LJUBLJANA, Eslovênia — Depois de ouvir os missionários da Missão Adriático Norte cantarem durante seu ministério na Europa Central no ano passado, a presidente Camille N. Johnson, presidente geral da Sociedade de Socorro, disse: “A música é o seu superpoder”.
Este poder foi plenamente manifestado neste mês de maio, quando missionários na Sérvia, Eslovênia e Croácia se apresentaram para membros da comunidade com a cantora irlandesa Alex Sharpe, do renomado grupo musical feminino irlandês Celtic Woman.
A série de concertos contou com três apresentações: em 9 de maio em Belgrado, Sérvia; em 10 de maio em Liubliana, Eslovênia; e em 11 de maio em Zagreb, Croácia.
Sharpe cresceu em uma cidade na Irlanda onde ela e sua família eram os únicos membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
“Foi um pouco difícil, porque éramos um tipo de anomalia. Mas mesmo sendo um pequeno grupo de membros da Igreja na Irlanda, éramos fortes”, disse ela a um repórter de televisão esloveno.
Antes de se tornar uma cantora profissional, Sharpe, que já se apresentou com o Coro do Tabernáculo e a Orquestra na Praça do Templo, para a RootsTech e em muitas outras produções da Igreja, era agente de viagens. Depois que muitos de seus clientes visitaram países como a Sérvia e Croácia, ela disse: “Eles nunca mais pareciam querer ir a nenhum outro lugar, então isso despertou minha curiosidade e me fez querer visitar algum dia.”
Esse dia chegou quando os líderes da Missão Adriática Norte [em inglês], presidente Brian Cordray e síster Angie Cordray, a convidaram para se apresentar com seus missionários.
“Aproveitei imediatamente a chance”, disse Sharpe.
Para seu desalento, as cordas vocais de Sharpe ficaram inflamadas quando ela chegou à Croácia, fazendo com que pensasse que não se sentiria bem o suficiente para se apresentar. O presidente Cordray enviou uma mensagem urgente a todos os missionários, dizendo: “Chamado à ação agora mesmo. Por favor, parem o que estiverem fazendo e unam-se a nós em oração.”
Em um movimentado dia de transferência, os missionários pararam e oraram pela recuperação de Sharpe, enquanto eles viajavam pelos cinco países da missão: Montenegro, Bósnia, Sérvia, Croácia e Eslovênia. No dia seguinte, ela começou a se recuperar.
“Nunca tive tantas pessoas orando por mim”, disse Sharpe.
Élder Quinlin Haglund, um missionário de Connecticut servindo na Croácia, acompanhou Sharpe no piano e cantou com ela no coro.
“Trabalhar com Alex foi uma experiência encantadora, e ver tudo se unir foi muito gratificante”, disse Haglund. “Fomos abençoados com milagres, mas o maior milagre foi a rápida recuperação de Alex de sua doença.”
Vanda Poje, uma amiga da Igreja que assistiu à apresentação, disse que Sharpe e os missionários tinham um brilho especial. Os participantes comentaram que Sharpe tinha uma voz e uma presença angelicais, e quando ela começou a cantar, eles se sentiram atraídos por sua mensagem e voz.
“Foi encantador, como um conto de fadas”, disse Dragan Simenov, membro do Ramo de Ljubljana na Eslovênia.
Sharpe disse que espera que sua música ofereça aos ouvintes um alívio aos desafios da vida.
“Meu objetivo é sempre levar o ouvinte em uma jornada comigo. Não gosto que eles sintam que estou cantando para eles", disse ela. “Eu me esforço para ajudá-los a sentir que a apresentação é uma experiência compartilhada, e que estamos todos compartilhando e conectando nossas histórias de vida — os altos, os baixos, as coisas que nos fazem rir e chorar.”
Síster Millie Unsworth, uma missionária de South Jordan, Utah servindo em Belgrado, Sérvia, acompanhou Sharpe no violino e cantou no coro. Ela disse que fazer o trabalho missionário desta maneira singular tem sido um ponto alto de sua missão.
“Alex Sharpe é uma pessoa linda por dentro e por fora, e uma cantora maravilhosa”, disse Unsworth. “A luz que ela compartilhou com nossa missão trouxe entusiasmo aos nossos países, fortaleceu testemunhos e ajudou a trazer aqueles presentes a Cristo.”
Sharpe disse a um repórter esloveno que ela acredita que a música prepara a alma de uma pessoa para receber o evangelho de Jesus Cristo.
“É minha crença pessoal que a música existia antes de virmos à terra”, disse ela. “Acredito que os seres humanos respondem tão profunda e intensamente à música, porque nossos espíritos se lembram dela. Também acho que é um dom que nos foi dado para edificar, confortar, trazer alegria e nos ajudar a nos expressar.”
Assista ao vídeo “Faith of our Fathers” [Fé de nossos pais] de Sharpe na RootsTech de 2023 on-line.
— Irmã Laurie Snow Turner é missionária sênior na Missão Adriático Norte e diretora assistente de comunicação.