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Como líderes da Igreja estão aconselhando santos dos últimos dias no Oriente Médio enquanto ataques continuam

Presidente da Área Oriente Médio/África Norte afirma que os membros estão vivendo com fé, não com medo, e Centro da BYU em Jerusalém diz que alunos estão mais seguros permanecendo onde estão

Disponível em:Inglês | Espanhol

Nota: Este relatório foi publicado pela primeira vez no site deseret.com [em inglês].

Alguns voluntários de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias servindo no Oriente Médio queriam permanecer onde estavam quando o Irã começou a lançar mísseis contra os países onde estavam servindo.

Eles partiram esta semana, após receberem orientações de líderes da Igreja de que sua região não era suficientemente segura.

A Igreja está adotando uma abordagem pragmática para aconselhar seus membros, voluntários e funcionários na Área Oriente Médio/África Norte. Alguns foram realocados ou voltaram para casa, mesmo antes dos primeiros ataques. Outros estão abrigados em suas residências. Outros ainda foram aconselhados a tomarem decisões individualmente.

“Nossas orações são por todos na região”, disse Élder Anthony D. Perkins, Setenta Autoridade Geral, que preside a área e supervisiona os assuntos da Igreja na região há mais de oito anos.

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A presidência de área supervisiona uma região que abrange 21 nações e territórios. A Igreja tem membros em 14 desses países e tinha voluntários servindo em 11 deles até o início dos ataques recentes.

Não houve relatos de membros da Igreja, casais voluntários de serviço ou funcionários feridos, disse Élder Perkins, que recebe atualizações diárias.

A abordagem da Igreja para manter a segurança de seus membros e voluntários reflete a política de segurança do governo dos Estados Unidos. Embora o Departamento de Estado tenha emitido uma recomendação geral para que os americanos evacuassem grande parte do Oriente Médio, ele também solicitou que as pessoas seguissem as orientações da embaixada americana em cada país.

Em diversos países, incluindo Israel, as embaixadas emitiram alertas recomendando que as pessoas permaneçam onde estão, em vez de evacuarem a região. É por isso que os alunos, professores e funcionários do Centro da Universidade Brigham Young em Jerusalém, por exemplo, permanecem em uma área segura da cidade equipada com abrigos antibombas.

A Igreja não tem missionários na região porque tem acordos para que não façam o proselitismo em países muçulmanos ou em Israel, disse Élder Perkins. Em vez disso, ela conta com voluntários de serviço, que são casais, que prestam serviço humanitário ou apoiam alas e ramos locais.

A Igreja está facilitando o deslocamento de voluntários e funcionários que decidem partir e podem fazê-lo em segurança. Alguns foram transferidos para o Egito, que não foi alvo dos ataques mais recentes.

Apenas 20% dos santos dos últimos dias na região são americanos. Muitos são filipinos. Os membros da Igreja trabalham na maioria das embaixadas dos EUA na região, disse Élder Perkins.

O Departamento de Estado ordenou que os funcionários não essenciais da embaixada dos EUA deixassem a área. Eles foram orientados a tomarem decisões individualmente, com base nas exigências de seus empregadores e de acordo com suas circunstâncias pessoais.

Outros santos dos últimos dias trabalham em bases militares dos EUA ou para outros interesses internacionais.

A Igreja ofereceu orientações aos seus membros em geral, durante as reuniões sacramentais realizadas nesta sexta-feira, em vez do domingo, como ocorre em todo o Oriente Médio.

“Comunicamos aos santos que a Igreja está muito preocupada com sua segurança e bem-estar, e que estamos orando por eles”, disse Élder Perkins. “Comunicamos que prestamos contas diariamente aos líderes [seniores da Igreja] e que forneceremos orientações, conforme as recebermos da embaixada local ou da segurança da Igreja.”

“No fim das contas, eles devem seguir o Espírito em relação às suas próprias circunstâncias e ao que fazem ou deixam de fazer. Não achamos que seja a função da Igreja obrigar os membros a ficarem ou saírem.”

Élder Perkins disse que conversou nas últimas 24 horas com cada um dos presidentes de estaca e de distrito da região, cada um responsável por várias congregações.

“A maioria dos membros está encarando isso com um espírito de fé e não com um espírito de medo”, disse Élder Perkins, relatando o que lhe foi dito. “Para alguns deles, que estão lá há 20 anos, aquele lugar realmente se tornou seu lar, e eles já passaram por [conflitos] antes.”

A Igreja divulgou um comunicado [em inglês] no sábado, 28 de fevereiro, após o início das hostilidades.

Estudantes da BYU apreciam o pôr do sol em Israel, no Centro da BYU em Jerusalém, no sábado, 22 de abril de 2023. | Jeffrey D. Allred, Deseret News

“A segurança e o bem-estar das pessoas são sempre prioridade em uma situação deste tipo”, afirmou o comunicado. “Esta região é o lar de milhares de membros da Igreja.”

Como o Centro da BYU em Jerusalém está protegendo os estudantes

O Centro da BYU em Jerusalém divulgou uma atualização sobre a segurança na quarta-feira, 4 de março, reiterando sua decisão de manter alunos e funcionários em abrigos no local. O plano foi compartilhado com os alunos do centro e com seus pais por videoconferência na terça-feira.

“Nossa principal prioridade é a segurança dos alunos”, disse o comunicado.

O centro está localizado em uma área segura da cidade, cercado por locais considerados sagrados pelos muçulmanos. O centro também dispõe de ampla segurança e está equipado com abrigos e salas seguras.

De acordo com os comunicados de segurança do centro, um fragmento de estilhaço, parte de um míssil interceptado por um sistema de defesa, caiu nas dependências do centro durante o fim de semana, enquanto os alunos estavam em abrigos.

“Os estilhaços não conseguem penetrar nos abrigos”, afirmou um dos comunicados do centro. “Todos no centro estiveram nos abrigos e salas seguras do centro durante esses ataques contra alvos em outras partes de Israel. Normalmente, eles permanecem em um abrigo de 20 a 30 minutos, o tempo entre a sirene que sinaliza o lançamento de mísseis no Irã, direcionados a Israel, e a sirene de cessar-fogo ao final do ataque.”

O comunicado mais recente afirma que os especialistas em segurança da BYU acreditam que permanecer no local é a opção menos arriscada, melhor do que evacuar de ônibus para o Cairo, no Egito, ou para Amã, na Jordânia, porque o Irã lançou mísseis em áreas urbanas a oeste de Jerusalém, colocando em risco as viagens.

O comunicado também afirma que permanecer no local permite que os alunos continuem seus estudos e que está seguindo as orientações do governo dos EUA.

“Embora um funcionário do Departamento de Estado tenha instado todos os americanos no Oriente Médio a evacuarem para o Cairo ou Amã, em um comunicado na segunda-feira”, a declaração também disse que “a Embaixada dos EUA em Jerusalém encorajou seus funcionários a permanecerem em seus locais de trabalho.”

“Da mesma forma, o governo de Israel encorajou os israelenses com passaportes americanos ou de outros países a permanecerem em seus abrigos. E em um pronunciamento por volta do meio-dia de terça-feira [horário de Jerusalém], o embaixador Mike Huckabee também pediu aos cidadãos americanos em Israel que permanecessem em seus abrigos locais.”

A vista do Centro da BYU em Jerusalém, no Monte Scopus, no leste da cidade, é apresentada nesta foto de arquivo. | Mark A. Philbrick, BYU
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