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A jornada de uma família ao descobrir 1.600 ancestrais italianos

Aprender sobre os ancestrais após anos de buscas foi 'incrível em todos os níveis', diz Melanie Molinaro

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Melanie DeVos Molinaro e seu marido, Michael Molinaro, de Atlanta, Geórgia, vinham pesquisando a linhagem de antepassados italianos da família de Michael há algum tempo, sem muito sucesso. O casal se animou em 2012, quando outros usuários do FamilySearch entraram em contato, dizendo que também estavam procurando informações sobre os mesmos parentes, e prometeram compartilhar qualquer informação que encontrassem.

E então, um silêncio absoluto por cinco anos.

Os Molinaros não tiveram notícias dos outros usuários do FamilySearch até 2018, quando os desconhecidos enviaram outra mensagem dizendo que haviam acabado de voltar da Itália e que tinham alguns registros para enviar aos Molinaros. Melanie Molinaro disse que eles aceitaram a oferta com alegria, esperando informações sobre três ou quatro antepassados.

O que aconteceu em seguida foi o início do que os Molinaros agora chamam de seu “milagre na história da família”.

Michael e Melanie Molinaro, terceira e quarto a partir da esquerda, posam para um retrato de família com seus filhos em Provo, Utah, 2018.
Michael e Melanie Molinaro, terceira e quarto à esquerda, posam para um retrato de família com seus filhos em Provo, Utah, em 2018. | Provided by Melanie DeVos Molinaro

Os outros usuários do FamilySearch lhes enviaram 21 páginas com nomes, datas e locais, informações suficientes para adicionarem 1.600 pessoas à sua árvore genealógica.

“Nós rimos, choramos, ficamos completamente emocionados, totalmente sem palavras”, disse Melanie Molinaro. “Foi impressionante em todos os sentidos. Ficamos imensamente gratos.”

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Ela acrescentou que eles também sentiram a responsabilidade de ajudar essas 1.600 pessoas a fazerem convênios no templo, já que as pessoas que lhes enviaram os registros não são membros da Igreja.

Para os Molinaros, os últimos oito anos têm sido uma jornada de levar esses nomes à casa do Senhor para realizarem suas ordenanças por procuração.

“Estes ancestrais são reais”, disse Melanie Molinaro. “Eles não são apenas nomes em uma página. Não são apenas personagens de um livro. São pessoas reais, totalmente empenhadas em ver sua obra realizada e em nos ajudar a fazê-la acontecer. E embora eu não me lembre de ter conhecido nenhuma dessas pessoas, eu as amo de uma forma que era realmente impossível de compreender antes de começar a fazer este trabalho por elas.”

Maria Teresa Lio Molinaro — a bisavó paterna de Michael Molinaro — posa para um retrato em San Jose, Califórnia, c. 1954.
Maria Teresa Lio Molinaro, a bisavó paterna de Michael Molinaro, em uma foto por volta de 1954, em San Jose, Califórnia. | Provided by Melanie DeVos Molinaro

200 ordenanças em uma noite

Levar esses 1.600 nomes ao templo tem sido uma jornada repleta de ternas misericórdias, segundo Melanie Molinaro.

“Coligar Israel é a obra do Pai Celestial, e Ele e Jesus Cristo estão intimamente envolvidos para que isso aconteça”, disse ela. “Eles nos ajudam sempre que fazemos qualquer esforço nesse sentido.”

Uma dessas ternas misericórdias foi conhecer um selador no Templo de Atlanta Geórgia [em inglês], o templo mais próximo da família, que fala italiano. Em novembro de 2025, ele realizou ordenanças de selamento em italiano para 200 antepassados dos Molinaros em uma única noite.

O Templo de Atlanta, Geórgia, à noite.
O Templo de Atlanta Geórgia, à noite. | The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints

Melanie Molinaro disse que ouvir as ordenanças serem realizadas na língua nativa dos falecidos foi “indescritível”.

Membros da ala e amigos compareceram à sessão de selamento naquela noite para ajudarem a concluir as 200 ordenanças, e outros membros da família em todo o país estão ajudando a concluir ainda mais ordenanças.

“Tem sido uma experiência incrível e comovente receber tanto apoio, amor e fé da família, dos amigos, dos membros da ala, dos grupos de jovens e dos missionários”, disse ela.

Unidos a Deus em Sua obra

Molinaro disse que esta experiência em desenvolvimento a ensinou sobre a bondade e o amor de Deus por seus filhos e que se sente “unida” a Ele nessa experiência.

“Sinto que compreendo o Pai Celestial e Jesus Cristo a um nível mais profundo, embora ainda tenha um longo caminho a percorrer.”

Saverio Molinaro — bisavô de Michael Molinaro — está destacado em amarelo em um manifesto de imigração de um navio chegando de Itália a Nova Iorque, em 20 de abril de 1899.
Saverio Molinaro, bisavô de Michael Molinaro, está destacado em amarelo em um manifesto de imigração de um navio que chegou da Itália a Nova York, em 20 de abril de 1899. | Provided by Melanie DeVos Molinaro

Ela se lembrou de uma ocasião em que se perguntou, em voz alta, como era possível que tivessem recebido tantos nomes. Michael Molinaro respondeu: “Porque [Deus] sabia que o faríamos.”

Melanie Molinaro acrescentou: “Então, eu sinto que isso definitivamente é uma questão de confiança. Quero que Ele saiba que pode confiar em mim para fazer o que Ele precisa que eu faça.”

Colhendo bênçãos ‘incalculáveis’

Molinaro espera que compartilhar sua história inspire outras pessoas a pesquisarem a história de suas próprias famílias, embora admita que nem todos sejam agraciados com 1.600 nomes.

“As bênçãos que cada um recebe ao pesquisar a história da família serão diferentes”, disse ela. “E isso é bom, porque somos todos indivíduos, e o Pai Celestial sabe o que podemos fazer, quando podemos fazer e como Ele precisa que façamos.”

Cartões de nome de família mostram os nomes de pessoas falecidas cujo trabalho do templo foi realizado por procuração nos templos de Santos dos Últimos Dias.
Cartões de nome de família mostram os nomes de pessoas falecidas cujo trabalho no templo foi realizado por procuração nos templos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. | Provided by Melanie DeVos Molinaro

Ela ainda acrescentou que as bênçãos que aguardam aqueles que conhecem seus antepassados são “incalculáveis”.

“[A genealogia] trata do passado, mas é muito vibrante e vital para a vida atual. E acredito que essa conexão com essas pessoas traz uma profundidade à nossa vida e à nossa família, que nos ajuda a enxergarmos o panorama e o plano maior de Deus para todos os Seus filhos.”

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