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Irmão J. Scott Nixon: Como o homem paralítico, podemos incluir todos nas atividades dos jovens

A comunicação aberta entre pais/responsáveis, líderes e jovens pode resolver desafios e promover a inclusão no planejamento de atividades, escreve o irmão Nixon

Disponível em:Inglês

Recentemente, conheci a mãe de um rapaz que expressou preocupação com o interesse cada vez menor do filho, em participar de atividades para os jovens.

J. Scott Nixon é membro do conselho consultivo geral dos Rapazes. | The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints

Ela explicou que ele não pode participar de muitas das atividades, incluindo um acampamento que está por vir, devido a limitações físicas. A percepção do rapaz era de que aqueles que planejam as atividades não se importam com ele. O rapaz não esperava que os outros jovens mudassem tudo para acomodá-lo.

No entanto, ele ainda queria acampar, mesmo que não fosse possível participar de todas as atividades, como a caminhada de um dia inteiro. A mãe estava preocupada que o desinteresse do filho em participar pudesse levá-lo à inatividade em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Meu primeiro pensamento depois de ouvir a situação foi a bela história encontrada em Lucas 5, sobre o homem paralítico que não conseguia entrar no lugar lotado onde o Salvador estava ensinando.

Vários de seus amigos fizeram um buraco no teto para poderem baixar o homem em sua cama até onde Cristo pudesse ministrá-lo. Foram necessárias várias pessoas para que isso acontecesse. Exigiu criatividade e coordenação, mas aconteceu, e o homem foi levado ao Salvador.

O homem atingido pela paralisia é baixado para a sala para ser curado por Jesus em um vídeo da Bíblia.
Nesta cena dos Vídeos da Bíblia, um homem paralítico é baixado do teto para a sala onde Jesus se encontrava, para ser curado. | The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints

Pensem no que vocês podem fazer em seus quóruns e classes, para ajudarem todos a se envolverem e desempenharem um papel ativo.

Compartilhei com esta mãe um site que pode ajudar os líderes e os jovens de sua ala: disability.churchofjesuschrist.org. Também incentivei um membro do bispado e outros líderes adultos e jovens envolvidos com os rapazes, a se comunicarem com o filho. Eles podem não estar cientes das opções disponíveis, como ter um membro da família presente no acampamento e atender às suas necessidades, mas ainda assim permitir que ele participe das atividades. As presidências de quórum também podem ser solicitadas a sugerirem variações nas atividades que permitiriam que este rapaz participasse da diversão.

A chave para o sucesso é a comunicação aberta entre todos, e a disposição de não apenas ouvirem as necessidades do rapaz, mas também trabalharem em conjunto em um plano que atinja os objetivos do grupo de jovens, e ainda permita que cada rapaz esteja o mais envolvido possível.

Frequentemente podemos encontrar oportunidades para jovens ministrarem a outros rapazes de forma amorosa e atenciosa. Estas experiências podem ter implicações transformadoras para a vida dos nossos jovens. Reservem um tempo para convidarem deliberadamente os jovens a ministrarem outros.

À direita, Zach Carter ajuda Dakota "D.J." Parker durante uma caminhada em Kanarra Falls, logo ao sul de Cedar City, Utah, em julho de 2016.
À direita, Zach Carter ajuda Dakota "D.J." Parker durante uma caminhada em Kanarra Falls, ao sul de Cedar City, Utah, em julho de 2016. | Provided by Tanalyn Parker

A Ala Mount Mahogany 6, em Pleasant Grove, Utah, sabe como fazer isto. Dakota “DJ” Parker, um membro do quórum, sofre de paralisia cerebral e espasticidade muscular, mas adora estar ao ar livre com outros rapazes de sua ala.

Ao planejarem uma atividade de grande aventura, DJ e seus pais, Matt e Tanalyn Parker, se reuniram com a liderança da ala e dos Rapazes, assim como com outros membros do quórum, para discutirem a melhor forma de envolverem DJ nas atividades. Isto exigia que Matt e outros líderes ou rapazes caminhassem lado a lado, ou na frente e atrás, de DJ durante as trilhas. Houve momentos em que ele foi literalmente carregado nas costas por outros.

Refletindo sobre a experiência incrível que todos tiveram durante esta atividade, Tanalyn Parker disse: “Inclusão não é uma instituição de caridade ou um serviço especial. Trata-se de reconhecer que cada pessoa já pertence, não pelo que pode ou não fazer, mas porque é filho de Deus. Nosso papel é oferecer apoio e enxergar a pessoa, não a deficiência. A inclusão convida à empatia, à compaixão e ao amor cristão. Ela pode fortalecer todo o grupo.”

Ao planejarmos acampamentos e outras atividades para nossos jovens, lembremos que, por meio da comunicação aberta e honesta entre pais/responsáveis, líderes e jovens, podemos encontrar soluções para os desafios específicos que podemos ter em nossos quóruns.

O irmão J. Scott Nixon é membro do conselho consultivo geral dos Rapazes.

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