O presidente Junior Banza, presidente da Missão República Democrática do Congo Kinshasa Norte, e sua esposa e companheira de missão, a síster Annie Banza, têm trabalhado sem parar desde que chegaram à sede da missão, no final de junho, para sua designação.
“Não nos sentamos mais desde então, mas adoramos”, disse o presidente Banza.
Os Banzas retornaram a Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, para servirem como líderes de missão no país onde suas famílias são pioneiras de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Quarenta anos atrás, quando jovem, o presidente Banza foi a primeira pessoa a ser batizada dentro das fronteiras daquela nação da África Central. A síster Banza foi batizada cerca de seis meses depois.
A Igreja começou no país com três membros em 1986 [em inglês]. Agora, há cerca de 160.000 membros, sete missões, um centro de treinamento missionário, um templo dedicado [em inglês] e mais três casas do Senhor em construção ou em fase de planejamento.
“Na minha opinião, este é o maior milagre dos nossos dias”, disse o presidente Banza, emocionado. “O Senhor me deu um lugar na primeira fila para o Seu maior milagre.”

Último porta do sexto andar
Os pais do presidente Banza cresceram como membros ativos de uma fé diferente, e a igreja ofereceu ao seu pai uma bolsa de estudos para frequentar a universidade na Suíça. Mucioko e Régine Banza, com seus dois filhos pequenos, se mudaram para Genebra, onde os acontecimentos se encaixaram para que encontrassem o evangelho restaurado de Jesus Cristo.
Por exemplo, todos os dias o ônibus passava por um edifício com a inscrição “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”. Então, um amigo e colega de faculdade contou aos Banzas sobre um encontro com missionários da Igreja durante suas férias na Espanha.
Enquanto isso, dois missionários em Genebra, Suíça, élder Dixon Call e élder Todd Clement, haviam sido designados para a área onde os Banzas moravam. E algo aconteceu exatamente como descrito no discurso da conferência geral de outubro de 2016, intitulado “A última porta do quarto andar”, proferido por Presidente Dieter F. Uchtdorf, atual Presidente em Exercício do Quórum dos Doze Apóstolos.
Esses dois missionários já tinham visitado todos os prédios, mas sentiram a necessidade de voltar a um prédio específico e tentar novamente, disse o presidente Banza.
“Eles vieram ao nosso prédio e começaram de baixo para cima. Estávamos no sexto andar. Eles chegaram ao sexto andar, à última porta, e bateram”, disse ele. “Meu pai abriu a porta. Lá estavam dois missionários. ‘Quem são vocês?’ ‘Somos representantes de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.’ Não foi coincidência. Ele sabia que tinha que ouvir.”
Mucioko e Régine Banza foram batizados em Genebra dentro de dois meses, em 2 de outubro de 1979. Mas a bolsa de estudos foi cancelada logo em seguida. Sem ter como continuar os estudos, os Banzas e seus filhos pequenos retornaram a Kinshasa naquele mesmo mês.
São necessários 3 membros
De volta a Kinshasa, os pais do presidente Banza entraram em contato com famílias de santos dos últimos dias que trabalhavam na Embaixada dos EUA e conheceram Nkitabungi Mbuyi, que havia se filiado à Igreja na Bélgica, antes de retornar para Kinshasa.
Eles escreveram para a sede da Igreja pedindo ajuda para estabelecer a Igreja no país que, na época, era conhecido como Zaire. Finalmente, em 1986, tudo se encaixou para que a Igreja fosse reconhecida pelo governo.
A lei vigente na época determinava que, para que qualquer denominação religiosa fosse aceita, era necessário que pelo menos três membros congoleses daquela igreja assinassem o decreto para que o presidente do país autorizasse seu estabelecimento.
“E vejam só o que o Senhor fez. Eram três, exatamente o número necessário”, disse o presidente Banza: seus pais e Mbuyi.

O documento oficial foi assinado em 12 de abril de 1986, e o primeiro casal de missionários designado para o Zaire, o élder R. Bay Hutchings e a síster Jean Hutchings, começou a ensinar os dois filhos dos Banzas e outros.
No domingo, 1º de junho de 1986, o presidente Banza, na época com 14 anos, foi a primeira pessoa a ser batizada no país. Seu irmão mais novo o seguiu cinco minutos depois.
“Fui batizado em uma piscina, não muito longe de onde estou agora”, disse o presidente Banza no escritório da missão, em uma videochamada com o Church News. Após o batismo, eles seguiram para a casa de Mbuyi, onde se reuniam aos domingos na garagem, e foram confirmados como membros da Igreja.
Amigos se casam
A família da síster Annie Banza se filiou à Igreja em janeiro de 1987, após ser convidada por um amigo de um amigo que o pai do presidente Banza havia convidado. Assim, o presidente e a síster Banza cresceram com suas famílias se conhecendo e frequentemente pertencendo à mesma ala, distrito ou estaca, conforme a Igreja crescia e novas unidades eram organizadas.
O presidente Banza serviu uma missão de tempo integral na Missão África do Sul, como era então conhecida na época. Após seu retorno, a síster Banza se tornou uma das primeiras missionárias a servir na República Democrática do Congo, ela e outras duas missionárias formavam um trio servindo em Kinshasa.

Como amigos, o presidente e a síster Banza trocaram cartas enquanto ela servia em sua missão. Cada um estava namorando o melhor amigo do outro.
“Ela me disse na correspondência que as coisas não deram certo. E eu pensei: ‘As coisas não deram certo por aqui também’”, disse o presidente Banza. “E me lembro de que, um dia, estava lendo sua carta [e percebi] que ela estava bem ali na minha frente. Então escrevi para ela e disse: ‘Que tal nos casarmos?’”
Ele teve que esperar cerca de 10 dias para que ela respondesse. “Aquele foi o pedido de casamento mais louco”, disse ele. Mas ela aceitou, e o casamento aconteceu três meses depois que ela retornou de sua missão.
‘Eles amam o Senhor’
Há cerca de 26 anos, os Banzas se mudaram para os Estados Unidos, onde criaram seus três filhos. Quando foram chamados como líderes de missão, estavam prontos para servir em qualquer lugar do mundo.
“Quando recebemos a designação para o Congo, ficamos muito felizes em voltar para casa e estar com nossa família, nossos amigos e pessoas que conhecemos”, disse o presidente Banza.

O grande crescimento da Igreja no país tem sido empolgante de se ver, disse ele, mas também traz desafios. Muitos estão se unindo à Igreja por volta dos 19 ou 20 anos, servindo missão, retornando depois e se tornando líderes em novos ramos e novas alas.
“A liderança é tão nova; eles não têm experiência”, disse ele. “Mas eles amam o Senhor. São pessoas felizes. Amam o Senhor e amam a Igreja.”
Jovens adultos se reúnem nos edifícios da Igreja para estarem juntos, e casamentos estão acontecendo entre esses grupos de amigos.
A maioria dos missionários em sua missão atualmente vem do centro do país. Muitos são membros de primeira geração da Igreja e os únicos membros em suas famílias. Eles são muito fiéis e estão se unindo à Igreja e servindo missão em grande número, disse ele.
“É simplesmente incrível estar com eles, ver a fé que demonstram e testemunhar o amor que têm pelo Senhor.”






