Salome Strom nasceu e cresceu em Há’alaufuli, Vava’u, no Reino de Tonga. Ela cresceu cantando “Folofola Mai ‘a Sīsū” (“Vinde a Mim”, diz Jesus) no hinário tonganês de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Quando ouviu um coro multicultural [em inglês] cantar o hino durante a conferência geral de outubro de 2025, ela chorou.
“Honestamente, eu estava entre os inúmeros tonganeses que ficaram maravilhados e choraram de alegria quando o coro cantou a música tonganesa em inglês”, disse ela. “A tradução para o inglês e os sons estão impecavelmente sincronizados com os vocais ao longo de todo o refrão.”
Koloneita Male, segundo conselheiro no bispado da Ala Trenton (tonganês), na Estaca Grand River Missouri, disse que “’Vinde a Mim’, diz Jesus” é uma daquelas canções que quase todas as famílias tonganesas conhecem, assim como “Sou um Filho de Deus” para os falantes nativos de inglês.
“‘Folofola Mai ‘a Sīsū’ é um hino muito querido que ocupa um lugar especial em nossos corações”, disse ele.
O hino foi escrito por um pioneiro tonganês [em inglês] chamado Tēvita Tuliakiono, que estava entre os primeiros que se filiaram à Igreja em Nuku’alofa, Tonga, em 1916.
Todas as semanas, ele caminhava quase 5 quilômetros pela ilha para ir à Igreja. Em 1920, quando um hinário tonganês foi publicado, seis dos hinos de Tuliakiono foram incluídos, entre eles “Folofola Mai ‘a Sīsū”.
O capítulo sobre este hino [em inglês] na Biblioteca do Evangelho explica que as primeiras edições do hinário tonganês não incluíam qualquer forma de notação musical, pois as melodias e harmonias eram transmitidas oralmente. Então, em 1973, um novo hinário adotou o Tu’ungafasi, um sistema tonganês de notação musical que utiliza números em vez de notas em uma pauta. Isso possibilitou que os santos dos últimos dias em Tonga aprendessem e cantassem os hinos.
“’Vinde a Mim’, diz Jesus” foi adicionado ao último lote de hinos de “Hinos — Para o Lar e para a Igreja”, em setembro.
Cantar este hino, que foi traduzido para muitos idiomas para o novo hinário global, é uma experiência “profundamente comovente e feliz”, escreveu Strom ao Church News.
“É mais do que apenas uma tradução; é um testemunho de que a fé, a devoção e a voz de uma bela e pequena nação insular podem agora edificar membros da Igreja em todo o mundo”, disse Strom.
Ouça esta música aqui.
Cantando e construindo união
Strom, que mora com o marido e cinco filhos no Ramo Avalon (tonganês), Estaca Wellington e Hutt Nova Zelândia, disse que o hino carrega um espírito especial para o ramo porque seus membros vêm de origens diferentes.
“Quando cantamos juntos, isso nos une. É como um testemunho compartilhado de que todos nós confiamos no Salvador e que Ele é verdadeiramente o Caminho para cada um de nós.”

Male também sente um profundo senso de união quando este hino é cantado no lar ou na Igreja.
“A harmonia, a maneira como os homens cantam o baixo e como as vozes de todos se misturam, é uma bela lembrança de que estamos unidos como uma família, uma ala e até mesmo uma vila”, disse Male.
Ouvir o hino em inglês é como dizer: “Estamos todos unidos, na Terra e um pouquinho no céu também”, disse ele. E em qualquer idioma, “isso traz à mente a ideia de como as canções podem ser cantadas no céu, nos conectando a todos em espírito.”

A família Strom canta a música em tonganês em noites familiares, encontros de família, eventos escolares e no carro, enquanto vão à Igreja, escola e ao Templo de Hamilton Nova Zelândia [em inglês]. Segundo Strom, a canção os relembra de permanecerem firmes em Jesus Cristo, pois a verdadeira paz e direção vêm somente por meio Dele, ela convida a todos a “entrarem no aprisco”.
Strom é grata pela Igreja em todo o mundo cantar as palavras que antes eram conhecidas apenas em tonganês. E ela sente que isso conecta sua família e seu ramo de língua tonganesa com os santos dos últimos dias em todo o mundo.
“Isso me lembra que o Senhor valoriza cada cultura, cada pessoa e cada oferta de adoração”, disse ela. “Sinto como se um pedaço de casa tivesse sido incorporado à família mundial de santos, testificando que o evangelho realmente abrange todas as nações, tribos, línguas e povos.”


