Ao falar sobre as grandes reformas que estão prestes a começar no campus da BYU-Havaí, a voz do presidente John S.K. Kauwe III, presidente da universidade, ficou cheia de emoção.
“Quando penso em nossos alunos, o que eles devem levar de hoje é que são profundamente amados por seu Pai Celestial, por Presidente [Russell M.] Nelson e pelos líderes da Igreja, por todos os membros da Igreja que os apoiam vivendo fielmente em todo o mundo. Nossos alunos devem saber que são amados, valorizados e que têm grande capacidade de servirem no futuro”, disse o presidente Kauwe, durante a cerimônia dando início às obras de reforma na quinta-feira, 28 de agosto.
Uma brisa do oceano agitava as folhas de palmeira e as samambaias nativas, enquanto líderes da Igreja, da comunidade e da universidade, muitos adornados com colares de flores (leis) de cores brilhantes, se reuniam no campus de Laie, Havaí, para o evento.

A cerimônia marca o início da fase de construção de um projeto de cinco anos para renovar e revitalizar o coração do campus.
Quatro edifícios existentes, o David O. McKay Classroom Building, o Flag Circle, o Aloha Center e o McKay Faculty Building, serão demolidos e substituídos por cinco novos edifícios que possuirão salas de aula, escritórios, salas de conferência, um auditório, lojas, uma lanchonete, um centro de boas-vindas, uma agência dos correios, espaços de tutoria e espaços recreativos para os alunos.

Em vez de pás, os líderes receberam um bastão o’o, um bastão de escavação tradicional havaiano, plano e chanfrado em um dos lados, para revolverem a terra. Em uma entrevista após a cerimônia, o presidente Kauwe explicou que o solo do Havaí é tipicamente rochoso, repleto de silte duro e coral. O bastão o’o, feito de madeira dura, permite que a escavadeira cave entre as rochas e use uma alavanca para mover a terra.
Em seu discurso durante a abertura de terra, a presidente Camille N. Johnson, presidente geral da Sociedade de Socorro, representando o Comitê Executivo do Sistema Educacional da Igreja, falou sobre o simbolismo de se revolver a terra e convidou os ouvintes a também voltarem seus corações para o Senhor e Sua obra.
“Espero que este seja um momento de mudança de coração, em que possamos olhar para o futuro com fé e confiança de que estamos engajados na obra do Senhor”, disse ela.

Honrando o passado, se preparando para o futuro
Em sua mensagem, o presidente Kauwe falou sobre apresentar a proposta e o orçamento do projeto ao conselho de administração da universidade, que inclui a Primeira Presidência de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
A proposta foi aprovada por unanimidade, mas antes de passar para o próximo item da pauta, Presidente Russell M. Nelson interrompeu a reunião para anotar a data, 12 de fevereiro de 2025, 70º aniversário de quando Presidente David O. McKay, na época o Presidente da Igreja, realizou a abertura de terra da Church College of Hawaii [Faculdade da Igreja do Havaí], a antecessora da BYU-Havaí.

Presidente Nelson então destacou a importância do conselho aprovar a renovação da universidade para as gerações futuras naquele dia em especial.
“Fui tomado pelo Espírito”, relembrou o presidente Kauwe. “Não planejamos aquela data, mas foi significativa e linda. … O Profeta de Deus sabe o que está acontecendo aqui, se importa profundamente com o que está acontecendo aqui, incluindo reconhecer e honrar o que aconteceu no passado, e também a necessidade de avançarmos de maneiras belas e emocionantes.”

Durante seu discurso, R. Kelly Haws, comissário assistente do Sistema Educacional da Igreja, também citou a primeira abertura de terra, ocorrida há 70 anos. Presidente McKay ensinou que a faculdade estava sendo construída para ajudar os alunos a aprenderem e crerem nas coisas de Deus que o mundo precisa, disse Haws.
Presidente McKay descreveu aqueles que frequentariam a BYU-Havaí como “alunos nobres que desprezarão a violação da verdade”, disse Haws, acrescentando: “É isso que esta universidade produzirá”, disse Haws. “Eles serão líderes, e o mundo está ansioso por eles.”
A BYU-Havaí está atualmente limitada a 3.200 alunos, de acordo com as autorizações da cidade de Honolulu e do condado. Não há planos para aumentar este número, disse o presidente Kauwe.

Em vez disso, as melhorias ajudarão no propósito maior da BYU-Havaí, disse a presidente Johnson: “Isto é, formar discípulos fiéis e autossuficientes de Jesus Cristo que liderem e sirvam em suas comunidades.”
Enquanto a presidente Johnson falava, Kevin Schlag, vice-presidente de operações da BYU-Havaí, disse que se lembrou da parábola da pérola na caixa compartilhada pelo falecido Presidente Boyd K. Packer, na época Presidente em Exercício do Quórum dos Doze Apóstolos, quando o Centro de Conferências foi concluído em 2000.
Por mais animada que a comunidade do campus esteja com os belos edifícios e as melhorias, a parte mais importante será o que acontecerá dentro dos prédios, com “alunos confiantes aprendendo como podem viver e liderar. ... Então, por mais animado que eu esteja com os prédios, isso será ainda melhor para os alunos”, disse Schlag.




