Jessica Chamberlain ficou emocionada ao chegar ao topo do Kings Peak, o pico mais alto de Utah, e assistir ao quarto e último grupo de moças da Estaca Centerville Utah Norte chegar ao topo da montanha.
“Fiquei com lágrimas nos olhos ao perceber o quanto todas essas meninas se esforçaram para chegarem ao topo”, disse Chamberlain, que serve como presidente das Moças da estaca. “Cada uma das moças e líderes chegou ao topo. Foi um momento lindo.”
Durante três dias e duas noites, de 31 de julho a 2 de agosto, as 23 moças e 20 líderes adultas carregaram mochilas, caminharam e escalaram rochas, passando por campos de pedras e áreas pantanosas até o cume, 4.123 metros acima do nível do mar, nas remotas Montanhas Uinta, e depois as desceram.
Algumas foram rápidas, outras mais lentas, algumas acharam que não foi tão ruim, e outras acharam que foi uma das coisas mais difíceis que já fizeram. Elas tiveram que lidar com a doença da altitude, bolhas nos pés e outros problemas.
Mas mesmo com essas dificuldades, “a atitude geral do grupo era de positividade, felicidade, encorajamento e uma sensação de certeza de que conseguiríamos chegar ao cume”, disse Chamberlain.
As moças, seus pais e líderes compartilharam o que esta conquista significou para elas e como se aproximaram de Jesus Cristo e do Pai Celestial por meio desta experiência.

Jesus Cristo pode carregar o fardo
No primeiro dia, as jovens caminharam cerca de 13 quilômetros, desde o começo da trilha Henry’s Fork, até o acampamento base, perto do Lago Dollar. Naquele dia, cada uma delas carregava uma mochila pesada e cheia, o que dificultou a caminhada. No segundo dia, quando subiram de 19 a 21 quilômetros até o cume, elas deixaram suas mochilas cheias para trás e levaram uma mochila menor com comida e água.
As mochilas mais leves tornaram a jornada muito mais fácil, explicou Sarah Scott, de 18 anos.
“Às vezes, na vida, carrego pesos e fardos que não preciso carregar. Cristo já carregou esse peso por meio da Sua Expiação e, por causa Dele, não preciso carregar meus fardos sozinha”, disse ela.

Deixar sua mochila mais pesada para trás fez Kenzie Dennis, de 12 anos, pensar em Jesus Cristo também.
“Ele está sempre disposto a carregar nossas mochilas. A trilha ainda era muito difícil, mas teria sido muito mais difícil se tivéssemos tido que carregar nossas mochilas. Nossa vida ainda terá problemas, mas se deixarmos o Salvador entrar, Ele aliviará nossa carga”, disse ela.
Às vezes, ela pensava que a trilha era um tanto “feia e difícil”. Mas então, ao olhar ao redor e para trás, percebia como era linda. “Às vezes, na vida, não percebemos a beleza das coisas porque são difíceis, mas se reservarmos um tempo para reconhecer o Salvador em nossa vida, podemos ver como ela realmente é linda”, disse Kenzie.
Sua irmã, Kayla Dennis, de 14 anos, disse que no começo não queria fazer a caminhada. “Mas estou muito feliz por ter feito isto, porque desenvolvi uma conexão mais forte com Cristo.”
Seus pais também estavam na trilha e descobriram uma emergência familiar em casa. Eles ficaram em dúvida se deveriam continuar ou voltar para casa.
“Oramos juntos e tivemos um forte sentimento de que tudo ficaria bem”, disse Kayla. “Estou feliz por termos ficado, porque aprendi mais sobre quem eu realmente sou e do que sou capaz. Foi realmente uma das melhores experiências que já tive.”
Toda a experiência foi uma lição para Jaydee Webb, de 18 anos, sobre paciência e confiança no plano de Deus.
“Tive que ser paciente comigo mesma enquanto subia a montanha e ter paciência com a trilha, confiando que, mesmo que não pareça no momento, eventualmente chegarei ao topo.”
Ao olhar para trás, ela viu o quão longe havia chegado. “Deus nos ama tanto que nos dá desafios para que possamos nos tornar mais fortes do que jamais imaginamos ser possível.”

Camille Taylor, de 16 anos, disse que seu testemunho de que o Pai Celestial se importa com ela foi fortalecido.
“Quando eu cair e cometer erros, Ele me levantará e me ajudará a seguir em frente. Ele conhece meus medos e lutas, por mais insignificantes que pareçam. Meu Pai Celestial não me deixa desamparada; Ele está comigo”, disse ela.
Unidade: ‘Caminhem juntos’
Os 43 participantes, incluindo jovens, pais e líderes da estaca Centerville Norte, foram divididos em quatro grupos para caminharem juntos.
Emma Fullmer, de 18 anos, sentiu união em seu grupo porque elas permaneceram juntas e apoiaram umas às outras.
“Uma lição que aprendi foi que Deus quer que nos acheguemos a Ele, mas Ele não quer que façamos isso sozinhos”, disse ela. “Espiritualmente, precisamos de nossos irmãos e irmãs, e eles precisam de nós. Somos mais fortes quando elevamos aqueles ao nosso redor, assim como Cristo eleva cada um de nós.”
Sua irmã, Elizabeth Fullmer, de 16 anos, não achava que elas chegariam ao topo sozinhas.
“Sei que foi através de cada um e de Deus que todos nós chegamos ao cume em segurança e [depois] descemos.”

Este tema foi uma das lições mais impactantes que Caroline Beckstrom, de 18 anos, aprendeu durante um devocional na trilha.
“‘Se você quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá acompanhado’, e isso não poderia ser mais verdadeiro”, disse ela. “Esta viagem ajudou a fortalecer meu relacionamento com as moças e meu Pai Celestial, e eu não poderia pedir um grupo melhor para ir junto.”
Antes da caminhada, Camille Taylor disse que estava nervosa com a ideia. Ela não conhecia muitas pessoas e não queria ficar sozinha. Mas as jovens que ela conhecia perceberam suas preocupações e a confortaram, e ela fez muitas novas amizades e fortaleceu relacionamentos.
“Eu não estava sozinha. O Pai Celestial estava cuidando de mim”, disse ela.
Alegria, positividade e apoio
A diretora do acampamento da Estaca Centerville Utah Norte, Baely Smith, concordou com as afirmações de outros de que a caminhada havia sido desafiadora. Mas ela disse que foi uma experiência transformadora e edificante, que as aproximou do Salvador. E as jovens agora sabem que podem enfrentar desafios.
“Foi desconfortável, exaustivo mental e fisicamente, mas também sentimos muita alegria e felicidade trabalhando juntas para alcançarmos nosso objetivo, torcendo umas pelas outras e sentindo o amor de Deus por meio de orações respondidas e crescimento jubiloso”, disse Smith.

Ava Smith, de 16 anos, viu a alegria que vinha de todas ajudando e apoiando umas às outras.
“Isso me lembrou do quanto Deus nos ama, do quanto somos abençoados por vivermos em um mundo tão lindo e de como a vida é verdadeiramente incrível. O que tornou tudo ainda mais especial foi ver um atributo cristão em cada pessoa ali. Isso transformou a experiência em algo inesquecível.”
Sua irmã, Mia Smith, de 18 anos, disse: “Meu testemunho se fortaleceu muito ao ver essas moças superando suas próprias dificuldades para chegarem ao topo, ao mesmo tempo que perceberam outras que estavam passando por dificuldades e imediatamente as incentivaram.”
A atitude e mentalidade das outras moças impactaram Lillian Hilton, de 17 anos.
“Kings Peak não foi fácil, mas no momento em que parei de me concentrar no que me incomodava, ficou muito mais fácil. Ajuda se você se cercar de pessoas que irradiam positividade, como nesta caminhada.”
‘Estas moças são capazes e fortes’
Como presidente das Moças da estaca, Chamberlain disse que, durante o processo de planejamento do acampamento deste ano, sentiu fortemente que a estaca poderia realizar uma trilha mais longa e desafiadora. Ela apresentou um plano, rota, cronograma e outros detalhes à presidência da estaca, que “apoiou totalmente a ideia e foi fundamental para que tudo corresse bem e sem problemas”, disse ela.
A fé no Pai Celestial e em Jesus Cristo, Sua orientação e uma mentalidade positiva aumentaram a capacidade do grupo, disse Chamberlain, e fizeram toda a diferença.
O presidente da estaca, seu primeiro conselheiro e respectivas esposas também participaram da caminhada. Presidente Daniel J. Wadley, presidente da Estaca Centerville Utah Norte, disse que foi incrível e gratificante ver as moças, suas líderes e pais se unirem e se ajudarem mutuamente a chegar ao topo.
“Assim como em nossa experiência de vida, em vários momentos algumas foram fortes, enquanto outras tiveram dificuldades, mas as jovens seguiram suas líderes e se uniram para garantir que todas chegassem ao topo e descessem em segurança”, disse o presidente Wadley. “Essas moças são capazes e fortes, e estão sendo preparadas para iluminarem o mundo com sua fé.”
Jennifer Webb, mãe de Jaydee, treinou com a filha para conseguirem completar a rigorosa caminhada. Ela disse que cada pessoa tinha um obstáculo que poderia tê-la impedido de participar da caminhada: doença da altitude, dedo do pé quebrado, joelho machucado, medo extremo de altura, bolhas e muitos outros. Mas todas conseguiram chegar ao cume. “Nenhuma moça ou líder ficou para trás.”
Ela disse que a experiência abriu os olhos das líderes para a possibilidade de realizarem este tipo de atividade para moças e mulheres. Embora o cume seja chamado de Kings Peak [Pico do Rei], elas comemoraram renomeando sua conquista para “Queens Peak” [Pico da Rainha].
“Essas moças e mulheres são fortes. Fizemos algo inédito. Todas as moças e mulheres do nosso grupo majoritariamente feminino, chegaram ao topo. Muitas orações foram feitas. Deus é a nossa força”, disse Webb.
O pai de Mia e Ava Smith, Dustin Smith, disse que, como “pai de menina”, ele estava muito animado para fazer a caminhada com duas de suas filhas.
“Há algo [mágico] em estar na natureza, que faz você sentir o amor de nossos pais celestiais de uma forma tão real. Estou muito orgulhoso de cada jovem, porque todas chegaram ao topo. Foi um momento tão emocionante e especial.”

