PROVO, Utah — Élder Ronald A. Rasband se lembra de participar de cerimônias de hasteamento da bandeira quando era um jovem escoteiro. “Levávamos a tarefa a sério e treinávamos para que tudo saísse perfeito”, disse ele. Sua mãe lavava e passava seu uniforme para que, como guarda, porta-bandeira ou comandante da guarda de honra, “eu assumisse o papel e aprendesse o papel de um patriota.”
Agora membro do Quórum dos Doze Apóstolos, Élder Rasband se recorda de saudar a bandeira e recitar o Juramento de Fidelidade: “Prometo fidelidade à bandeira dos Estados Unidos da América e à república que ela representa: uma nação sob Deus, indivisível, com liberdade e justiça para todos.”
“‘Uma nação, sob Deus’”, repetiu ele no Marriott Center, no campus da Universidade Brigham Young, em Provo, Utah, no domingo, 28 de junho. “Essas palavras permaneceram em meu coração e em minha alma por todos esses anos.” Élder Rasband foi o palestrante principal do 2026 Patriotic Service of America’s Freedom Festival [Serviço Patriótico do Freedom Festival da América de 2026 – em inglês].
Citando 2 Crônicas 13:12, que diz que “Deus está conosco na dianteira”, Élder Rasband disse: “Jesus Cristo é o nosso capitão. Nós O reverenciamos, amamos e confiamos que Ele defenderá o plano do Pai. Isso inclui preservar esta terra prometida, a ‘terra escolhida entre todas as outras terras’ (Éter 2:10), para a grande revelação do evangelho nos últimos dias.”
Ele acrescentou que “esta terra prometida é um degrau para a vida eterna, para a presença de Deus, o Pai, e Jesus Cristo, se vivermos fielmente. É por isso que é chamada de terra prometida. É por isso que amamos nosso país. É por isso que amamos nosso Senhor e Salvador.”
Uma terra prometida ‘preservada para um povo justo’
No Jardim do Éden, “naquilo que hoje consideramos o coração da América”, Deus, o Pai, e Seu Filho Amado visitaram Adão e Eva e lhes ensinaram o evangelho, disse Élder Rasband.
Sua posteridade acabou se tornando tão iníqua que o Senhor purificou a terra com água. A superfície “se dividiu em grandes continentes, separados por oceanos, tudo para proteger o que estava destinado a ser a terra prometida, ‘que o Senhor Deus preservara para um povo justo’ (Éter 2:7)”.
Algum tempo depois, o Senhor trouxe os jareditas para esta terra sagrada e declarou: “Todos os que habitassem esta terra da promissão, daquele tempo em diante e para sempre, deveriam servir a [E]le, o verdadeiro e único Deus, ou seriam varridos quando sobre eles caísse a plenitude de sua ira” (Éter 2:8).
Embora inicialmente justos, os jareditas eventualmente se tornaram extremamente iníquos, destruindo a nação. Este padrão é visto ao longo do Livro de Mórmon. Depois que Leí e sua família foram levados para a terra prometida, seus descendentes oscilaram entre retidão e iniquidade por mil anos, culminando na destruição do povo por causa da iniquidade.
“A família de Adão e Eva, os jareditas e os nefitas não conseguiram manter a disposição de ‘querer o bem a alguém’”, disse Élder Rasband, se referindo à definição de “amor” de São Tomás de Aquino. “Deus os colocou na terra prometida, o cenário perfeito, mas o maligno se insinuou e assumiu o controle.”
Deus governa os assuntos de Seus filhos
Em 28 de junho de 1787, coincidentemente “há exatos 239 anos”, o Congresso Continental se reuniu para redigir a Constituição. Pouco progresso havia sido feito nas semanas anteriores, com opiniões divergentes impedindo acordos.
Benjamin Franklin, um dos Pais Fundadores, “se levantou de seu assento em meio a um debate acalorado, e pediu ao Congresso que orasse pedindo orientação divina. Ele lembrou aos presentes que, quando o movimento começou a romper com a Inglaterra, tudo começou com uma oração, uma prática que ainda hoje faz parte de nosso Congresso”, disse Élder Rasband.
Franklin disse [em inglês] ao Congresso: “Quanto mais vivo, mais provas convincentes vejo desta verdade: que Deus governa os assuntos dos homens. E se um passarinho não pode cair em terra sem que Ele perceba, é provável que um império possa surgir sem a Sua ajuda?”
Em seu primeiro discurso [em inglês]como o primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington também agradeceu ao Todo-Poderoso: “Nenhum povo pode ser obrigado a reconhecer e adorar a mão invisível, que conduz os assuntos dos homens, mais do que [o povo] dos Estados Unidos.”
Ame ‘seu país e seus valores’
Em uma carta de 1775 [em inglês], Washington escreveu: “Uma espécie de destino... me lançou neste serviço. Espero que minha incumbência nele tenha o propósito de servir a algum propósito bom.”
Esse “propósito bom”, disse Élder Rasband, era a Restauração do evangelho de Jesus Cristo. Em 1820, “a Restauração foi colocada em movimento” depois que Deus, o Pai, e Jesus Cristo apareceram em visão e falaram a Joseph Smith.
Sobre os Estados Unidos, Élder Rasband disse: “Aqui, nosso Senhor quis que a liberdade se estabelecesse para que o arbítrio pudesse prosperar. Aqui, o evangelho lançaria raízes e se ramificaria com verdades para abençoar milhões. Por desígnio divino, sempre foi assim.”
Ele citou o Presidente da Igreja, Dallin H. Oaks, que em 2022 escreveu [em inglês]: “Os ensinamentos baseados na fé em Deus, seja qual for a definição, sempre contribuíram para ações morais que beneficiam toda a nação. Isso continuará acontecendo enquanto as pessoas religiosas amarem e servirem ao próximo como expressão de seu amor por Deus.”
Todos enfrentam resistência, ressentimento, hostilidade e cinismo, disse Élder Rasband, e a liberdade religiosa está sob ataque.
“Se a religião não estiver presente para ajudar a moldar o caráter e a superar momentos difíceis, quem estará?”, perguntou ele. “Quem ensinará honestidade, gratidão, perdão e paciência? Quem demonstrará caridade, compaixão e bondade aos esquecidos e oprimidos?”
Élder Rasband concluiu prestando testemunho de Jesus Cristo e de “Seu notável amor” demonstrado por meio de Sua Expiação. “Eu os abençoo com amor sincero e permanente por todas as pessoas, amor por seu país e seus valores e, acima de tudo, amor por Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo.”
Reflexões sobre as liberdades dos EUA
Celeste Galbraith, de Orem, Utah, disse ao Church News que sentiu o amor do Pai Celestial ao mesmo tempo em que reconhecia as liberdades que Ele nos concedeu. “Os Estados Unidos sempre serão especiais porque é Deus quem dirige nossos assuntos”, disse Galbraith, nascida nas Filipinas. “Temos que confiar em Deus, e Ele está lá para nos guiar.”
Ela acrescentou: “Somos muito abençoados por estarmos nesta terra, onde temos liberdade religiosa, onde somos livres para praticarmos nossa fé.”
Tony Nisse, de Provo, Utah, apreciou a declaração de Élder Rasband de que as liberdades disponíveis nos EUA vêm do Senhor.
“Sempre senti, mesmo antes de me filiar à Igreja na adolescência, que os Estados Unidos eram especiais”, disse Nisse. “Agora sinto a responsabilidade de ensinar aos meus filhos... a importância especial do que os EUA representam.”
