Segundo Norman Hill, a mortalidade é mais do que simplesmente esperar o tempo passar na Terra.
“Hoje em dia, as pessoas não falam apenas sobre viver mais tempo, mas sobre viver bem; não apenas sobre expectativa de vida, mas até mesmo sobre um termo que vem sendo utilizado: ‘expectativa de vida saudável’ ou ‘expectativa de vida feliz’”
Hill, professor associado da BYU e autor da série “Better With Age” [Melhor com a idade] do Deseret News [em inglês], participou recentemente do podcast do Church News [em inglês] para discutir como os membros idosos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias podem continuar encontrando propósito servindo na Igreja, em suas comunidades e em suas famílias, e por que isso é importante.

Escolher o otimismo e o serviço
Os membros da Igreja podem encontrar maneiras de servir, independentemente de suas circunstâncias, disse Hill, reconhecendo que alguns membros enfrentam limitações relacionadas à idade.
Hill citou dados da Universidade de Michigan que mostram que o otimismo é uma habilidade que pode ser aprendida e está correlacionada com a longevidade.
“Às vezes as pessoas dizem: ‘Ah, eu nasci assim’. Não, é algo que você pode aprender”, disse ele. “E à medida que aprendemos a ter otimismo, isso aprimora não apenas nossa biologia celular física, mas também nosso bem-estar emocional e nossa felicidade espiritual.”

Ele compartilhou a história de uma amiga que mora em um lar de idosos.
Segundo Hill, essa mulher não pode mais viajar nem fazer outras coisas que costumava fazer, mas adotou o lar de idosos como seu novo local de ministração, enviando mensagens de texto aos demais residentes, compartilhando experiências de vida com eles e ouvindo suas histórias.
Hill escreveu um artigo publicado na Liahona de abril de 2025, delineando outras maneiras de escolher o otimismo e o serviço significativo, especialmente após alguém ter sido desobrigado de um chamado na Igreja.
“Ministrar sinceramente, servir, incentivar e elevar as pessoas não exige um chamado formal na Igreja”, disse ele no artigo. “Todos somos chamados para esse tipo de serviço cristão, independentemente de nossa idade ou situação.”

Ensino formal e informal
Promover valores que enriquecem a fé em suas famílias é uma maneira pela qual os membros idosos da Igreja podem encontrar um propósito, disse Hill.
“Não é apenas o que dizemos, mas também quem somos que fazem uma grande diferença na vida deles”, disse ele.
Ele explicou que esses momentos de ensino podem ocorrer tanto em ambientes formais quanto informais.
Em relação às oportunidades formais de ensino, Hill disse que ele e sua esposa têm tentado realizar estudos virtuais do “Vem, e Segue-Me” com seus netos. Ele também mencionou a crescente popularidade dos “acampamentos da vovó” [em inglês], um fim de semana organizado com atividades promovidas por avós para seus netos.

Mas Hill e sua esposa também buscam pequenos momentos de conexão com seus netos. Os Hills enviam aos netos receitas que possam interessá-los, perguntam sobre os livros que estão lendo e até ouvem as músicas de que eles gostam.
“Às vezes são rappers, e isso não me atrai particularmente, mas tento apreciar, entender e perguntar a respeito”, disse ele. “Não se trata apenas de eu estar fora de sua experiência de vida, mas sim de estar muito integrado a ela.”
Às vezes, simplesmente estar presente e ouvir as pessoas é mais impactante do que oferecer conselhos de vida, disse Hill. Ele descreveu experiências significativas que teve ao comparecer a eventos esportivos e recitais de música de outras pessoas ou ao ouvir suas histórias de vida.
“Adoro esse tipo de perspectiva dos jovens, que às vezes têm muitas pessoas dizendo o que fazer, mas poucas que simplesmente estão presentes.”

Manter uma perspectiva eterna
Segundo Hill, compreender o próprio lugar no plano de salvação pode dar sentido às experiências cotidianas.
“Tenho um forte testemunho de que a vida perdura além desta vida. As coisas que fazemos aqui importam. Elas fazem a diferença”, disse ele, chamando esta vida de trampolim para a próxima. “É importante aproveitar ao máximo as coisas que acontecem aqui, mas é apenas uma pequena parte de toda a nossa existência.”
Em vários momentos do podcast, Hill citou uma frase do falecido Presidente Russell M. Nelson: “A mortalidade é um curso de mestrado em que aprendemos a escolher as coisas de maior importância eterna.”
Hill enfatizou que esses aprendizados não devem parar quando as pessoas atingem determinada idade.
“Este curso de mestrado e estas experiências de aprendizagem, não só me ajudarão a ser uma pessoa melhor, como também me prepararão para uma eternidade futura, na qual acredito fortemente”, disse Hill.


