O guia de estudo desta semana do “Vem, e Segue-Me” aborda Gênesis 18-23, que inclui o nascimento de Isaque.
A seguir estão algumas citações de líderes e estudiosos da Igreja, tanto do passado quanto do presente, sobre estes capítulos das escrituras.
Gênesis 18
“O que significa fazer parte da semente de Abraão? Nas escrituras, trata-se de algo mais profundo do que ser um de seus descendentes literais. O Senhor fez um convênio com Abraão, o grande patriarca, prometendo que todas as nações seriam abençoadas por meio dele (ver Gênesis 18:18). Qualquer homem ou mulher pode fazer jus às bênçãos de Abraão. Eles se tornam suas sementes e herdeiros das bênçãos prometidas ao aceitarem o evangelho, serem batizados, se casarem no templo, guardarem fielmente seus convênios e ajudarem a levar o evangelho a todas as nações da Terra.”
— O falecido Presidente James E. Faust, na época segundo conselheiro na Primeira Presidência, conferência geral de outubro de 2004, “A chave do conhecimento de Deus”
“Mesmo num mundo repleto de males, podemos viver nossa vida de modo a merecer o cuidado protetor de nosso Pai Celestial. Podemos ser como os justos que viviam em meio aos vícios de Sodoma e Gomorra. Abraão implorou que aquelas cidades fossem poupadas por amor dos justos (ver Gênesis 18:20-32).
“E acima de tudo, podemos desenvolver em nosso próprio coração e proclamar ao mundo a salvação do Senhor Jesus Cristo. Por meio de Seu sacrifício expiatório, temos a certeza de que a vida continua além do véu da morte. Podemos ensinar o evangelho que conduz os obedientes à exaltação.”
— O falecido Presidente Gordon B. Hinckley, na época Presidente da Igreja, Conferência Geral de abril de 2003, “Guerra e paz”
“De alguma forma, irmãos, sinto que, quando tivermos feito tudo ao nosso alcance, o Senhor encontrará um jeito de abrir portas. Esta é a minha fé.
“‘Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?’, perguntou Ele, quando Sara riu ao ouvir que teria um filho. Ao ouvir isso à porta da tenda, ela sabia que tanto Abraão, com 100 anos, quanto ela, com 90, já haviam passado da idade fértil. Ela não podia ter filhos. Ela sabia disso, assim como se sabe que não podemos abrir portas para muitas nações.
“‘E disse o Senhor a Abraão: Por que se riu Sara? …
“‘Haveria coisa alguma difícil ao Senhor? Ao tempo determinado, retornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho’ (Gênesis 18:13-14).
“Irmãos, Sara teve um filho com Abraão, o pai das nações.”
— O falecido Presidente Spencer W. Kimball, na época Presidente da Igreja, no artigo da revista Ensign de outubro de 1974, “Quando o mundo será convertido” [em inglês]
Gênesis 19

Gênesis 19
“Presidente Joseph Fielding Smith me contou a respeito de uma mulher que lutava para sair de uma vida extremamente imoral. Ela lhe perguntou o que deveria fazer a partir de então.
“Em resposta, ele pediu que ela lesse para ele o relato encontrado no Velho Testamento sobre a mulher de Ló que se transformou numa estátua de sal. Em seguida, ele perguntou a ela: ‘Que lição há nesses versículos para você?’
“Ela respondeu: ‘O Senhor destrói os ímpios.’
“‘Não é isso!’ Presidente Smith disse que a lição, para aquela mulher arrependida e para você, é: ‘Não olhe para trás!’ (ver Gênesis 19:26).”
— O falecido Presidente Boyd K. Packer, na época Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de outubro de 2010, “Limpar o vaso interior”
“Como tema extraído das escrituras para meu discurso, escolhi Lucas 17:32, no qual o Senhor adverte: ‘Lembrai-vos da mulher de Ló’. O que Ele quis dizer com essa pequena frase enigmática? Para descobrir, temos que fazer o que Ele sugeriu. Vamos lembrar quem foi a mulher de Ló.
“A história, é claro, remonta aos dias de Sodoma e Gomorra, quando o Senhor, depois de tolerar ao máximo as piores coisas que os homens e que as mulheres poderiam fazer, disse a Ló e à família dele que fugissem, porque as cidades seriam destruídas. ‘Escapa por tua vida”, disse o Senhor. ‘Não olhes para trás de ti …; escapa lá para o monte, para que não pereças’ (Gênesis 19:17).
Sem terem muita vontade de obedecer prontamente e depois de certa negociação, Ló e sua família acabaram saindo da cidade, mas quase no último instante. As escrituras contam o que aconteceu ao raiar da manhã após a fuga:
“‘O Senhor fez chover sobre Sodoma e Gomorra enxofre e fogo do Senhor desde os céus;
“‘E derrubou aquelas cidades’ (Gênesis 19:24-25).
“Meu tema foi tirado do versículo que vem logo depois. Certamente, ainda com o conselho do Senhor de ‘não olhar para trás’ soando claramente nos ouvidos, a mulher de Ló, segundo nos conta o relato, ‘olhou para trás’ e foi transformada numa estátua de sal (ver o versículo 26).
“O que foi que a mulher de Ló fez assim de tão errado? Como estudioso de história, aprendi algo a esse respeito e quero responder em parte a essa pergunta. Aparentemente, o erro da mulher de Ló não foi apenas o de olhar para trás. Em seu coração ela queria voltar para lá. Parece que, mesmo antes de sair dos limites da cidade, ela já sentia falta das coisas que Sodoma e Gomorra tinham a lhe oferecer. …
“É possível que a mulher de Ló tenha olhado para trás com ressentimento contra o Senhor pelo que Ele estava pedindo que ela abandonasse. Sem dúvida, sabemos que Lamã e Lemuel estavam ressentidos quando Leí e sua família receberam o mandamento de partir de Jerusalém. Então, não se trata apenas de olhar para trás. Ela olhou para trás com desejo de voltar. Em resumo, seu apego ao passado era maior do que sua confiança no futuro. Isso, aparentemente, foi ao menos parte de seu pecado.”
— O falecido Presidente Jeffrey R. Holland, na época membro do Quórum dos Doze Apóstolos, no artigo de janeiro de 2010 da revista Liahona, “O melhor está por vir”
“A Terra foi purificada. As águas baixaram. A retidão foi novamente estabelecida. Mas não demorou muito até que a família humana, tantos deles, retornasse aos antigos caminhos da desobediência. Os habitantes das cidades da campina, Sodoma e Gomorra, são exemplos da depravação em que os homens mergulharam. E ‘destruindo [completamente] Deus as cidades da campina’, causando uma devastação sumária e definitiva (Gênesis 19:29). …
“E então, depois das muitas gerações que haviam caminhado sobre a Terra—tantas delas em meio ao conflito, ódio, escuridão e mal—despertou o grande dia da Restauração. Esse dia glorioso descortinou-se com a aparição do Pai e do Filho ao menino Joseph [Smith]. O amanhecer da dispensação da plenitude dos tempos despontou no mundo. Todo o bem, o belo, o divino, de todas as dispensações anteriores foi restaurado nesta época verdadeiramente notável.”
— O falecido Presidente Gordon B. Hinckley, na época Presidente da Igreja, conferência geral de abril de 2004, “O despertar de um grande dia”
Gênesis 21

“Quando penso na água que salva vidas e fontes, penso também em Agar (ver Gênesis 21:14-20). A história da família dela é complicada. Agar foi obrigada a partir para o deserto de Berseba com seu filho ainda jovem, Ismael. Passado algum tempo, a água e o pão tinham acabado e a fome e a sede os afligia. O relato bíblico nos conta que, não suportando ouvir os gritos do filho, ela o colocou à sombra de uma árvore e saiu ‘ … afastando-se a distância de um tiro de arco’ (Gênesis 21:16). E, ali, levantou a voz e chorou. Respondendo à súplica, um anjo de Deus a confortou, lembrando-lhe que ela não fora abandonada. ‘E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água’ (Gênesis 21:19). Nós, assim como a mulher samaritana, devemos pedir ao Senhor: ‘… dá-me dessa água, para que não mais tenha sede’ (João 4:15). Este é o propósito da Sociedade de Socorro: ensinar a todas nós, na condição de filhas de Deus, como perceber e como pedir ao Senhor as coisas de que precisamos, para que não tenhamos mais sede. Lembrem-se da promessa do Profeta Joseph Smith de que por meio desta sociedade nós ‘nos regozijaremos, e conhecimento e inteligência fluirão.’”
— A falecida irmã Aileen H. Clyde, na época segunda conselheira na presidência geral da Sociedade de Socorro, conferência geral de outubro de 1995, “Qual é o propósito da Sociedade de Socorro?”
Gênesis 22
“Abraão construiu um altar, amarrou Isaque sobre ele e estava pronto para sacrificar seu único filho, mas sua mão foi detida e ele declarou, assim como o Senhor: ‘Eis-me aqui’ (Gênesis 22:11). Quantas vezes o Grande Eu Sou ou um de Seus profetas Se ofereceu, dizendo: ‘Eis-me aqui’?”
— Élder Jeremy R. Jaggi, Setenta Autoridade Geral, conferência geral de outubro de 2025, “De joelhos no altar”
“Irmãos e irmãs, Jesus Cristo é o nosso Bom Pastor perfeito. Porque Ele deu Sua vida por nós e agora está ressuscitado em glória, Jesus Cristo é também o Cordeiro de Deus perfeito.
“O Cordeiro de Deus sacrificial foi anunciado desde o princípio. O anjo disse a Adão sobre seu sacrifício: ‘É à semelhança do sacrifício do Unigênito do Pai’, que nos convida a ‘arrependermo-[nos] e [a invocarmos] a Deus em nome do Filho para todo o sempre’ (Moisés 5:7-8).
“O pai Abraão, que estabeleceu as bênçãos do convênio a todas as nações da Terra, vivenciou o que significava oferecer seu filho unigênito.
“‘Então falou Isaque a seu pai Abraão, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro …?
“‘Abraão respondeu: Deus proverá para si um cordeiro para o holocausto, meu filho’ (Gênesis 22:7-8).”
— Élder Gerrit W. Gong, do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de abril de 2019, “O Bom Pastor, o Cordeiro de Deus”

“Um relato de obediência que nos toca a alma foi o de Abraão e Isaque. Como deve ter sido doloroso e difícil para Abraão, em obediência ao mandamento de Deus, levar seu amado Isaque até a terra de Moriá para oferecê-lo em sacrifício. Podem imaginar como devia pesar o coração de Abraão ao viajar para o lugar designado? Sem dúvida, a angústia deve ter-lhe atormentado o corpo e lhe torturado a mente, ao amarrar Isaque, colocá-lo sobre o altar e pegar a faca para matá-lo. Com inabalável fé e implícita confiança no Senhor, ele atendeu ao mandamento do Senhor. Quão glorioso foi o pronunciamento e com que maravilhosa alegria foi recebido: ‘Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho’ (Gênesis 22:12).
“Abraão foi provado e testado, e por sua fidelidade e obediência, o Senhor lhe fez esta gloriosa promessa: ‘Em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz’ (Gênesis 22:18).
“Embora não nos seja pedido que provemos nossa obediência de modo tão drástico e aflitivo, também de nós é exigida a obediência.”
— O falecido Presidente Thomas S. Monson, na época Presidente da Igreja, conferência geral de abril de 2013, “A obediência traz bênçãos”
Gênesis 23
“Enquanto Abrão vagava por Canaã, a terra lhe foi prometida repetidas vezes. Contudo, quando Sara morreu, Abraão precisou comprar a caverna de Macpela para sepultá-la. Quão comoventes são as palavras de Abraão aos filhos de Hete, de quem ele comprou a caverna:
“‘Estrangeiro e peregrino sou entre vós; dai-me possessão de sepultura convosco, para que eu sepulte a minha morta de diante da minha face’ (Gênesis 23:4).
“A terra pertencia a Abraão por convênio, mas, perto do fim de sua vida, ele não possuía sequer um pedaço de terra suficiente para sepultar o corpo de Sara. …
“Abraão passou todos os seus dias vivendo de promessas, não apenas em relação à terra prometida, mas também em relação a uma posteridade prometida. Com o que poderia parecer uma cruel ironia, o Senhor prometeu repetidamente a Abrão uma posteridade tão numerosa quanto o pó da terra e as estrelas do céu. Ele também mudou seu nome para Abraão, que significa ‘pai de multidões’. No entanto, durante todo esse tempo, Abraão não tinha o herdeiro prometido; durante todo esse tempo, ele e Sara estavam envelhecendo. …
“Distorcemos as provações de Abraão, ou de qualquer outra pessoa, se as lermos a partir da confortável retrospectiva da história. Em vez disso, … devemos nos lembrar do medo e do tremor. Devemos fugir com Abrão de Harã, sem saber para onde íamos, com a eternidade como nossa rocha; devemos vagar com Abrão em Canaã, vivendo de promessas cada vez mais incríveis sobre a posse da terra e uma grande posteridade; devemos viajar com Abraão até o Monte Moriá, preparar o altar para Isaque e erguer a faca. Devemos, em suma, nos tornar ‘contemporâneos’ de Abraão em suas provações. Só então começaremos a entender por que Abraão é o pai dos fiéis, o modelo para todos aqueles que, como ele, morrem ‘na fé, sem terem recebido as promessas; porém, vendo-as de longe, e crendo nelas e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra’ (Hebreus 11:13).”
— John S. Tanner, então professor associado de Inglês na Universidade Brigham Young, no devocional da BYU de junho de 1992, “Um passo suficiente” [em inglês]“A terra pertencia a Abraão por convênio, mas, perto do fim de sua vida, ele não possuía sequer um pedaço de terra suficiente para sepultar o corpo de Sara.


