Quando Patrick e Anne-Marie Gérard se mudaram de Versalhes, França, para Utah, em 2021, a adoração aos domingos se tornou difícil.
Patrick Gérard falava um pouco de inglês por ter servido em uma missão para A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias nos Estados Unidos. O único outro idioma de Anne-Marie Gérard era o italiano.
“O primeiro ano foi meio difícil”, disse Patrick Gérard. “Eu estava orando ao Pai Celestial e lhe disse: ‘O que posso fazer para ajudar minha esposa a participar da discussão?’”
Essa oração eventualmente levou à criação do que hoje é a única ala de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias de língua francesa nos Estados Unidos.
Estabelecido em fevereiro de 2025, o Ramo Lehi 35 (Francês) cresceu rapidamente, à medida que membros em Utah buscavam oportunidades de adorar em seu idioma nativo. Em nove meses, o ramo havia crescido o suficiente para se tornar uma ala: a Ala Lehi 35 (Francês), da Estaca Lehi Utah Central.

Patrick Gérard disse que, com frequência, ouvia membros expressarem gratidão pelo novo ramo. Durante as reuniões sacramentais, vários membros compartilharam testemunhos de que haviam orado por uma congregação de língua francesa.
“Quando outros membros dizem que oraram por um ramo, um ramo de língua francesa, isso significa muito”, disse Gérard.
Como uma das duas unidades de língua francesa em Utah, a congregação reflete a diversidade cultural da Igreja. Ramos de língua francesa também são encontrados no Arizona, Texas, Kentucky, Ohio e Maryland.
Os membros trazem consigo uma variedade de culturas, tradições e experiências, enquanto compartilham uma linguagem comum de adoração. Isso proporciona uma oportunidade de aprenderem, servirem e compartilharem a fé em um idioma que faz com que se sintam em casa.
Jaron Mutombo, originalmente da República Democrática do Congo, se juntou à congregação em fevereiro de 2025 e logo aceitou o chamado para ser o segundo conselheiro da nova presidência do ramo. Ele disse que adorar em francês fortaleceu sua capacidade de se conectar aos ensinamentos do evangelho e de compartilhar seu testemunho.
“Adorar em francês é uma bênção”, disse ele. “Eu cresci na Igreja falando francês. Como santos dos últimos dias, temos um vocabulário particular para expressarmos sentimentos; ajuda muito ser ensinado em um idioma que entendemos melhor.”
Mutombo disse que frequentar a Igreja em uma língua desconhecida pode causar um sentimento de isolamento. Muitas pessoas nessa situação podem sair logo após as reuniões porque têm dificuldade em se conectar com os outros.

Ele disse que a ala francesa proporciona uma experiência diferente.
Pessoas que não têm muito em comum se reúnem para adorar a Deus e, logo após a reunião, se conectam de maneira significativa como irmãos e irmãs no Senhor, disse Mutombo. “Reunimo-nos regularmente para garantir que todos sejam vistos e valorizados.”
O francês é falado em toda a Europa, na África, América do Norte, Caribe e em várias ilhas do Pacífico Sul, resultando em diferentes sotaques, dialetos e tradições culturais entre os membros do ramo.
Apesar dessas diferenças, Daryl Lee, bispo da ala, disse que os membros são unidos por um desejo comum de adorar e servir em uma língua que lhes é familiar.
O bispo Lee descreve uma “força de atração magnética” para a ala e frequentemente pensa em Doutrina e Convênios 90:11, ao ajudar os membros de todo o mundo a se reunirem todas as semanas.
“Pois acontecerá nesse dia que todo homem ouvirá a plenitude do evangelho em sua própria língua e em seu próprio idioma”, diz a escritura.
Para Gérard, a ala representa uma resposta a uma oração feita há anos em nome de sua esposa. O que começou com o desejo de ajudar uma pessoa a se sentir incluída, se transformou em uma congregação onde mais de 150 santos dos últimos dias de língua francesa, vindos de todo o mundo, podem adorar, servir e se sentir parte de uma comunidade.

