Um time especial de futebol em Utah tem proporcionado novas amizades, aumento da confiança e novas habilidades de liderança entre meninas de diferentes origens.
O programa She Belongs [Ela Pertence – em inglês] integra meninas locais e refugiadas por meio do futebol.
Aroosa Khurram, uma estudante do segundo ano do ensino médio, é uma das jogadoras do time e natural do Paquistão. “Estou muito feliz por ter encontrado isto, porque é muito bom conhecer todas essas meninas e fazer conexões. Tenho me divertido muito”, disse ela.

Abbey Thornton, da Estaca Salt Lake Highland, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, está no último ano do ensino médio e faz parte do time.
“She Belongs segue o exemplo do Salvador”, disse Abbey. “É um grupo de meninas aprendendo a amar umas às outras por suas personalidades, sem serem influenciadas por raça, situação financeira ou país de origem. Estamos unidas para nos tornarmos uma só, em nossa tentativa de garantir que todas se sintam incluídas, assim como o Salvador o fez.”
She Belongs é um programa da organização Refugee Soccer [Futebol de Refugiados – em inglês], criada por Adam Miles, que viu os esportes como uma forma de ajudar as pessoas a superarem suas diferenças.
Os jogadores crescem dentro e fora de campo, participando de aulas de liderança e defesa da causa.
“No Refugee Soccer, basicamente a ideia é conectar a comunidade de refugiados com a comunidade de não refugiados, por meio do esporte”, disse ele recentemente a um grupo de pessoas que se reuniram para aprender mais sobre o programa.
O encontro na quarta-feira, 23 de abril, foi organizado por Annette Morley, da Estaca Sandy Utah Hidden Valley, que tem ajudado a aumentar a conscientização sobre o She Belongs.
Esta tem sido uma maneira dela seguir o convite para se envolver na iniciativa global da Sociedade de Socorro para mulheres e crianças, que busca ajudar mulheres e crianças de diversas maneiras, tanto local quanto globalmente.
“Isto é parte do meu testemunho pessoal do meu Salvador, e de como eu O adoro”, disse ela.

Morley disse que o discurso da conferência geral de abril de 2016, intitulado “Era estrangeiro”, proferido pela então presidente geral da Sociedade de Socorro, Linda K. Burton, teve uma profunda influência em sua vida.
No discurso, a irmã Burton convidou todos a determinarem, em espírito de oração, o que podem fazer para servirem os refugiados que vivem em seus bairros e comunidades.
Morley também mencionou as declarações de Presidente Russell M. Nelson na conferência geral de outubro de 2020: “Conclamo nossos membros em todos os lugares a liderar os esforços de banir atitudes e ações de preconceito. Suplico a vocês que promovam o respeito por todos os filhos de Deus.”
E ela se referiu a um discurso da conferência geral de outubro de 2023 proferido por Élder Ulisses Soares, do Quórum dos Doze Apóstolos, quando disse: “Como discípulos de Cristo, somos convidados a aumentar a fé e o amor em nossa irmandade espiritual e entrelaçar de modo genuíno nosso coração em unidade e amor, independentemente de nossas diferenças, aumentando assim nossa capacidade de promover o respeito à dignidade de todos os filhos e filhas de Deus.”
Confiança, empoderamento e jogando na Espanha
Em 2023, o time de futebol inaugural do She Belongs, composto por 22 moças refugiadas e locais de Utah, visitou a Nova Zelândia para a Copa do Mundo de Futebol Feminino.

Agora, a equipe se prepara para ir à Espanha em junho, para a primeira She Belongs Global Cup [Copa Global She Belongs – em inglês]. As equipes foram formadas por adolescentes de cinco países. Elas jogarão entre si de 1 a 7 de junho, em vários locais de Madri.
Aroosa está ansiosa pelo evento. “Vamos conhecer todas estas outras meninas de outros países que participarão, e será um ótimo momento para aproveitarmos a vida de menina.”
Abbey joga futebol desde pequena. “Ir para a Espanha é uma oportunidade incrível de poder jogar o belo esporte do futebol com companheiras de time que são tão importantes para mim”, disse ela.
O jogo transcende barreiras culturais e linguísticas, explicou Abbey. “Poder jogar com e contra outras pessoas que compartilham o mesmo objetivo, é uma oportunidade única na vida, da qual estou muito animada por fazer parte.”
Marli Berg é a principal técnica do time. Ela disse que se sentiu humilde e sobrecarregada quando Miles a convidou para assumir o cargo.
Agora ela vê “que esta próxima geração e estas refugiadas estão realmente construindo a confiança, o empoderamento e a crença de que podem conquistar tudo o que quiserem neste mundo, independentemente de onde vieram ou de sua situação, de como chegaram aqui ou de sua origem.”

Além de ensinar habilidades de futebol e treinar o time, Berg tenta incutir determinação e disciplina nas jovens.
“Temos meninas conosco da equipe de 2023 e, ao vê-las agora em suas novas funções, a maioria cresceu tremendamente em termos de liderança e confiança, na crença de que podem fazer o que quiserem”, disse ela.
Para Aroosa, jogar futebol deu início a algo que vai além do campo. “Eu só quero aprofundar os relacionamentos que construí até agora e levá-los adiante.”
Morley disse que quando as meninas jogam futebol juntas, elas constroem amizades, aprendem mais umas sobre as outras e planejam animadamente o futuro juntas, elas realmente têm “os corações entrelaçados em unidade e amor [umas] para com [as outras]” (ver Mosias 18:21).

