Quando o élder Areff Segovia foi chamado para servir na Missão Costa do Marfim Yamoussoukro, ele percebeu que ensinar o evangelho de Jesus Cristo ao povo de Conacri, na Guiné, exigiria alguma inovação.
A religião predominante no país é o Islã, e o trabalho missionário tradicional, como visitas de porta em porta, é proibido, explicou o presidente Serge A. Zadi, presidente da Missão Costa do Marfim Yamoussoukro.
A determinação do élder Segovia em compartilhar o evangelho, contudo, não diminuiu.
Em vez disso, ele recorreu à sua criatividade e usou o EnglishConnect, um programa de aprendizado de inglês oferecido por A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, como forma de iniciar conversas significativas com pessoas da comunidade.

Embora suas lições fossem focadas no ensino do inglês, o objetivo final do élder Segovia era compartilhar o evangelho com o povo de Conacri, na Guiné. Impulsionado por esse propósito, ele começou a trabalhar.
Às quintas-feiras à noite, as pessoas da comunidade se reuniam na capela onde o élder Segovia ensinava.
“Eu desenhava e criava estruturas verbais, mas fazia isso no papel. Eu as escrevia no papel e depois as passava para o quadro-negro.”
Mas as conversas com os moradores locais durante suas aulas logo revelaram que as crianças estavam aprendendo mais espanhol do que inglês na escola, o que o levou a aproveitar o interesse pelo idioma.
Incentivado por seu pai e seu companheiro, o élder Segovia utilizou o EnglishConnect para ensinar à comunidade sua língua nativa, o espanhol.

Ele usou o material do EnglishConnect como um modelo, traduzindo-o do inglês para o espanhol para organizar os planos de lição no dia anterior à aula que ele e seu companheiro ministrariam.
Seus esforços provaram ser eficazes.
Ao final de cada lição, as pessoas o agradeciam.
“Consegui impactar vidas”, disse o élder Segovia.
Ele disse que se sente grato pela forma como as lições o ajudaram e também àqueles a quem ensinou.
Encontrar força através do serviço
O desejo do élder Segovia de servir uma missão culminou quando ele experimentou e sentiu, em seu coração, que “o evangelho traz felicidade”.
Esse desejo o fez lembrar do profeta Leí, que, depois de comer do fruto em sua visão, experimentou “imensa alegria” (1 Néfi 8:12).
Assim como Leí desejou que sua família compartilhasse do mesmo fruto e experimentasse as bênçãos do evangelho, o élder Segovia se sentiu compelido a seguir esse exemplo por meio do serviço missionário.
“Isso me motivou a servir uma missão para pregar o evangelho com os talentos que o Senhor me deu”, disse ele.
Mas esse senso de propósito também veio acompanhado de desafios.
Élder Segovia descreveu seu serviço em Guiné como “verdadeiramente uma das áreas mais difíceis da missão.”

“Vindo do Peru, nunca imaginei que um dia viria para a África, e ninguém tinha experiência na África para me preparar para esta missão. Mas meu desejo me trouxe até aqui”, disse ele.
Ele refletiu sobre suas próprias dificuldades iniciais ao aprender francês quando começou sua missão, observando que levou alguns meses para se sentir confortável com o idioma.
Contudo, em meio às dificuldades, foi durante seu serviço na Guiné que seu testemunho do evangelho e do Salvador cresceu. Élder Segovia percebeu que, confiando no Espírito e em seus talentos, ele poderia impactar muitas vidas.
Ele atribuiu seu sucesso ao dom de línguas e aos talentos com que Deus o abençoou.
Segovia relembrou um momento durante sua segunda experiência ensinando espanhol, quando um amigo que assistia à sua aula expressou sua gratidão por seu ensino. Ao final da lição, o amigo o agradeceu.
Esse gesto simples deu ao élder Segovia a disposição para continuar trabalhando arduamente.
Dos dons ao bom trabalho
O presidente Zadi reconheceu a fé dos missionários na Missão Costa do Marfim Yamoussoukro, afirmando que “cada um deles trouxe um dom especial”.
Apesar das dificuldades inerentes ao serviço missionário, o presidente Zadi disse que os missionários optam por “esquecerem de si mesmos”, reconhecendo as pessoas ao seu redor e a necessidade que elas têm do evangelho.
Ele disse que costuma lembrar os missionários de que o Pai Celestial os abençoou com talentos individuais e os encoraja a usá-los para magnificarem o amor de Deus por Seus filhos.
“Se o seu talento é sorrir, continue sorrindo. Se o seu talento é para a música, você pode cantar. Use qualquer talento que você tenha, como o élder Segovia fez com o espanhol, para convidar as pessoas ao conhecimento do evangelho”, disse o presidente Zadi.

