Em toda a Ásia, membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias estão encontrando maneiras de se lembrarem do passado, conectarem gerações e fortalecerem a fé.
Na Mongólia, Japão e Camboja o serviço, sacrifício e devoção espiritual estão se unindo por meio da história da família, da preparação para o templo e de pacificadores.
Na Mongólia e no Japão, as pessoas prestaram serviço limpando e digitalizando registros de memoriais de guerra. No Camboja, os jovens estão se preparando para irem ao templo quando ele for dedicado em seu país.
Lembrando dos esquecidos na Mongólia
Nos arredores de Ulaanbaatar, Mongólia, um grupo de voluntários santos dos últimos dias se reuniu recentemente para limpar e restaurar o Complexo Memorial dos Cidadãos Japoneses.
O local homenageia aproximadamente 1.700 soldados japoneses que morreram como prisioneiros de guerra durante a Segunda Guerra Mundial, longe de sua terra natal e de seus entes queridos.

Liderados pelo FamilySearch [em inglês], voluntários limparam os terrenos, plantaram novas mudas de árvores e prestaram homenagem às vidas perdidas.
Uma voluntária, Mandy Mendsaikhan, disse: “Este memorial não é um local muito conhecido, mas tem um grande significado. Os soldados enterrados aqui perderam a vida em uma terra estrangeira, longe de casa. Esperamos que, limpando o local e plantando novas árvores, possamos honrar suas memórias e ajudar suas almas a encontrarem paz.”
De acordo com um relatório do FamilySearch, dois sacerdotes xintoístas também participaram do evento, trazendo um senso de união entre as religiões.
O serviço também serviu como preparação para a visita do imperador do Japão ao monumento, onde ele prestou suas homenagens em 8 de julho [em inglês].
O serviço foi além do paisagismo: os voluntários do FamilySearch estão trabalhando para preservarem digitalmente os nomes daqueles enterrados no memorial, permitindo que os descendentes se reconectem com ancestrais perdidos há muito tempo na guerra e na história.

Digitalizando a Pedra Angular da Paz de Okinawa, Japão
Um memorial semelhante está ocorrendo em Okinawa, Japão, onde os nomes de 242.225 pessoas que morreram na Batalha de Okinawa, estão gravados em um monumento de granito conhecido como Pedra Angular da Paz.
Em um projeto promovido pelo FamilySearch e mais de 400 voluntários, desde adolescentes até octogenários, esses nomes agora foram digitalizados e disponibilizados para pesquisa on-line, informou a Sala de Imprensa da Igreja no Japão.
Até este ano, as famílias podiam acessar os nomes apenas através de terminais físicos no Parque Memorial da Paz de Okinawa. Agora, graças à colaboração da Igreja com o projeto Find A Grave, qualquer pessoa no mundo pode pesquisar por nome, cidade natal ou data de nascimento, a partir de um smartphone ou computador.



O trabalho não foi fácil. Sob o sol escaldante de Okinawa, os voluntários passaram dois dias fotografando cada nome e depois meses inserindo e verificando meticulosamente os dados.
Em alguns casos, o esforço se tornou pessoal. Uma jovem de 15 anos de Okinawa encontrou o nome do seu tio-avô entre os mortos e ajudou a registrar outros 14.000, a maioria deles de soldados americanos. Denny Tamaki, governador da Prefeitura de Okinawa, elogiou o impacto do projeto: “Agora podemos acessar a Pedra Angular da Paz de qualquer lugar do mundo. Queremos espalhar ainda mais o espírito de Okinawa de buscar a paz.”
O projeto foi concluído em preparação para o Dia do Memorial de Okinawa, o 80º Aniversário da Batalha de Okinawa, no final de junho.
Fé crescente entre os jovens do Camboja
Enquanto voluntários no Japão e Mongólia ajudam a curar o passado, jovens no Camboja se preparam para um futuro templo em seu país.
Em 18 de junho, mais de 500 jovens santos dos últimos dias no Camboja se reuniram para o que é considerada a maior atividade dos jovens da história da Igreja no país, informou a Sala de Imprensa da Igreja no Camboja [em inglês].
Em duas cidades, Phnom Penh e Siem Reap, os adolescentes passaram o dia aprendendo sobre templos e história da família, edificando testemunhos e celebrando a construção do Templo de Phnom Penh Camboja [em inglês].

Embora tenha sido batizada há menos de um ano, ela tem uma recomendação para o templo em mãos, pronta para fazer o trabalho vicário no templo por sua tia que faleceu recentemente.
“Acredito que é isso que ela gostaria”, disse ela.
Apesar do desafio de localizar registros familiares, muitos dos quais foram destruídos durante décadas de guerra e colonização, os jovens cambojanos compartilham sua determinação de fazerem o trabalho do templo.
“Acredito que [meus antepassados] ficarão muito felizes”, disse Yim Sochantha, de 15 anos. “O templo é muito bonito. Sinto-me em paz quando estou lá. Sinto o Espírito Santo. Quero fazer parte de uma família eterna.”

