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Sydney Walker: A mensagem atemporal de perdão que o Black 14 compartilhou no Hall da Fama do Futebol Americano Universitário

Durante um painel de discussão com três membros do Black 14, um dos participantes perguntou como eles conseguiram se livrar da raiva e da amargura

ATLANTA, Geórgia — Enquanto Craig Summers ouvia os membros do Black 14 compartilharem sua história no Hall da Fama do Futebol Americano Universitário, em 6 de fevereiro, ele pensou em seu pai, que faleceu há 20 anos, e na amargura que seu pai carregava.

Summers, morador de Alpharetta, Geórgia, e pai de três filhos participou, a convite de um amigo, da exibição do curta-metragem “The Black 14: Healing Hearts and Feeding Souls” [Black 14: Curando corações e alimentando almas – em inglês], produzido por estudantes da Universidade Brigham Young, e do subsequente painel de discussão no Hall da Fama.

Quando o moderador abriu a discussão com Mel Hamilton, John Griffin e Tony McGee às perguntas do público, Summers foi o primeiro a levantar a mão.

Summers disse aos ex-jogadores, que jogaram futebol americano pela Universidade de Wyoming em 1969, que seu pai jogou pela Universidade de Illinois em 1963 e cresceu em Evanston, ao norte de Chicago.

“Muita dor”, disse Summers sobre a experiência de seu pai. “Quando minha mãe e ele queriam um apartamento em Evanston, eles não foram aceitos porque eram negros. Ele carregava essa amargura. … Acho que em grande parte isso matou meu pai. … Acho que grande parte dessa raiva estava nele.”

Durante um painel de discussão no Hall da Fama do Futebol Americano Universitário em Atlanta, Geórgia, em 6 de fevereiro de 2024, Craig Summers pergunta aos membros do Black 14, Tony McGee, John Griffin e Mel Hamilton, como eles conseguiram abandonar a raiva que sentiram depois de serem expulsos do time de futebol americano da Universidade de Wyoming em 1969.
Durante um painel de discussão no Hall da Fama do Futebol Americano Universitário em Atlanta, Geórgia, em 6 de fevereiro de 2024, Craig Summers pergunta aos membros do Black 14, Tony McGee, John Griffin e Mel Hamilton, como eles conseguiram abandonar a raiva que sentiram depois de serem expulsos do time de futebol americano da Universidade de Wyoming em 1969. | Tiffany Bird, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

Summers perguntou aos membros do Black 14 como eles conseguiram deixar de lado sua própria amargura.

Hamilton foi o primeiro a responder. “Com toda a honestidade, não consegui esquecer imediatamente”, disse ele.

“Na verdade, não deixei a raiva passar até que John [Griffin] e eu estávamos discutindo como iríamos ajudar nossas comunidades. E Deus trabalha de maneiras misteriosas. Eu não assisti a um jogo de futebol americano por 20 anos, estava com muita raiva. Então esta oportunidade apareceu. Deus disse que era a hora. Era hora de deixar para lá.

“Tinha que ser Deus, porque, até fico emocionado agora, foi tão intenso que me sufocou”, continuou Hamilton. “Eu não pude fazer nada. Então eu voltei para o Black 14 e, de repente, a raiva sumiu. E tudo o que eu buscava era: ‘Como posso ajudar os outros?’ …

“Eu não pensei sobre isso; simplesmente aconteceu. Isso é tudo que posso lhe dizer. Simplesmente aconteceu. E estou feliz que tenha acontecido.”

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Griffin disse que ficou com raiva por uma década. Então ele teve o que descreveu como “uma daquelas revelações”. “Eu disse: ‘Por que continuo abrigando essa raiva se não posso mudar a história? Já aconteceu.’ Então fiz um esforço discreto para mudar minha perspectiva sobre o que aconteceu comigo.”

Em 1982, 13 anos depois de ser expulso do time, Griffin visitou a Universidade de Wyoming e assistiu a um jogo de futebol americano. “Foi difícil”, disse ele, “mas valeu a pena para mim, porque foi um passo purificador para mim.”

McGee disse que o telefonema mais difícil que ele já fez foi para sua mãe, em 1969, para dizer que havia perdido sua bolsa de futebol americano.

“Não esqueci nada disso”, disse McGee sobre o que passou. Mas ele conseguiu canalizar para algo positivo, ajudando os necessitados [em inglês].

“Toda a dor pode não ter desaparecido e todo o amor pode não estar aqui, mas estamos progredindo e fazendo isso acontecer”, acrescentou ele.

Uma placa do lado de fora do Hall da Fama do Futebol Americano Universitário em Atlanta, Geórgia, anuncia uma exibição do filme e painel de discussão envolvendo o Black 14, em 6 de fevereiro de 2024.
Uma placa do lado de fora do Hall da Fama do Futebol Americano Universitário em Atlanta, Geórgia, anuncia uma exibição do filme e painel de discussão envolvendo o Black 14, em 6 de fevereiro de 2024. | Tiffany Bird, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

Após o término do debate, encontrei Summers na plateia e agradeci-lhe por fazer uma pergunta tão importante. Ele me disse que era próximo do pai e que superar a raiva é algo em que ele frequentemente pensa por causa de coisas que aconteceram em sua vida e na vida de seus filhos

“Mas eu creio, e acredito que você tem que fazer o que esses homens fizeram. Você tem que deixar isso para lá,” disse Summers.

“É fácil ser consumido e permitir que isso faça você odiá-los, odiar isso e justificar nossa raiva. Mas esta é uma lição contínua para mim pessoalmente, e para mim como pai. … Penso que é uma mensagem atemporal.”

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Ao refletir sobre as observações de Summers e como estes membros do Black 14 foram capazes de se livrar da raiva, me lembrei do que o Presidente da Igreja, Presidente Russell M. Nelson, ensinou sobre o perdão:

“Quando escolhemos perdoar os outros, permitimos que o Senhor remova o veneno de nossa alma. Permitimos que Ele cure e abrande nosso coração, para que vejamos o próximo, especialmente aqueles que nos feriram, como filhos de Deus e como nossos irmãos e irmãs. …

“Prometo que, ao perdoarem”, continuou Presidente Nelson, “o Salvador os aliviará da raiva, do ressentimento e da dor. … Graças a Ele, vocês podem vivenciar a alegria e o milagre do perdão.”

Como disse Summers, é uma mensagem atemporal.

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