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Sarah Jane Weaver: Como as irmãs da Sociedade de Socorro na Bélgica compartilharam uma paz que transcende idiomas

Durante um devocional para mulheres na Bélgica, a presidente Johnson enfatiza uma mensagem universal: ‘Somos guiadas pelo Salvador, Jesus Cristo’

Disponível em:Inglês

BRUXELAS, Bélgica — A letra do hino “Brilha, Meiga Luz” encheu a capela da Ala de Grimberge, Estaca Bruxelas Bélgica, no domingo, dia 3 de março.

“Na escuridão, oh, brilha, meiga luz!

Guiar-me vem!

Na negra noite brilha e me conduz

Guiar-me vem!

Não peço luz a fim de longe ver

Somente luz em cada passo ter.”

À medida que cada verso continuava, o volume da bela interpretação aumentava.

Cantei e escutei, ouvindo algo celestial: a música cantada em francês, holandês, inglês e espanhol simultaneamente.

Os fios das palavras se entrelaçaram à medida que subiam, formando uma tapeçaria que se tornou um apelo poderoso, diversificado e unido por consolo e orientação.

Alguns minutos depois, quando a presidente Camille N. Johnson, presidente geral da Sociedade de Socorro, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, subiu ao púlpito, ela chamou a música de gloriosa.

Cada uma das irmãs da Sociedade de Socorro presentes na sala tem seus próprios desafios, oportunidades, obrigações e circunstâncias específicas. No entanto, a “mensagem universal” é clara, disse ela. “Somos guiadas pelo Salvador, Jesus Cristo.”

O teólogo inglês John Henry Newman, escreveu a letra [em inglês] do hino em 1833, enquanto viajava pelo Mediterrâneo. Ele estava enfrentando febre e saudades de casa quando seu navio encalhou. O poema resultante se tornou sua oração.

“Em outro tempo não queria luz

Pra me guiar

Não quis seguir o plano de Jesus

Pra me salvar.

Nas trevas não desejo mais andar

Oh, meu Senhor, oh, vem meus pés guiar!”

Quando entrei no devocional das mulheres em Bruxelas, como parte da cobertura do ministério da presidente Johnson, um membro local me cumprimentou. Uma mesa próxima estava repleta de fones de ouvido para tradução simultânea e hinários, e ele me ofereceu um hinário em inglês. Afixados atrás do púlpito estavam os números dos hinos para cada idioma.

Fiquei impressionada. A expectativa era clara: eu cantaria na língua do meu coração e outros fariam o mesmo.

As palavras da presidente Johnson em poucos minutos confirmaram essa realidade. “Eu lhes asseguro que o Pai Celestial e Seu Filho Amado, Jesus Cristo, as amam”, disse ela. “Eles estão intimamente conscientes de suas circunstâncias, da sua bondade, das suas necessidades e das suas orações por ajuda.”

Olhando ao redor da sala, comecei a me perguntar sobre cada mulher. Embora diversa, a congregação não parecia diferente de qualquer congregação de santos dos últimos dias em todo o mundo. Eu me perguntei sobre seus desafios. Talvez alguém estivesse, como Newman quando escreveu a letra do hino, longe de casa, desanimada ou deprimida. Também senti sua alegria.

Mais cedo eu me perguntei como funcionaria para uma congregação cantar em quatro (ou talvez mais) idiomas diferentes. Mas o resultado foi poderoso em sua simplicidade. Certa vez ouvi o Reverendo Amos Brown, pastor da histórica Terceira Igreja Batista de São Francisco e amigo da Igreja, falar sobre união. Ele disse que em um mundo onde alguns fazem referência à força de um “caldeirão cultural”, ele prefere pensar em “uma saladeira”. União não é mesmice, disse ele. “A saladeira é instrutiva porque os ingredientes nunca perdem a identidade.”

Cada mulher presente na sala era valorizada por suas próprias experiências e talentos. O espírito confirmou que cada uma era bem-vinda e apreciada.

“Guardou-me até aqui o teu poder

E guardará

Teu braço vai-me sempre defender

E guiará.

E quando, enfim, a vida terminar

Entes queridos hei de reencontrar.”

Tal como acontece com todos os filhos de Deus, as nossas irmãs da Sociedade de Socorro na Europa enfrentam desafios e tempestades que podem parecer uma “escuridão.”

Há momentos em que todos nos identificamos com a descrição do próprio Newman ao escrever o conhecido hino, e sua fonte de consolo: “Antes de sair da pousada, me sentei na cama e comecei a soluçar amargamente”, escreveu ele [em inglês]. Quando lhe perguntaram o que o afligia, “só pude responder: ‘Tenho um trabalho a fazer na Inglaterra.’ Eu estava ansioso para chegar em casa. … Comecei a visitar as igrejas e elas acalmaram minha impaciência.”

Durante seu discurso, a presidente Johnson compartilhou uma mensagem de Presidente Russell M. Nelson. “Quero que as irmãs saibam que são amadas. Quero que as irmãs saibam que são preciosas. E quero que elas saibam que são necessárias.”

Ela acrescentou seu testemunho ao dele. “Esta é uma mensagem diretamente do Profeta para vocês”, disse ela. “Vocês são amadas por Presidente Nelson, por nosso Pai Celestial e nosso Salvador, Jesus Cristo, e por mim. Vocês são filhas preciosas de Deus, com identidade e propósito divinos, e são necessárias para preparar o mundo para a Segunda Vinda de Jesus Cristo.”

Tal como o hino de abertura, a mensagem da presidente Johnson, para mulheres unidas pela crença em Jesus Cristo, em Sua Igreja restaurada e em Seu Profeta, ressoou em todas as línguas.

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