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Conheça os novos hinos de outras tradições cristãs, parte 2, cantados pelo Coro do Tabernáculo

Veja novos hinos no hinário global que muitos podem ter ouvido primeiro do Coro do Tabernáculo

Disponível em:Inglês | Espanhol

Nota do editor: No segundo artigo de uma série de duas partes, o Church News analisa novos hinos de outras tradições cristãs. A parte 1 oferece uma lista desses novos hinos de origem afro-americana, sueca, holandesa, francesa, escocesa e outras.

Enquanto líderes de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e do Comitê do Hinário têm trabalhado no novo hinário global, “Hinos — Para o Lar e para a Igreja”, eles consideraram cuidadosamente muitas seleções, incluindo hinos existentes de outras tradições cristãs e hinos e canções dos atuais hinários da Igreja em idiomas além do inglês.

Abaixo está uma lista de hinos de outras tradições cristãs que o Coro do Tabernáculo na Praça do Templo já cantou, antes de serem incluídos no novo hinário.

Informações sobre cada um desses hinos vêm do recurso “About the Hymns” [Sobre os hinos - em inglês], da Biblioteca do Evangelho, também encontrado no link “letras” de cada hino.

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‘Ó Senhor de toda bênção’

O cantor do Tabernacle Choir at Temple Square, C. David Belt, tem lágrimas nos olhos enquanto canta "Come, Thou Fount of Every Blessing" durante a conferência geral de abril de 2016.
C. David Belt, membro do Coro do Tabernáculo na Praça do Templo, com lágrimas nos olhos enquanto canta "Ó Senhor de toda a bênção", durante a conferência geral de abril de 2016. | Captura de tela do YouTube

Ó Senhor de toda bênção” foi escrito pelo pastor e compositor inglês Robert Robinson, que teve uma experiência transformadora aos 16 anos.

Robinson compareceu a um encontro de avivamento religioso em Londres, Inglaterra, com o desejo de importunar o pastor. Em vez disso, saiu do encontro transformado e profundamente convencido de seus próprios pecados. Aos 20 e poucos anos, se tornou pregador e escreveu “Ó Senhor de toda bênção”, seu poderoso apelo pela misericórdia e perdão de Deus, como explica o capítulo sobre este hino [em inglês].

A música foi incluída na maioria dos hinários protestantes na Inglaterra e nos Estados Unidos, assim como na segunda coletânea de hinos de Emma Smith, publicada em Nauvoo, Illinois, em 1841. Mais tarde, foi combinada com uma melodia folclórica americana. Mas, em 1985, não era mais cantada com frequência pelos membros da Igreja e não foi incluída no hinário de 1985.

O arranjo atual do hino [em inglês] foi escrito por Mack Wilberg, enquanto ele era regente do Coro Masculino da Universidade Brigham Young. Mais tarde, quando o Coro do Tabernáculo o cantou sob sua regência, uma nova admiração cresceu pelo hino, sendo a canção mais requisitada quando os membros da Igreja foram convidados a compartilharem quais músicas gostariam de adicionar à nova coleção.

‘Minha alma tem paz’

Horatio G. Spafford escreveu “Minha alma tem paz” em 1876, como um hino de consolo e esperança após profunda tristeza e perda dolorosa.

Primeiro, Spafford perdeu seu negócio. Depois, seu filho pequeno morreu de escarlatina. Em 1873, a esposa e as quatro filhas de Spafford viajavam para a Europa, quando seu navio afundou no Oceano Atlântico. Sua esposa foi resgatada da água, mas as crianças morreram.

Enquanto Spafford cruzava o Atlântico para encontrar Anna, seu navio chegou ao local do naufrágio. Mas ele não pensou que seus entes queridos estivessem lá. Ele sabia que eles estavam seguros e protegidos no céu, explica o capítulo sobre este hino [em inglês]. A melodia, composta por Philip P. Bliss, é chamada de “Ville du Havre”, em homenagem ao navio perdido.

Atores representando a história de Horatio e Anna Spafford e como ele escreveu "It Is Well With My Soul" se apresentam durante o concerto de Natal do The Tabernacle Choir na Praça do Templo em Salt Lake City na quinta-feira, 14 de dezembro de 2017.
Atores representando a história de Horatio e Anna Spafford e como ele escreveu "Minha alma tem paz" [It Is Well With My Soul], se apresentam durante o concerto de Natal do Coro do Tabernáculo na Praça do Templo, em Salt Lake City na quinta-feira, 14 de dezembro de 2017. | Jeffrey D. Allred, Deseret News

Uma publicação de 3 de junho [em inglês] nas páginas do coro nas redes sociais disse: “‘Minha alma tem paz’ foi apresentada durante a última conferência geral, e algumas lágrimas foram derramadas enquanto os membros do coro sentiam a profunda emoção e o amor contidos neste poderoso hino.”

O hino foi cantado e sua história contada durante “Música e Palavras de Inspiração” em 7 de junho de 2017, e seu contexto também foi contado [ambos em inglês] pelo ator Hugh Bonneville, durante o concerto de Natal do coro em 2019.

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‘Do passarinho cuida’

Civilla D. Martin escreveu muitos hinos e canções religiosas. Em 1905, ela e o marido se tornaram amigos dos Doolittles, um casal que sofria de problemas de saúde incapacitantes havia muitos anos. O capítulo sobre este hino [em inglês] explica que, um dia, os Martins perguntaram à sra. Doolittle como ela conseguia evitar o desânimo diante de todas as suas dificuldades. “Como posso ficar desanimada”, respondeu ela, “quando meu Pai observa os passarinhos e sei que Ele me ama e cuida de mim?”

Isso levou Martin a escrever “Do passarinho cuida”. Ela enviou a música para Charles H. Gabriel, autor e compositor de “Assombro me Causa”, e ele compôs a música para acompanhar seu texto.

O Coro do Tabernáculo na Praça do Templo cantou este hino na conferência geral de abril de 2024. Ele estava na coletânea das 13 primeiras músicas lançadas para o novo hinário, em maio de 2024.

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‘Sublime graça’

O hino “Sublime graça”, com mais de 250 anos, é talvez um dos hinos cristãos mais conhecidos e populares do mundo.

O capítulo sobre este hino [em inglês] diz que o autor, John Newton, teve uma vida tumultuada e, como marinheiro, esteve envolvido no tráfico de escravos africanos. Durante uma tempestade brutal na costa da Irlanda em 1748, Newton orou para ser poupado do naufrágio, escrevendo mais tarde: “Eu achava... que nunca houve, nem poderia haver, um pecador como eu.”

Após essa experiência, Newton começou a ler a Bíblia, teve uma conversão espiritual e se tornou pastor anglicano. Ele lutou contra o tráfico de escravos e viveu para vê-lo abolido no Império Britânico em 1807.

Partitura de \"Amazing Grace\" em um piano.
"Sublime graça" é um dos hinos mais conhecidos no mundo. | Adobe Stock

O texto de “Sublime graça” foi incluído no hinário da Igreja de 1841, e a música é uma melodia folclórica americana do século XIX.

O Coro do Tabernáculo na Praça do Templo cantou essa canção inúmeras vezes, inclusive durante uma turnê pelo sul dos Estados Unidos em 2001 e às margens do Rio Missouri [ambos em inglês] em Council Bluffs, Iowa, em 2009.

‘O meu Pastor vai me amparar’

Uma estátua de Isaac Watts, segurando um livro em seu braço esquerdo e estendendo sua mão direita, está sobre um pedestal no Watts Park, Southampton, Reino Unido.
Uma estátua de Isaac Watts, localizada no Watts Park, em Southampton, Reino Unido, é fotografada em 10 de julho de 2020. Watts foi um pastor cristão, compositor de hinos e teólogo. | Ben - stock.adobe.com

Isaac Watts escreveu “O meu Pastor vai me amparar” em 1719, baseado no Salmo 23.

Quando Watts era criança, os hinos cantados nas reuniões de adoração eram baseados no livro de Salmos. Mas Watts não estava satisfeito com os hinos baseados em Salmos da época, e tentou uma nova abordagem: usar a linguagem do Novo Testamento para enfatizar Cristo como a figura central do livro de Salmos, explica o capítulo sobre este hino [em inglês].

A música de “O meu Pastor vai me amparar” é uma canção folclórica americana de 1828, com um arranjo feito pela Igreja em 2024. Ela estava na lista de hinos favoritos [em inglês] que os leitores do Church News listaram em 2018, como hinos que esperavam ver no novo hinário.

O Coro do Tabernáculo cantou na conferência geral de outubro de 2024, enquanto a apresentação do coro e da orquestra no YouTube [em inglês], em setembro de 2024, teve dezenas de milhares de visualizações.

‘O Salvador ternamente nos chama’

Will L. Thompson escreveu a letra e a música de “O Salvador ternamente nos chama ” em 1880.

Os santos dos últimos dias reconhecerão outros hinos escritos por Thompson que estão no hinário de 1985, incluindo “Neste mundo” e “Nossa lei é trabalhar”.

Thompson era um membro devoto da igreja presbiteriana local em Ohio, explica o capítulo sobre este hino [em inglês], e sempre carregava um caderno consigo. Ele disse: “Se uma ideia ou tema me vem à mente... eu os anoto em versos. ... Enquanto escrevo a letra de uma canção, uma melodia adequada já está em minha mente.”

As mulheres do Coro do Tabernáculo cantaram o arranjo de Wilberg deste hino, durante um episódio de “Música Palavras de Inspiração” em 2013 [em inglês]. Outra interpretação com a solista Madison Leonard foi ao ar em 2023 [em inglês].

Madison Leonard, soprano, canta "Softly and Tenderly Jesus is Calling" com o Coro do Tabernáculo na Praça do Templo em 09 de abril de 2023.
Madison Leonard, soprano, canta “O Salvador ternamente nos chama” com o Coro do Tabernáculo na Praça do Templo em 9 de abril de 2023. | Captura de tela do YouTube

‘Firmes nas promessas’

Russell Kelso Carter escreveu a letra e a música de “Firme nas promessas” em 1886, enquanto lecionava em uma academia militar. Por muitos anos, Carter lutou contra a fadiga extrema devido a problemas cardíacos. Os médicos da época não conseguiam lhe oferecer soluções. Finalmente, em desespero, Carter recorreu à fé e à oração, explica o capítulo sobre este hino [em inglês]. Quando recuperou a saúde, atribuiu sua notável cura ao poder de Deus.

Durante o resto de sua vida, Carter encontrou forças ao se concentrar nas promessas do Salvador.

O Coro do Tabernáculo cantou o hino durante um episódio de “Música e Palavras de Inspiração”, em 6 de agosto de 2023 [em inglês].

‘Sua voz a soar’

O autor Joseph Swain se tornou um pastor batista após uma experiência que teve aos 20 anos, na qual sentiu “a presença de Deus em [sua] alma”. Antes disso, ele só havia usado seu dom da linguagem para escrever canções para o deleite de si mesmo e de seus amigos em Londres, no século XVIII, explica o capítulo sobre este hino [em inglês].

Sua voz a soar” tem seu texto extraído de trechos do poema de Swain, “A Description of Christ” [Uma descrição de Cristo]. Partes das nove estrofes originais do poema foram usadas em muitos textos de hinos, incluindo “Cantando, louvamos” e “My Song in the Night” [Minha canção na noite]. As palavras deste hino foram combinadas com uma melodia folclórica americana em 1820.

O Coro do Tabernáculo incluiu este hino em seu álbum de 2009 “Come Thou Fount of Every Blessing: American Folk Hymns and Spirituals” [Ó Senhor de toda bênção: Hinos espirituais e folclóricos americanos]. Uma versão também foi cantada durante a transmissão de “Música e Palavras de Inspiração”, em 2013 [em inglês].

‘Eis a Páscoa do Senhor’

O hino de Páscoa “Eis a Páscoa do Senhor” foi escrito em 1739 por Charles Wesley, considerado um dos maiores escritores ingleses de hinos de todos os tempos.

Uma estátua de Charles Wesley está em frente à Capela Estes no Seminário Teológico Asbury e campus da Universidade Asbury em Wilmore, Kentucky.
Uma estátua de Charles Wesley, na frente da Capela Estes no Seminário Teológico Asbury e campus da Universidade Asbury, em Wilmore, Kentucky. | EWY Media - stock.adobe.com

Wesley escreveu mais de 6.000 hinos para diversas ocasiões religiosas e pessoais, explica o capítulo sobre este hino [em inglês]. Ele era um pregador itinerante quando escreveu este hino para celebrar o Dia da Ascensão.

Em “Hinos — Para o Lar e para a Igreja”, o texto de Wesley foi combinado com a música composta em 1817 por Robert Williams, um fabricante de cestas da Ilha de Anglesey, no País de Gales. Williams era cego de nascença e um músico talentoso, capaz de compor uma melodia perfeitamente após ouvi-la apenas uma vez.

Assista ao Coro e à Orquestra do Tabernáculo na Praça do Templo apresentarem este hino neste vídeo postado em junho de 2024 [em inglês].

‘Quem é o menino?’

Quem é o menino?” é uma canção de Natal muito conhecida, escrita por William Chatterton Dix na Grã-Bretanha, em 1867. Ela foi incluída em muitos hinários de outras religiões.

Dix é mais conhecido por seus hinos de Natal. Ele não era pastor nem erudito, mas tinha um dom refinado para escrever textos religiosos, explica o capítulo sobre este hino [em inglês].

O texto de Dix foi inserido na melodia inglesa do século XVI, “Greensleeves”. John Stainer, um compositor talentoso, harmonizou a melodia para a publicação do hino em 1867.

O Coro do Tabernáculo já gravou esta canção no passado e a cantou ao longo dos anos na época do Natal, inclusive durante seu concerto de Natal de 2018 [em inglês] com Kristin Chenoweth.

‘Noite de paz’

Noite de paz” é uma canção de natal austríaca, originária da região de Salzburgo, uma área conhecida por belas montanhas e música, explica o capítulo sobre este hino [em inglês].

O autor é anônimo, e a canção foi transmitida pela tradição oral e publicada pela primeira vez em 1865 em “Salzburgische Volks-Lieder” [Canções Folclóricas de Salzburgo], um volume de 1.000 canções folclóricas selecionadas por Maria Vinzenz Süss, fundadora do Museu de Salzburgo.

Vista panorâmica do horizonte e do rio Salzach na histórica cidade de Salzburgo, Áustria, ao pôr do sol.
Uma vista da histórica Salzburgo com o rio Salzach, Áustria, durante o outono. | SASITHORN - stock.adobe.com

Süss escreveu no prefácio que “os habitantes de Salzburgo, tanto os moradores das montanhas quanto os das planícies, dotados por seu Criador com conhecimento sólido, humor alegre e uma voz pura, são inigualáveis no canto por qualquer outro povo.”

Um arranjo de Wilberg foi executado pelo Coro do Tabernáculo em dezembro de 2013, dezembro de 2018 e dezembro de 2024 [todos em inglês].

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