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Trabalhar no local do templo de Harare leva à conversão e ao serviço no templo

Trabalhadores da construção e manutenção do Templo de Harare Zimbábue aceitaram o evangelho e estão entre os primeiros a servirem no templo

Disponível em:Inglês | Espanhol | Francês

HARARE, Zimbábue — Kilford Shereni ajudou a levar água para o terreno do Templo de Harare Zimbábue [em inglês]. Seu trabalho ali, por sua vez, ajudou a trazer a “água viva”, o evangelho de Jesus Cristo e suas muitas bênçãos, para sua vida.

Shereni é uma das várias pessoas cuja introdução [À] Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias começou com a participação na construção da casa do Senhor em Harare, no Zimbábue. Essas introduções levaram, primeiro, às conversões e, mais recentemente, após a dedicação do templo em 1º de março, às ordenanças, convênios e bênçãos do templo.

Kilford Shereni está nos terrenos do Templo de Harare Zimbabwe.
Kilford Shereni posa para uma foto no lado de fora do Templo de Harare Zimbábue, no dia da dedicação do templo no domingo, 1º de março de 2026. | Jeffrey D. Allred, for the Deseret News
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“Entrar no templo para minha investidura, depois de ter sido dedicado, foi uma experiência poderosa e emocionante”, disse Shereni, cuja primeira experiência no templo ocorreu apenas dois dias após a dedicação, em 1º de março, sendo ele um dos primeiros a realizar ordenanças na casa do Senhor em Harare. “Senti uma profunda paz, reverência e proximidade com Deus.”

“Saber que eu havia participado da construção do templo tornou aquele momento ainda mais especial para mim. Senti como se não estivesse apenas entrando em um lugar sagrado, mas em um lugar que eu havia ajudado a preparar para o Senhor. Isso fortaleceu meu testemunho e meu compromisso de viver os convênios que fiz ali.”

Kilford Shereni, à esquerda, trabalha no sistema de irrigação do Templo de Harare Zimbabwe.
Kilford Shereni, à esquerda, trabalha no sistema de irrigação do Templo de Harare Zimbabwe, em 20 de agosto de 2024. | Elizabeth Anderson

Ele esteve no local do templo pela primeira vez em novembro de 2023, se tornando rapidamente responsável pela instalação dos sistemas de irrigação e aspersão no terreno de 2,7 hectares do templo.

“Foi um momento especial, porque pude ver que algo importante estava acontecendo. Pouco tempo depois, em março de 2024, comecei a me reunir com os missionários e a aprender mais sobre a Igreja.”

Shereni foi contatado pela primeira vez por missionários no local do templo e começou a ser ensinado lá.

Kilford Shereni interrompe seu trabalho nos terrenos do Templo de Harare, Zimbábue, para juntar-se às missionárias que estavam recolhendo lixo.
Kilford Shereni, ao centro, interrompe seu trabalho nos terrenos do Templo de Harare Zimbábue, para posar para uma foto com as missionárias que estavam recolhendo lixo no terreno, em 19 de novembro de 2024. | Elizabeth Anderson

Entre aqueles que ajudaram a ensiná-lo e a outros trabalhadores no local do templo, assim como entre os que já concluíram seu serviço na Missão Zimbábue Harare, estão Bruce e Elizabeth Anderson, de Mendon, Utah, que serviram como missionários do templo no local da construção, e missionários de proselitismo, como Loryn Stoddard, de Provo, Utah, e Emily Hoffman, de Ogden, Utah.

Shereni disse: “Senti-me entusiasmado e, à medida que continuava a aprender, comecei a ter a sensação de paz e propósito. Os ensinamentos dos missionários tocaram meu coração e pude sentir que o que eles compartilhavam era verdade. Aprender sobre o templo tornou tudo ainda mais significativo, porque me pareceu um lugar de esperança e de conexão com Deus.”

O Templo de Harare Zimbabwe.
O Templo de Harare Zimbábue no sábado, 28 de fevereiro de 2026. | Jeffrey D. Allred, for the Deseret News

Ele foi batizado em 1º de setembro de 2024 pelo então élder Bruce Anderson, e Shereni descreveu como “um momento muito importante e espiritual em minha vida, no qual me senti purificado, renovado e comprometido em seguir Jesus Cristo.”

Ele e sua esposa, Tsitsi Mlilo, são pais de um filho, Nokutenda, de 15 anos. “Eles são uma grande alegria na minha vida”, disse Shereni sobre sua esposa e filho, “e parte da minha motivação para permanecer firme no evangelho.”

Kilford Shereni e sua esposa e filho.
Da esquerda para a direita, Kilford Shereni; sua esposa, Tsitsi Mlilo; e seu filho, Nokutenda, de 15 anos, são fotografados em 18 de agosto de 2024, em Harare, Zimbábue. | Elizabeth Anderson

Os missionários guardam boas lembranças de Shereni e de sua conversão, mantendo contato via WhatsApp e até mesmo se reencontrando quando retornaram para a casa aberta e dedicação do templo de Harare.

“Foi aqui que ele sentiu algo diferente e teve o desejo de aprender sobre o significado deste belo edifício e sobre o que acontece lá dentro”, disse Stoddard, que retornou a Harare no final de janeiro e se reencontrou com Shereni durante a casa aberta do templo.

Kilford Shereni, ao centro, e sua esposa, Tsitsi, estão acompanhados por Loryn Stoddard na casa aberta do Templo de Harare, Zimbábue.
Kilford Shereni, ao centro, e sua esposa, Tsitsi, foram acompanhados por Loryn Stoddard, uma missionária retornada, durante a casa aberta do Templo de Harare Zimbábue, em 31 de janeiro de 2026. | Provided by Loryn Stoddard

“Quando ensinávamos ou conversávamos com Kilford, era possível ver a Luz de Cristo em seus olhos. Ele tem um desejo imenso de seguir nosso Salvador. Através dele, pude compreender melhor o poder espiritual da casa do Senhor, a importância da humildade e da disposição para aprender.”

Hoffman, de Ogden, que começou a ensinar Shereni depois que a data de seu batismo havia sido marcada, concordou. “Sua bondade, benevolência e esperança paciente são verdadeiras representações do caráter de Cristo. … Sua história reflete a alegria no Senhor e a persistência no evangelho, apesar dos altos e baixos da vida.”

Três homens estão do lado de fora do Templo de Harare, Zimbábue.
Kilford Shereni, à esquerda, posa para uma foto do lado de fora do Templo de Harare Zimbábue, no dia em que entrou na casa do Senhor em 3 de março de 2026. Ele estava acompanhado por Bruce Anderson, ao centro, e pelo bispo Evans Chitiyo, da Ala Harare, em Harare, Zimbábue. | Elizabeth Anderson

Os Andersons compartilharam o Livro de Mórmon com muitos dos trabalhadores da construção do templo. “Eles ficaram profundamente tocados pelo relato da terna visita do Salvador às pessoas do Hemisfério Ocidental. O amor, a compaixão e o ministério pessoal que Ele demonstrou deixaram uma impressão duradoura em seus corações”, disse Bruce Anderson.

“Kilford, em particular, ficou profundamente comovido por esta história sagrada e obteve um poderoso testemunho da realidade deste evento. Seu testemunho do amor do Salvador se tornou profundamente enraizado, e ele sinceramente deseja, em todas as coisas, fazer o que é agradável ao Salvador.”

Kilford Shereni, ao centro, está com a família e amigos no kamusha da família — que significa "lar" ou "origem" na língua Shona.
Kilford Shereni, ao centro, está com a família e amigos no kamusha da família, que significa "lar" ou "origem" na língua Shona, em Mutoko, Zimbábue, em 14 de setembro de 2024. | Elizabeth Anderson

Shereni ainda trabalha no complexo do templo de Harare, agora como jardineiro, cuidando dos jardins com plantas, arbustos e árvores de origem local, como as flores de ave-do-paraíso na entrada do templo e os garapuvus e jacarandás que ladeiam o caminho até ele.

Porém, ele não foi o único a conhecer o evangelho e a Igreja de Jesus Cristo por ter trabalhado na construção do templo. Reginald Magocha começou há quatro anos como motorista de caminhão-caçamba para a empreiteira que construía o templo, enquanto seu irmão, Laxon Magocha, trabalhava como chefe para equipe no local.

Reginald Magocha, que trabalha como motorista de caminhão pequeno, é fotografado do lado de fora do Templo de Harare Zimbábue durante sua construção.
Reginald Magocha, que trabalha como motorista de caminhão pequeno, é fotografado do lado de fora do Templo de Harare Zimbábue, durante sua construção. | Elizabeth Anderson

Assim como Shereni, os irmãos conheceram o evangelho de Cristo e se converteram a ele, ajudando, então, a ensinar e integrar parentes e amigos, disse Elizabeth Anderson, acrescentando que Reginald Magocha exemplifica o ditado “cada membro um missionário.”

Ele e sua esposa, Eunice, têm compartilhado fielmente o evangelho com familiares e vizinhos, ajudando a levar mais de 35 entes queridos às águas do batismo, disse Anderson.

Flores de ave do paraíso no Templo de Harare Zimbábue.
As aves do paraíso são fotografadas nos jardins do Templo de Harare Zimbábue no sábado, 28 de fevereiro de 2026. | Jeffrey D. Allred, for the Deseret News

“Como resultado de seu dedicado discipulado, duas famílias foram seladas no templo e cinco adultos receberam suas bênçãos no templo”, disse Anderson, que retornou a Harare com o marido para a dedicação do templo e para os primeiros dias de funcionamento da nova casa do Senhor.

“Que alegria testemunhar a paz, as bênçãos e a felicidade que o evangelho de Jesus Cristo trouxe a esta família notável e humilde, verdadeiros santos no Zimbábue, cuja fé e exemplo brilham intensamente para que outros os sigam.”

O Templo de Harare Zimbabwe.
O Templo de Harare Zimbábue, na manhã de sábado, 28 de fevereiro de 2026. | Jeffrey D. Allred, for the Deseret News

E sobre o local do templo, onde Shereni e os irmãos Magocha percorreram pela primeira vez os caminhos de construção antes de iniciarem um caminho eterno de fé, ordenanças e convênios, Reginald Magocha disse: “Tem sido um trabalho muito bom e um lugar muito bom para recebermos bênçãos.”

Os missionários ensinaram Magocha no canteiro de obras e em sua casa: “Eles vinham e me ensinavam, para me ajudar a entender o evangelho de Jesus Cristo, a aceitar a palavra e me ajudar a ser batizado”, disse ele.

Reginald Magocha e sua esposa, Eunice, são fotografados no dia de seu casamento civil.
Reginald Magocha e sua esposa, Eunice, são fotografados no dia de seu casamento civil em Harare, Zimbábue. | Elizabeth Anderson

Receber o sacerdócio ocorreu logo após o batismo, permitindo realizar ordenanças, sendo o sacramento a primeira delas. “E agora estou batizando outras pessoas e as ensinando a virem à Igreja.”

Reginald e Eunice Magocha receberam sua investidura e foram selados como família no templo com seus três filhos: Beatriz, de 15 anos, Blessing, de 8, e Anderson Jr., de 1 ano.

O Templo de Harare, Zimbábue.
O Templo de Harare Zimbábue na noite de sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026. | Jeffrey D. Allred, for the Deseret News

E Reginald Magocha continuou a trabalhar no local da casa do Senhor, muito tempo depois da conclusão da construção do templo, servindo como voluntário em tarefas de segurança e ajudando a mover cadeiras e outros móveis para dentro do templo e da capela adjacente, para a casa aberta e dedicação do templo.

“O templo é a casa do Senhor, e para mim o templo é uma grande bênção”, disse Magocha, em pé naqueles mesmos jardins verdes e exuberantes em Harare, Zimbábue, em 1º de março, pouco depois da dedicação do templo. “Agora eu realmente sei que a palavra de Deus é boa para mim.”

Kilford Shereni é fotografado com Bruce e Elizabeth Anderson do lado de fora do Templo de Harare, Zimbábue.
Kilford Shereni, ao centro, é fotografado com Bruce e Elizabeth Anderson, do lado de fora do Templo de Harare Zimbábue, em 3 de março de 2026. | Provided by Elizabeth Anderson
Elder Bruce Anderson e Kilford Shereni estão ao lado de uma árvore jovem nos terrenos do Templo de Harare, Zimbábue.
Élder Bruce Anderson, à esquerda, e Kilford Shereni posam para uma foto ao lado de uma árvore recém-plantada nos terrenos do Templo de Harare Zimbábue, em 17 de setembro de 2024. | Elizabeth Anderson
Os participantes aguardam a dedicação do Templo de Harare, Zimbábue.
Os participantes aguardam a dedicação do Templo de Harare Zimbábue no domingo, 1º de março de 2026. | Jeffrey D. Allred, for the Deseret News
O Templo de Harare Zimbábue.
O Templo de Harare Zimbábue, ao pôr do sol na sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026. | Jeffrey D. Allred, for the Deseret News
Paul e Pamela Guveya visitam o exterior do Templo de Harare, Zimbábue, após sua dedicação.
Paul e Pamela Guveya, co-presidentes do comitê para a casa aberta e dedicação do templo, conversam nos jardins do Templo de Harare Zimbábue, após ter sido dedicado no domingo, 1º de março de 2026. | Jeffrey D. Allred, for the Deseret News
Os participantes deixam a dedicação do Templo de Harare, Zimbábue.
Participantes deixam o Templo de Harare Zimbábue, após ter sido dedicado no domingo, 1º de março de 2026. | Jeffrey D. Allred, for the Deseret News
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