Ao longo dos anos, o irmão David J. Wunderli disse que já lhe foi perguntado qual conselho daria para ajudar um recém-formado a ter sucesso. “Minha resposta é sempre a mesma: ‘trabalhe em seu caráter.’”
Sejam gratos, desenvolvam uma forte ética de trabalho, sejam justos, sejam honestos e sejam gentis em todas as circunstâncias e em cada interação.
“Se fizerem isso, as oportunidades surgirão. Em outras palavras, criem o melhor produto e ele se venderá sozinho, criem a ‘sua’ melhor versão e tudo dará certo”, assegurou o irmão Wunderli, primeiro conselheiro na presidência geral dos Rapazes, aos formandos da Universidade Brigham Young-Idaho na quinta-feira, 23 de julho.
Cerca de 2.800 formandos, juntamente com seus amigos e familiares, se reuniram no I-Center em Rexburg, Idaho, para a cerimônia de formatura da tarde.
Em seu discurso, o irmão Wunderli encorajou a turma deste ano a desenvolver um caráter semelhante ao de Cristo.
“Onde quer que vocês cheguem, o denominador comum de sua influência sobre outras pessoas e organizações será o seu caráter. As responsabilidades que vocês assumirem serão menos importantes do que os seus relacionamentos com outras pessoas e o caráter que vocês desenvolverem”, disse o irmão Wunderli aos formandos.
Ele compartilhou várias coisas importantes no processo de desenvolvimento de um caráter semelhante ao de Cristo.
As palavras importam
Como ensinou Élder Ronald A. Rasband, do Quórum dos Doze Apóstolos, na conferência geral de abril de 2024, “as palavras importam”, disse o irmão Wunderli aos formandos.

Os formandos podem optar por utilizarem palavras que aproximem as pessoas de Jesus Cristo. O profeta Leí, do Livro de Mórmon, teve um sonho que ensina que, ao se apegarem às palavras de Cristo, as pessoas são conduzidas ao Seu amor, observou o irmão Wunderli.
“Nossas palavras refletem nosso verdadeiro caráter. Quão abençoados somos nós que, graças ao dom do arbítrio e à Expiação de Cristo, nosso caráter pode mudar. Podemos desenvolver um caráter semelhante ao de Cristo. Podemos ‘[agir] por [nós] mesmos e não para [recebermos] a ação’” (ver 2 Néfi 2:26).

O foco importa
O irmão Wunderli observou que testemunhou tanto grande felicidade quanto grande tristeza entre os ricos e os pobres.
O falecido Presidente Russell M. Nelson ensinou: “A alegria que sentimos tem pouco a ver com as circunstâncias de nossa vida e tem tudo a ver com o enfoque de nossa vida. ... A alegria vem Dele e por causa Dele. Ele é a fonte de toda alegria” (“Alegria e sobrevivência espiritual”, conferência geral de outubro de 2016).

A gratidão importa
Certo dia, quando era um jovem missionário caminhando pelas ruas empoeiradas de Belo Horizonte, Brasil, o irmão Wunderli e seu companheiro viram um jovem com graves deformidades físicas descer de um ônibus e se locomover sobre um skate improvisado. Nas costas, ele carregava uma mochila contendo uma escova de engraxar sapatos, graxa para sapatos e alguns panos, lembrou o irmão Wunderli.
Este jovem, Samuel, tinha 17 anos e era um dos 11 filhos de um casal. Enquanto engraxava sapatos, ele sorria sinceramente e expressava sua gratidão por poder contribuir para as necessidades de sua família.
“Samuel encontrou a felicidade no trabalho, apesar das circunstâncias quase impossíveis”, disse o irmão Wunderli. “Ele me ensinou como o poder de uma atitude de gratidão pode transcender até mesmo as circunstâncias mais desafiadoras.”

A intenção justa importa
O irmão Wunderli disse que aprendeu que, na jornada para nos tornarmos mais semelhantes a Cristo, “nossa intenção importa.”
Em Seu sermão da montanha, o Salvador ensinou: “Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; de outra forma, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 6:1-2).
O irmão Wunderli perguntou: “Em nossos relacionamentos com as outras pessoas, compartilhamos conversas com a intenção de impressioná-las ou de abençoá-las? Falamos com a intenção de lhes trazer consolo, encorajamento e amor, ou para buscar elogios e aceitação?”
Em sua carta aos Coríntios, o Apóstolo Paulo escreveu: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria” (1 Coríntios 13:1-3).

A intenção justa, nascida do amor a Deus e ao próximo, está no cerne do desenvolvimento de um caráter semelhante ao de Cristo, observou o irmão Wunderli.
“Se todas as nossas escolhas fossem motivadas pelo amor a Deus e ao próximo, em vez do amor-próprio, nossa intenção seria pura e nos tornaríamos mais profundamente alinhados com o caráter de Cristo”, disse ele.
Em suas breves palavras, o presidente da BYU-Idaho, Alvin F. Meredith III, lembrou aos formandos de que a missão da BYU-Idaho é formar discípulos de Jesus Cristo que sejam líderes em seus lares, na Igreja e em suas comunidades.
“A partir de amanhã, a missão da BYU-Idaho não termina para vocês; ela se expande. Para onde quer que vocês forem, levarão consigo o que aprenderam aqui e, espero, quem se tornaram aqui”, disse o presidente Meredith.


