Para a Sociedade de Socorro, Joseph Smith disse [em inglês]: “Pela união de sentimentos, obtemos poder com Deus.”
Em meu trabalho como médica de Serviços de emergência [pronto-socorro], aprendi duas coisas sobre o poder que vem quando as pessoas se unem.
- A unidade ocorre quando há um propósito ou em meta comum.
- A unidade pode prosperar na diversidade.

Os prontos-socorros são muito movimentados. Nosso atendimento varia de pessoas com doenças e ferimentos com risco de vida, a pessoas com pequenos problemas. No meio da agitação, porém, a única coisa que pode imediatamente colocar tudo em foco e exigir o nosso melhor, é alguém que está muito, muito doente, especialmente se for uma criança. Todos imediatamente interrompem suas tarefas e se unem para ajudarem a criança. A unidade ocorre quando há um propósito ou objetivo comum.
Quando nos unimos, todos desempenham um papel, mas não desempenham o mesmo papel. Cada membro da equipe faz o que sabe fazer de melhor. O flebotomista coloca o soro. Dois ou três técnicos se alinham para realizar a RCP [ressuscitação cardiopulmonar], enquanto outro técnico cronometra o tempo com precisão, garantindo que aqueles que realizam as compressões torácicas revezem antes de ficarem cansados.
O terapeuta respiratório se concentra nas vias aéreas, na respiração e na ventilação. O farmacêutico chega para fornecer medicamentos que as enfermeiras administram com habilidade. Um médico realiza os procedimentos necessários, enquanto outro dirige e supervisiona os esforços de ressuscitação. E o assistente social entra em contato com a família, respondendo às suas necessidades.
Todos naquela sala são treinados com habilidades únicas. Como médica, eu sou a última pessoa que você quer que coloque uma intravenosa. Não é algo que eu faça todos os dias, o dia todo. Este trabalho é para o flebotomista, aquele que é o mais altamente treinado e experiente. A unidade pode se beneficiar da diversidade.

Recentemente li as atas da Sociedade de Socorro Feminina de Nauvoo, 1842-1844 [em inglês] O que me impressionou foi a “união de sentimentos” que essas mulheres demonstraram, ao atenderem chamados para hospedarem imigrantes, cuidarem de vizinhos doentes, consertarem roupas para aqueles que trabalhavam no templo e uma infinidade de outras tarefas.
Estes chamados e as subsequentes respostas foram todos focados na edificação de Sião, incluindo o templo. Aqui está um pequeno trecho de uma das atas [em inglês] de uma dessas reuniões:
“A irmã Jones disse que estaria disposta a ir e solicitar material, se aconselhada a fazer isso. Ela também se ofereceu a hospedar uma pessoa para trabalhar no Templo.”
“A Sra. Durfee disse que, se as líderes da Sociedade desejarem, ela está disposta a sair com uma carroça e coletar lã etc., com o propósito de avançar o trabalho.”
“A Sra. Smith sugeriu que as esposas dos comerciantes doassem material para que outros pudessem ser utilizar.”
“A Srta. [Phebe M.] Wheeler disse que está disposta a dar qualquer parte, ou todo o seu tempo.”
“Sra. Granger está disposta a fazer qualquer coisa, tricotar, costurar ou cuidar dos doentes, o que for mais útil.”
“Srta. [Hannah] Ells disse que estava disposta a sair e solicitar doações, etc.”
“A Sra. Angell disse que estava disposta a consertar roupas velhas, se necessário, quando novos materiais não pudessem ser obtidos.”
“A Sra. Smith propôs adquirir lã e fornecê-la às senhoras idosas fios para tricotarem meias para ajudarem os trabalh[adores] do Templo no próximo inverno.”
“A irmã [Polly Knight] Stringham se ofereceu para fazer roupas masculinas e trabalhar no Templo.”
“Irmã [Mary] Felshaw se propôs a dar um pouco de sabão.”
Nesta mesma reunião, foi observado que, “As irmãs expressaram seus sentimentos uma a uma, e um sentimento unânime parecia impregnar o coração de todas as presentes, a saber, um desejo de ajudar no avanço do Templo e no auxílio à causa de Sião.” (Ver “First Fifty Years of Relief Society,” [Primeiros 50 anos da Sociedade de Socorro] 1.2.20, 16 de junho de 1843 - em inglês).
Este sentimento unânime, ou união de sentimentos, surgiu quando as irmãs ofereceram o seu melhor, fosse meios, habilidades únicas ou tempo.

Então, o que nos une hoje como filhos de Deus, filhos do convênio e discípulos de Jesus Cristo? Presidente Russell M. Nelson declarou que a coligação de Israel “é a coisa mais importante que está acontecendo na Terra hoje” (veja Devocional Mundial da Juventude, 3 de junho de 2018 - em inglês).
Assim como a criança realmente doente tem prioridade sobre todo o resto nos serviços de emergência, o trabalho de coligação tem prioridade sobre qualquer outro. Precisamos das habilidades individuais de cada pessoa para edificarmos o reino de Jesus Cristo.
Conforme cada um de nós traz nossos melhores esforços e nossos dons únicos, nossos esforços serão multiplicados, e trabalharemos com o poder de Deus. Ao fazermos isso, teremos uma “união de sentimentos”. “[N]ão prosseguiremos em tão grande causa?” (Doutrina e Convênios 128:22).
— A irmã Sharlene Miner é membro do conselho consultivo geral da Sociedade de Socorro.
