Caminhei lentamente pela multidão e pelas rochas, mantendo uma distância segura do precipício de um lado. Dado os séculos de visitantes a este local, não fiquei surpresa ao encontrar a pedra perigosamente lisa.
Eu estava no Areópago, a Colina de Marte, onde o Apóstolo Paulo pregou sobre o “deus desconhecido”, conforme registrado em Atos 17. Era início de maio de 2023, o fim da minha primeira semana na Grécia, e eu tinha visto alguns lugares realmente incríveis: os mosteiros flutuantes de Meteora, as ruínas onde ficava o Oráculo de Delfos e, claro, o Partenon e seus edifícios circundantes. Mas agora que estava de volta a Atenas, onde havia começado minha viagem, me senti atraída por este monte de rochas, onde um único homem ficou diante do poder e conhecimento dos antigos gregos.
À sombra da Acrópole, me sentei na Colina de Marte e li Atos 17, tomando algum tempo nos versículos 23-25: “Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Aquele, pois, que vós honrais, não o conhecendo, vos anuncio.
“O Deus que fez o mundo e todas as coisas que nele há, sendo [E]le Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;
“Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois é [E]le mesmo quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas.”

Pensei na minha primeira impressão de Atenas, quando saí do metrô: é um lugar onde o passado e o presente se misturam sem qualquer esforço. Ruínas antigas estão no meio dos quarteirões da cidade moderna. Altares para deuses e deusas gregos, literais e figurativos, estão presentes em cada esquina.
Também pensei no que havia aprendido durante minha visita à Acrópole poucos dias antes. Paulo teria visto o Partenon e seus monumentos ao redor, em seu auge: cada pedra e estátua no lugar, cada imagem pintada vividamente. Eu só podia imaginar sua consternação enquanto ele caminhava por esta cidade linda e brilhante, tão irresistivelmente dedicada à adoração do nada.
Portanto, o fato de Paulo ter pregado aos atenienses na colina de Marte me deu calafrios sob o sol quente. Foi mais do que um ato de fé e convicção; foi um ato de total audácia. A pura coragem deste homem, sem nenhuma educação ou “pedigree” notável, apontar para a Acrópole e dizer, em essência: “Esses edifícios magníficos não têm sentido porque Jesus Cristo viveu, morreu e viveu novamente por vocês”, e aquele pensamento fez “ousado” parecer uma palavra diluída.
Aproveitei mais uma semana espetacular na Grécia, visitando ilhas e conhecendo pessoas maravilhosas. Mas o que ficou comigo, talvez mais do que tudo, é a imagem de Paulo, de pé abaixo do símbolo máximo do antigo poder grego, e declarando inabalavelmente sobre o Cristo vivo.
Não é segredo que Deus muitas vezes exige coisas grandes e aparentemente impossíveis de Seus seguidores, mas visitar a Colina de Marte tornou essa verdade incrivelmente mais real para mim do que nunca. Onde e quando quer que eu me encontre na minha Colina de Marte pessoal, espero que, como Paulo, eu possa dizer com ousadia: “O Deus que fez o mundo e todas as coisas que nele há... [é] Senhor do céu e da terra” (Atos 17:24).
