo e líderes da indústria em Viena, Áustria; Bruxelas, Bélgica; e Washington, D.C. Ele também foi bolsista do Programa James Madison, enquanto cursava seu bacharelado.

Entre todos esses compromissos e viagens, ele também serviu como presidente da Associação de Estudantes Santos dos Últimos Dias de Princeton, e como presidente do time de rugby da universidade, por um ano e meio.

Riley Owen serviu como capitão do time de rugby da Universidade de Princeton por um ano e meio.
Riley Owen serviu como capitão do time de rugby da Universidade de Princeton por um ano e meio. | Brent Nielsen

“Riley foi um presidente verdadeiramente notável do nosso programa de rugby da Universidade de Princeton”, escreveu Richard Lopacki, treinador de rugby de Princeton, em um e-mail para o Church News. Owen “liderou a equipe com distinção, gerenciando uma agenda muito exigente e mantendo padrões acadêmicos extremamente elevados dentro de um currículo desafiador. … O melhor tributo que posso fazer é dizer que ele deixará nosso time de rugby melhor, por ter sido seu líder estudantil.

Durante o auge da pandemia da COVID-19, Owen trabalhou em questões de política comercial e de produção na Casa Branca, especialmente ajudando a fabricar máscaras, vestimentas, ventiladores e outros equipamentos, e a levá-los a quem precisava ao redor do país ou do mundo. “Foi fantástico trabalhar com líderes da indústria, ajudar a redigir ordens executivas, nos reunir com outros políticos sêniores e ver como isso funciona.”

Um de seus grandes aprendizados foi o quanto uma pessoa poderia fazer, mesmo um analista político com pouca experiência. “Foi interessante ver, em determinadas situações, como posso fazer a diferença, seja mudando a redação de alguma coisa, apresentando informações de uma forma diferente, ou tendo uma ideia e dizer: ‘por que não nos reunimos com esta pessoa?’ ou, ‘e se fizéssemos isso?’

A experiência de um santo dos últimos dias em Princeton

Em comparação com outras universidades da Ivy League [escolas de elite dos E.U.A.], como Harvard, que tem várias alas de jovens adultos solteiros, a comunidade santo dos últimos dias em Princeton parece minúscula. O ramo de Owen consistia em cerca de 30 membros, metade estudantes, metade da comunidade vizinha.

“Foi ótimo porque forma esta comunidade, esta família, mesmo que não estejamos em uma instituição religiosa como a BYU”, disse Owen. “Sabemos quem são os outros membros. Fazíamos refeições juntos o tempo todo e estudávamos o guia ‘Vem, e Segue-Me’ nas noites de domingo, ou simplesmente saíamos juntos. Era um ótimo grupo de apoio.”

Embora achasse que sentiria falta da estabilidade de frequentar uma ala, ele passou a apreciar a intimidade de servir em um ramo. “Ao servir em diferentes chamados no ramo, aprendi mais sobre o evangelho, mais sobre mim mesmo e mais sobre como amar melhor as pessoas ao meu redor.”

Owen incentiva os membros da Igreja a pelo menos se candidatarem para estudar em uma universidade da Ivy League. “Gostaria que mais membros da Igreja se candidatassem a estas universidades, porque há muitos membros inteligentes, capazes e interessados, que podem ser aceitos nestas instituições.”

Princeton “apoia muito, não apenas a nossa Igreja, mas todos os grupos religiosos”, disse ele. “Eles realmente querem torná-la um espaço inclusivo, onde compartilhamos e aprendemos uns com os outros.” Ele testemunhou pessoalmente esta atitude inclusiva, quando Princeton tornou surpreendentemente fácil para ele adiar seus estudos por dois anos para servir missão.

As outras universidades da Ivy League também incentivam os alunos a praticarem suas crenças religiosas. “Estas universidades estão institucionalmente tentando abrir espaço para a expressão da fé”, disse Owen.

A caminho de Oxford

Owen está ansioso para frequentar a Universidade de Oxford no outono [no hemisfério norte]. Concluir seu mestrado em uma organização tão bem estabelecida irá “preparar-me para ser mais engajado e qualificado para atuar no serviço público, ou em funções de políticas públicas, mais tarde em minha vida”, disse ele.

“Meu programa reúne pessoas de dezenas de países que têm experiência de trabalho em seus governos e nas indústrias de seus países”, disse Owen.

“Estou muito entusiasmado por conhecer pessoas de todo o mundo, e ouvir suas perspectivas ao tentarem ajudar seus países a se tornarem mais prósperos, mais seguros e protegidos. Isto é o que mais me anima.”

Owen rapidamente dá crédito ao evangelho por moldar sua vida, compartilhando três maneiras de fazer isso.

Primeiro, ele sabe que “a verdade existe, e buscar a verdade é importante.” O evangelho “me deu uma âncora para a minha alma e me ajudou a compreender que os céus estão abertos, podemos obter revelação e que Deus quer nos ajudar, nos guiar e ser ativo em nossa vida.”

Segundo, o evangelho “me ajuda a alcançar meu potencial.” Viver de acordo com os princípios do Pai Celestial “me deu a confiança e coragem para viver com integridade, e para buscar e incorporar essas verdades. E ao fazer isso, ele me protege e me ajuda a ter uma vida mais feliz”, disse Owen.

Terceiro, saber que cada pessoa é um filho ou filha de Deus me ajuda a ter mais caridade e amor cristão por todos.

“Em todas estas experiências que tive de pesquisa, trabalho e viagens, pude estar na igreja em Ulaanbaatar, na Mongólia; Tbilisi, Geórgia; Stavanger, Noruega; e Roskilde, Dinamarca; e isso me ajudou a ver que o evangelho se aplica a todas estas pessoas e a todas estas diferentes culturas”, disse Owen.

Os valores e as culturas podem variar em todo o mundo, acrescentou, mas o evangelho “se aplica a todos nós, não importa onde vivamos.”

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